ALFAVACA CHEIRO DE ANIS

Ocimun Selloii

Descrição : Herbácea anual que atinge até 50 centímetros de altura, com caule pouco ramificado. As folhas são ovaladas, opostas, pecioladas, inteiras e membranáceas, com aroma que lembra o da essência de anis. As flores são miudas, de cor branca, e se aglomeram no ápice dos ramos. Do fruto-semente de quatro aquênios, resultam sementes oblongas, muito finas, pequenas e de cor escura. Sua reprodução é por estacas de galhos ou por fruto-semente, sendo que as estacas de galho não devem conter flores. Prefere regiões de clima quente, sendo a melhor época para o plantio, a das chuvas. Não suorta o fri, gosta de sol, mas não em excesso, e á sensivel ao vento. Prefere solos férteis e fofos, com boa drenagem, mas não encharcados. as folhas frescas podem ser colhidas durante o ano todo e possuem um odor forte, aromático, penetrante, quente, às vezes picante, mais muito agradável. O sabor é doce e levemente amargo. As folhas destinadas à secagem devem ser colhidas juntamente com as flores, na época da floração, período em que conservam mais o aroma.

Parte utilizada: Folhas, flores e raízes.

Modo de Conservar : As folhas e flores são secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano. De preferência, deve ser utilizada fresca.

Origem : Ásia tropical, e foi introduzida no Brasil pela colônia italiana.

Indicação e utilização: Digestivo estomacal; eliminador de gases; gastrites; vômitos, em ua xícara de chá, coloque uma colher de sobremesa de folhas e flores bem picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, espere esfriar e coe. Tome uma xícara de chá de duas a três vezes ao dia, sendo uma de manhã e as demais, antes das principais refeições. Para tosses; bronquites; gripes, resfriados; febres, em uma xícara de chá, coloque uma colher de sopa de folhas e flores picadas e adicione água frevente. abafe por 10 minutos, coe e adicione duas xícaras de chá de açúcar cristal. Leve ao fogo brando, até dissolver bem o açúcar. Tome uma colher de sopa, de duas a três vezes a dia. Para crianças dar soemnte metade da dose. Digestivo estomacal, hepático, biliar e intestinal, gases, coloque duas colheres de sopa de folhas e flores bem picadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por sete dias e coe. Tome um cálice , antes das principais refeições.

Digestivo : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de folhas e flores fatiadas e adicione água ervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá antes das principais refeições.

Tosses rebeldes; gripes; resfriados; bronquites : Em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folas e flores fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e adicione 1 colher de sobremessa de mel. Tome 1 xícara de chá, de manhã e outra à noite

Fissuras nos mamilos das lactantes : Em um pilão, coloque 2 colheres de sopa de folhas e flores frescas picadas. Amasse bem, Amasse bem até firmar uma pasta. Espalhe sobre um pano ou gaze e aplique sobre o parte afetada. Cubra com outro pano, mantendo sempre quante e deixe agir durante a dia ou a noite.

Princípios Ativos: óleo essencial (anetol), taninos, saponinas, pigmentos.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Posologia: Adultos: 10 a 20ml   de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 4g de erva fresca (2 colher de sopa para cada xícara de água) de folhas em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, às refeições. De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições. De 8 a 12 anos: 4 ml 3 vezes ao dia, às refeições. Xarope frio de 2 colheres de sopa de folhas amassadas com 1 xícara de chá de água, 1 colher de mel e 10 gotas de propelis. Após coar, dar 1 colher de chá do líquido a cada 6 horas. Crianças tomam de 1/3 à 1/2 da dose.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Alfavaca Cheiro de Anis

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