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ALCAÇUZ - A PLANTA

Glycyrrhisa glabra

A parte mais usada do alcaçuz é a sua raiz adocicada, rica em glicirrizina, usada na fabricação de xaropes para as confeitarias. Possui várias propriedades medicinais, inclusive a de produzir adrenalina.

Descrição: Planta da família das Papilionáceas.

Arbusto perene de 1 a 2m de altura, com uma raiz principal forte que pode chegar até 25cm de comprimento, que se subdivide em até 5 raízes subsidiárias, de até 1,25m e vários rizomas de gosto adocicado, seu sabor doce é proveniente das saponinas que possuem essas característica organoléptica.

Há vários estolhos laterais lenhosos que podem crescer até 8m e há brotação todo ano.

Folhas compostas, imparipenadas, de 4 a 7 pares de folíolos oblongos ou elípticos, obtusos.

Flores de  róseo arroxeadas, em cachos axilares de 10 da 15cm de comprimento.

Cálice curto, bem formado e glandular e a borda do cálice é maior que o tubo com pétalas estreitas e não fundidas na borda.

O fruto é uma vagem alongada, contendo de 3 à 5 sementes marrons reniformes.

Tonificante e anti-inflamatória, esta erva muito versátil usa-se para tratar todo o tipo de problemas de saúde.

Adicionado regularmente aos remédios naturais, o alcaçuz atua sobre as glândulas supra renais e parece reforçar a ação e melhorar o sabor das ervas com as quais é combinado.

Partes Utilizadas : raízes e caules.

Indicações : Auxiliar no tratamento de úlceras de estômago, bronquites e tosses catarrais, rouquidão, feridas e furúnculos.

Bochecho para inflamações bucais com infuso.

Compressas de infusão da raiz acalmam conjuntivite aguda.

A ação calmante e cicatrizante do alcaçuz sobre todo o aparelho gastrointestinal torna-o aplicável em qualquer situação em que a parede do intestino ou do estômago esteja inflamada ou ulcerada.

A tisana de alcaçuz tomada à noite pode aliviar o refluxo gastro esofágico.

A ação anti-inflamatória do alcaçuz ajuda a aliviar rigidez, calor e dor nos músculos e articulações.

Agindo de modo não muito diferente dos esteróides convencionais, ajuda a diminuir a inflamação crônica, aliviando o desconforto em problemas como artrite reumatoide e polimialgia reumática.

Sozinho ou combinado com outras ervas, o alcaçuz em tisana dá um colutório ou gargarejo de sabor agradável, eficaz para língua dorida, aftas na boca e na garganta e laringite.

Engolida, a tisana acalma irritações e inflamações das vias aéreas, tais como a infecção brônquica, ajudando a aliviar a tosse e a estimular a eliminação do muco.

Esta erva também parece proteger de cáries dentárias.

Infecções virais, neste caso, o alcaçuz não resulta muito sozinho, mas conjuga-se bem com outras ervas estimulantes do sistema imunitário para reforçar a capacidade do corpo para combater infecções virais (e outras).

É recomendado para síndrome da fadiga crônica, febre glandular, doença de Lyme, zona e amigdalite, entre outros.

Tônico suprarrenal, o alcaçuz pode ser muito útil em qualquer situação em que as glândulas suprarrenais sejam submetidas a um esforço prolongado.

E um tônico eficaz para ajudar a recuperar de doenças e de esgotamento crônico.

Remédio estrogênico, pode ser especialmente útil para o cansaço da menopausa.

Habitat: Cada região do planeta apresenta sua variedade de Alcaçuz.

Ela é nativa da Europa e Ásia.

Aparece também no Iraque.

Há uma planta brasileira da mesma família Leguminosae, a Periandra dulcis,M Também chamada de Alcaçuz ou Urucuhcê que tem as mesmas propriedades da Glycyrrhiza glabra , tendo o princípio amargo e acre das raízes mais pronunciadas e o mesmo sabor doce.

Cresce naturalmente em lugares planos e secos de países como a China, Mongólia, União Soviética e Irã, bem como em solo arenoso das bacias dos rios.

História: As propriedades medicinais da alcaçuz são conhecidas há mais de 3000 anos. Egípcios e gregos o apreciavam pelo sabor suave e calmante.

Usado na medicina é obtido da raiz de aproximadamente quatorze espécies.

Era muito utilizada antigamente na China na Menopausa e TPM, Egito e Índia como um pó medicinal na cura do espírito.

Plantio : Desenvolve-se em campos secos, arenosos ou pedregosos.

Colher rizomas e raízes de 4 mm de diâmetro, secar à sombra.

Origem : Sudeste da Europa e do sudoeste da Ásia.

Princípios Ativos : O principal componente da raiz, aproximadamente 8-12%, é o Glycirrizina, substância adocicada que existe na planta. Da glycirrizina se extrai um xarope utilizado em confeitaria e em medicamentos para a tosse.

Propriedades Medicinais : antiespasmódicas, diuréticas, anti-inflamatórias, antissépticas e expectorantes.

Dosagem :

Como regulador intestinal: Colocar 100 gs de alcaçuz em pó em um pouco de água e misturar mais 20 gs de erva doce moída. Tomar uma colher de sobremesa à noite.

Infuso : Chá por decocção com 2 colheres de sopa de raiz moída para 1 litro de água, fervendo por 10 minutos.

Tomar 3 vezes ao dia sem açúcar.

Para crianças reduzir a quantidade de erva para 1/3. compressas (uso externo) : Chá por decocção como anterior, aumentando a quantidade de erva para 6 colheres de sopa para 1 litro de água.

Misturada com a cevada e a grama com ela se prepara uma tisana que se diz "boa para tudo".

O xarope de alcaçuz é obtido da seguinte maneira: deitar 500g de raiz de alcaçuz reduzida a pó grosso, durante 24 horas, em dois litros de água, à temperatura de 20 a 25°. Misturar-se o liquido assim obtido, depois de filtrado, com açúcar em quantidade de igual peso. Este xarope é recomendado contra a tosse, o defluxo, a bronquite e em geral para todas as afecções do peito.

O mesmo se recomenda da pasta de alcaçuz comumente denominada jujuba, que se prepara do seguinte modo: dissolver 500g de alcaçuz em 500g de água, adicionando-se ao licor 250g de goma-arábica, 150g de açúcar e um decigrama de ópio (extrato).

Deixa-se reduzir a mistura até à consistência de massa como pasta, que se estende sobre uma mesa de mármore untado, depois de esfriar, corta-se com uma tesoura em pequenos pedaços, obtendo-se assim as balas de alcaçuz.

A água de alcaçuz é um pouco dispendiosa, salutar e refrescante. Às vezes pode-se tomar nos casos de bronquite 2 a 3 g de alcaçuz dissolvidos e leite fervente, o que deve ser feito à noite, ao deitar.

A raiz. do alcaçuz é empregada ainda como tisana laxante, prepara da seguinte maneira: passa de ameixa, 250g, figo, 25 gramas um pedaço (pau) de alcaçuz; uma pequena quantidade de gramas já fervida. Despejar água fervente e deixar na infusão por 2 horas. Coar num pano. Bebe-se frio. Emprega-se nos casos ; nefrite. Dizem ainda que alguns autores aconselham a infusão das raízes de alcaçuz (50g por litro de água) para clistéis.

Toxicologia : Altas doses por longos períodos de tempo causa hipertensão arterial.

contraindicada para diabéticos.

Consumido regularmente pode causar retenção de sódio e potássio no organismo e contribuir para a hipertensão e a hipotassemia (baixa de potássio).

Não deve ser usado por pessoas com história de hipertensão ou problema renal grave.

O açúcar do alcaçuz não representa nenhum risco para diabéticos.

Precauções: Evitar o consumo por mais de 6 semanas sem acompanhamento médico, durante este período uma dieta hiperpotássica deverá ser recomendada

Aromaterapia : Digestivo, peles irritadas, TPM, cólicas e menopausas.

Alcaçuz

Farmacologia: Alguns componentes fenólicos apresentam efeito antibacteriano em Sthaphylococcus aureus resistentes e sensíveis a methicilina (Hatano etal, 2000).

A suas folhas possuem vários componentes antibacterianos e antifúngicos - isoflavina fitoalexina isomucro-mutalal ( Saleh et ai, 1990); Uma chalcona extraída em tintura alcoólica das raízes da Glycyrrhiza inflata Bat; inibiu a timidina extraída da cultura de promastígotes da Leishmania donovani (Christensen et ai, 1994); A glycirrizina induz as células CD4 T - o que aumenta a resistência à Cândida albicans associada a lesões térmicas (Utsonomyia, 1999).

Inibe o crescimento e a citopatologia do HSV-1 células em humanas (Van Rossum et ai, 1998). Suprime os antígenos virais em células de hepatoma humano, infectadas com o vírus da hepatite A.

Causa uma diminuição, da carga negativa da membrana celular e/ou diminui sua fluidicidade, prevenindo a penetração do vírus.

Estimula a produção do gama interferon das células T com efeito antiviral sobre o vírus da gripe (Utsunomyia, 1997).

Suprime a secreção do antígeno do vírus da hepatite em pacientes infectados.

Há estudos publicados de vários autores sobre sua ação antiviral.

A ação da glycirrizina no vírus HlV humano é inibindo a duplicação celular do vírus e suprimindo a formação de células gigantes (Ito, 1987; Nakashima, 1987).

A glycyrrina possui uma longa tradição na medicina chinesa, utilizada para doenças aérgicas, distúrbios inflamatórios e úlceras gástricas.


Dieta  de 21 dias

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Licor de alcaçuz.

Referência:

BUNN, Karl., Glossário da Medicina Oculta de Samael Aun Weor., Editora Samael Aun Weor, 2012. Página 68.

SIMÕES, Cláudia Maria Oliveira, Eloir Paulo Schenkel, João Carlos Palazzo de Mello, Lilian Auler Mentz, Pedro Ros Petrovick - Farmacognosia: Do Produto Natural ao Medicamento - Artmed, Porto Alegre, 2017. ISBN 978-85-8271-359-4.

SOUZA, Maria de Fátima e Silva, Jorge Paiva - Teofrasto, história das plantas: tradução portuguesa, com introdução e anotação - Imprensa da Universidade de Coimbra - 2016.