ABRUNHEIRO

Prunus spinosa

Descrição : Da família das Rosáceas. Dá um pequeno arbusto, medindo 2m de altura; sua casca é lisa e seus ramos divaricados e armados de espinhe também pubescentes enquanto jovens, folhas oval-lanceolada serradas, com estipulas lineares pubescentes, flores brancas ou desabrocham antes mesmo das folhas, pedunculadas, solitária ou geminadas. Seu fruto é baga azul-escuro ou vermelho-azulada, globosa, muito pequena, contendo polpa esverdeada, de flores de cor lilás, de cujo estigma é extraído o açafrão propriamente dito. seus frutos serviam antigamente para o fábrico do extrato de Acácia nostra, medicamento que teve grande voga e também para falsificar o "suco de Acácia" das farmácias e até para fazer certo "vinho do Porto" de grande consumo, especialmente na Inglaterra. Depois de fermentados, produzem diversas bebidas tipo vinho que constituem recurso para os trabalhadores pobres do campo; são comestíveis para as crianças e ainda produzem tinta. A casca também produz tinta. As flores são febrífugas e o chá feito com elas é muito agradável, além de adstringente. Passa muito bem pelo Chá da índia e é a melhor forma para substituí-lo.

Origem : Europa. Em Portugal é conhecida como Ameixeira Brava. Também na Alemanha é cultivada, onde lhe dão os nomes de Schlehe e Schwardorn. Os franceses chama seus frutos de "prunelle" e os portugueses que também a cultivam com intensidade conhecem os frutos como "abrunho".

Propriedades : histeria, inflamação, regular processos sanguíneos, tireóide, problemas digestivos, prisão de ventre, veneno de cobra.

Indicações : É digestivo, aperitivo, carminativo, antiespasmódico e emenagogo. Combate a tosse causada pela bronquite crônica, ansiedade, insônia.

Principios Ativo : Princípios amargos (crocina e picrocina) e um óleo essencial. Aldeídos terpenos (safranal, 2,2,4-trimetil-ciclohexa-1,3-dieno-carbaldeído, pineno e cineol), picrocrocina, carotenóides, crocetina, gentobiose, alfa e o beta-caroteno, licopina, zeaxanteno e mucilagem.

Parte utilizada: frutos bem maduros, flores secas.

Modo de Usar :

- infusão ou decocção a 10%: dose máxima diária: 200 ml;
- extrato fluido: dose máxima diária: 25 ml;
- infusão de duas colheres de café de flores secas em uma chávena de água. Tomar uma a duas vezes por dia: diurética, laxante leve;
- frutos bem maduros e secos: afecções da bexiga e das vias urinárias e perturbações digestivas;
- frutos frescos: fabricar sumos, xaropes e vinho;
- tisana das flores: diabetes, hidropisia, obesidade, menopausa, algumas enfermidades da pele.

Toxicologia : Não usar na gravidez. em alta dosagem é tóxico, abortivo, causa hemorragias, vômitos, diarréias e vertigens. Alguns gramas de açafrão de boa qualidade é letal.

Abrunheiro

Galeria

ALERTAS:
1 - As plantas e ervas medicinais, mesmo sendo medicamentos naturais, podem intoxicar, cegar, provocar coma e até matar!
2 - Todas as plantas têm mais de um princípio ativo. Algum dos princípios ativos pode ser contra indicado para o usuário.
3 - As informações deste site têm apenas os fins de pesquisa e de informação educacional. Elas não devem ser usadas para diagnosticar, tratar, curar, mitigar ou prevenir qualquer doença muito menos substituir cuidados médicos adequados.
4 - Consulte sempre um especialista!
5 - Tome cuidado especial ao manusear ervas e mantenha-as longe das crianças.

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Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto Editora Ediouro. 1979.

A Cura pelas Plantas, pelas folhas, pelos frutos, pelas raízes André G. Fossat Editora Eco 11 Edição.

A cura que vem dos Chás CArlos Alves Soares Editora Vozes 2006.

Plantas que Curam Cheiro de Mato. Sylvio Panizza IBRASA. 1997.

A cura que vem dos chás Carlos Alves Soares Editora Vozes 2006

CIAGRI Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.

Plantamed Grande cadastro de plantas e Ervas medicinais.