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FARMACOLOGIA DO AÇAFRÃO VERDADEIROCrocus sativus
Os estigmas do Crocus sativus são ricos em um pigmento amarelo, a riboflavina, e em vitaminas. O gene clivagem de zeaxantina dioxigenase do açafrão produz a enzima cromoplasto, que cataliza a produção de 3 derivados de carotenóides principais encontrados no açafrão: a crocetina, picrocrocina, e o safranal. O açafrão também contém a crocina (um carotenóide hidrofílico), a fonte principal de pigmento amarelado-vermelho. Após a secagem, um molécula hipotética de protocrocina presente na planta fresca é decomposta em uma molécula de crocina (um glicósideo colorido) e em duas moléculas de picrocrocina (um glicósideo amargo e incolor). A crocina é uma mistura de heterósidos: crocetina, um lipídio terpeno dicar-boxílico, e a alfa-crocina, um éster digentiobiose de crocetina. Outros compostos como o cis- e trans-crocetina dimetilesteres foram identificados. Compostos similares foram isolados de outros membros da família Iridaceae. Gardenidina, um composto obtido das gardènias, foi mostrado para ser idêntico a crocetina, O gosto característico da especiaria é atribuído ao glicósido picrocrocina. Após a hidrólise, este composto produz glicose e safranal, o componente odorífero principal. O óleo essencial derivado do açafrão é uma mistura complexa com mais de 30 componentes, principalmente terpenos e de seus derivados. Patentes americanas foram emitidas para um proposto uso da crocetina no tratamento de papilomas da pele, danos na medula espinal, hipertensão, e edema cerebral em gatos. Foi também usada para aumentar o rendimento do processo de fermentação. Antinociceptivo e antiinflamatório Dados animais: Um estudo em camundongos concluiu que o estigma e a pétala do açafrão demonstraram efeitos antinociceptivos e antiinflamatórios. Dados clínicos: Nenhum dado clínico sobre o uso do açafrão para efeitos antinociceptivos ou antiinflamatório foi encontrado. Quimioprevenção Em um estudo que comparou o efeito inibitório de 3 componentes do açafrão em células cancerosas, a crocina demonstrou uma atividade maior do que a picrocrocina ou o safranal. A crocina mostrou-se altamente eficaz em inibir células leucêmicas. Dados animais: O açafrão administrado por via oral (200 mg/kg) foi mostrado aumentar o tempo de vida de camundongos com uma variedade de cânceres intraperitoneais transplantados e cânceres tópicos, sugerindo que esta erva pode agir como um agente anticanceroso. O açafrão possui o potencial de impedir os efeitos do etanol e do acetaldeído, como observado em estudo com cobaias. O mecanismo citotóxico da ciclofosfamida foi melhorado com a presença da crocetina e na hipertermia. Mais estudos sobre a eficácia do açafrão na quimíoprevenção, especialmente estudos clínicos, precisam ser realizados. Colesterol: Injeções de crocetina em coelhos alimentados com uma dieta de 1 % de colesterol, durante 4 a 5 meses foram encontradas diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos. Os níveis de colesterol no soro foram 50% mais baixos nos animais tratados com a crocetina comparados com controles. O nível de triglicerídeos no grupo tratado com a crocetina permaneceu dentro dos parâmetros normais, enquanto que, os triglicerídeos no grupo de controle aumentaram em 2000%. O dano vascular aórtico foi muito menos severo em coelhos que receberam a crocetina. O mecanismo para estes efeitos ainda não é bem compreendido. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto Editora Ediouro. 1979.
A Cura pelas Plantas, pelas folhas, pelos frutos, pelas raízes André G. Fossat Editora Eco 11 Edição.
A cura que vem dos Chás Carlos Alves Soares Editora Vozes 2006.
Plantas que Curam Cheiro de Mato. Sylvio Panizza IBRASA. 1997.
A cura que vem dos chás Carlos Alves Soares Editora Vozes 2006
CIAGRI Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed Grande cadastro de plantas e Ervas medicinais.