AGRIMÔNIAAgrimonia eupatoria
Descrição : Planta da família das Rosaceae, também conhecida como eupatória, erva-dos-gregos, erva-hepática. É uma planta que atinge até 1 metro de altura, com folhas longas e bem recortadas e cachos de florzinhas amarelas. As folhas em tom verde-escuro são pinuladas, divididas em pares, e vão diminuindo ao longo dos caues, chegando apenas a 7 centímetros no topo. Dá uma espiga de flores amarelas e tem folhas dentadas, quase todas situadas em sua base, ligeiramente felpudas. Os frutos nascem aderentes ao caule e são cobetos de pelos eriçados que se grudam à roupa quando se roça neles, como acontece com o picão.
Plínio descreveu a agrimônia como uma erva de autoridade principesca; Dioscórides a recomendava para os que tem mau no fígado; Green, em seu The Universal Herbal, disse que ela cura malária.
O doutor Daniel Smith, que praticou a medicina na primeira metade do século XIX, escreveu um livro, The REformed Botanic and Indian Physician, em que recomendava uma decocção de agrimônia para tratar demência.
Parte utilizada: folhas, flores e sumidades floridas
Habitat: Nativa da Europa, Ásia temperada e América do Norte. História: De uso corrente pela população mundial. Faz parte da farmacopeia chinesa.Princípios Ativos: ácido salicílico; agrimofol; agrimondina; derivados floroglicinóis; elagitaninos; provitamina K; saponinas; taninos; vitamina B; agrimonina, agrimonolida; quercetina, fitosterina, eupatorina, traços de óleo essencial e de alcalóides; ácido ursólico. Propriedades medicinais: adstringente, analgésica, antidiarréica, antiinflamatória, antimicrobiana, antivirótica, ansiolítica, calmante, cicatrizante, colagoga, colerética (moderada), depurativa, diurética, emenagoga (moderada), hemostática local, hiper-tensora, hipoglicêmica, relaxante, resolutiva, tônica, vermífuga, vulnerária. Indicações: abscessos; amigdalite; anginas, asma bronquial, bronquite, cálculo renal; catarros bronquiais e intestinais, cistite; cólicas; conjuntivite, dermatite pruriginosa, diarréias, doenças do sangue; dores da garganta, enxaqueca; erupções cutâneas; esmagamento de tecidos, espinhas, estomatite, faringites crónicas de pessoas que, geralmente por profissão, falam muito, ou então para os cantore., feridas escrofulosas; feridas de difícil cicatrização, gota; gastrite; hiperglicemia; hipotensão arterial; indigestão; inflamação dos olhos, garganta; laringite, manchas, mordedura de serpente, musculatura tensa e/ou dolorida; parasitas intestinais, sangramento pós-cirurgias dentária; parasitas intestinais; rachaduras na pele, ressecamento da pele; reumatismo, rinites alérgicas, rouquidão; sangramentos pós-cirúrgicos e pós-extração dentária, sardas; tuberculose pulmonar; úlceras, varizes, virose. Terapia floral de Bach: pessoas que exterioriza ânimo e paz (buscando o reconhecimento dos outros, sofrendo internamente) mas têm desequilíbrio oculto (as vezes até de si próprios) para encontrar a paz interna. Contra-indicações/cuidados: A planta fresca temintensa ação fotosensibilizante. Pode causar hipotensão arterial, arritmia, náuseas, vômito e até parada cardíaca. Precauções e efeitos colaterais: Em pacientes com história de prisão-de-ventre. Queixas gástricas e constipação. Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água, crianças 1/3 a 1/2 dose chá 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de erva em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia; De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia; De 8 a 12 anos: 4 ml 3 vezes ao dia. Uso externo: compressa do infuso várias vezes ao dia. Resumo Clínico: Usos eínofarmacológicos: diurética, adstringente, antiinflamatória e vulneraria. |
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Referência :
PhysiciarVs Desk Reference for Herbal Medicines.3a. ed.
Montvale: Thomson, 2005. Ody.P. Hierbas medicinales em Casa. Buenos Aires, Arg.: Javier Vergara, 1996
ODY, P. The HerbsSociety's Complete Medicinal Herbal. 4a. ed. Londres, U.K. Dorling KINDERSLEYBook, 1997.
THE REVIEW of Natural Products.4a. ed. St. Louis: Facts &Comparisons. 2005.