ALHOAllium sativum
Descrição : Herbácea com raiz constituída de pequenos dentes ou bulbinhos, de flores brancas, amarelas ou vermelhas. Aroma forte, folhas estreitas e raízes profundas. Da famíliaLiliaceae.Também conhecido como alho-comum, alho-da-horta, alho-hortense, alho-manso. O alho é uma planta perene, com um caule florido, ereto e alto que pode chegar a quase 1 metro de altura. A planta produz flores de cores rosa-clara até a roxa, que florescem no início do verão. A colheita do alho é geralmente feita no final do verão. O bulbo do alho é composto por folhas escamiformes (os 'dentes' de alho) que contém o odor característico do alho e é a parte comestível da planta - usado na culinária e para fins medicinais. Habitat: Originário da Ásia ocidental e Europa. História: Há cerca de 5,000 anos o alho tem sido usado medicinalmente, sendo considerado por médicos e profissionais de saúde uma das plantas medicinais mais versáteis e eficazes. Plantio : Multiplicação: reproduz-se por dentes (parte do bulbo); Cultivo: plantio em canteiros com bastante húmus, com espaçamento de 0,25 X 0,25m. Faz-se o uso de cobertura morta para conservação da umidade. Irriga-se diariamente por infiltração; Colheita: Colhem-se os bulbos quando a planta estiver seca. Seque-os à sombra e amarre-os em réstias. Conserve-os em local seco, arejado e com pouca luz. O seu plantio deve ocorrer no smeses de março e abril, ae acolheita quando as folhas começam a ficar amareladas. Modo de Conservar : A planta toda de ve ser arrancada, as hastes amarradas em feixes e colocadas para secar ao sol. A cabeça deve ser armazenada em ambiente seco e arejado, ao abrigo da luz solar. Origem : Ásia Ocidental e toda a Europa. Propriedades :amebicida, antiagregante plaquetário, antiasmática, antibiótico, antifúngica, antigripal, anti-hipertensiva, antiinflamatório, antimicrobiana, anti-reumática, anti-séptica, antitóxica intestinal, antitrombóbita, antiviral, digestiva, bactericida, bactericida intestinal, carminativa, depurativo do sangue; desinfetante, digestiva, diurética, emoliente, estimulante, excitante da mucosa estomacal, expectorante, febrífugo, hepatoprotetora, hipoglucemiante, hipolipemiante (inibe a síntese de colesterol e triglicerídeos), hipoviscosizante (reduz a viscosidade plasmática); odontálgica, rubefasciente enérgico, sudorífera, vasodilatadora periférica, vermífuga (solitária e ameba). Princípios Ativos: ácido alfa-aminoacrílico; ácido fosfórico livre; ácidos sulfúrico; ajoeno (produzido por condensação da alicina); açúcares (fructose, glucose); alil; alil-propil; aliína (que se converte em alicina); aliinase; aminoácidos (ácido glutamínico, argenina, ácido
aspártico, leucina, lisina, valina); citral; desoxialiina; dissulfeto de dialila; dissulfeto de dietila; felandreno; galantamina; geraniol; heterosídeos sulfurados; insulina; inulina; linalol; minerais (manganês, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, selênio, sódio, ferro, zinco, cobre); nicotinamida; óleo essencial (muitos componentes sulfurosos, dentre eles: disolfuro de alil, trisolfuro de alil, tetrasolfuro de alil); óxido dialildissulfeto; polissulfeto de dialila; prostaglandinas A, B e F; proteínas; quercetina; sulfetos de vinil; trissulfeto de alila; vitaminas (A, B6, C, ácido fólico, pantotênico, niacina). Indicações :acne, afecções da pele, afecções nervosa e histérica, ácido úrico, afecções genitourinárias (cistite, ureterite, uretrite, pielonefrite, urolitíase), afecções respiratórias (abscessos pulmonares, asma, bronquite, coqueluche, defluxo, enfisema, faringite, gripe, pneumonia, resfriado, tuberculose), angina, arteriopatias, arteriosclerose, artrite, calcificação das artérias, cálculo na bexiga, calos, caspa, catarro, coadjuvante em tratamentos de diabetes, cólera, colesterol alto, dermatomicose, diabetes, diarréia, difteria, distúrbios intestinais, doenças cardíacas, dores de cabeça, dores de dente, dores de ouvido (+surdez), edemas; enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, enxaqueca, escorbuto, esgotamento, estimulação do sistema imunológico, falta de apetite, febre, ferimentos (prego enferrujado, espinho, madeiras, vidros e materiais plásticos), gangrena pulmonar, gota, hemoptise, hemorróidas, herpes, hidropisia, hiperglicemia, hiperlipidemias, hiperqueratose, hiperuricemia, hipocondria, histeria, impingem, impurezas na pele, infecções bacterianas, infecções fúngicas, insônia, intoxicação nicotínica, manchas da pele, melancolia, menopausa, micose, nefrite, nervosismo, obesidade, palpitações cardíacas, paralisação do fígado e do baço, parasitose intestinal, paludismo, parodontopatias, picadas de insetos (coceira e dor), pressão alta, pressão baixa, prevenção de disenterias amebianas, prevenção de tromboembolismos, prisão de ventre, problemas circulatórios, retinopatia, reumatismo,
rouquidão, sarda, sarnas, sensação de medo, sífilis, sinusite, tifo, tinha, tosse, triglicerídeos altos, tumores, úlceras, varizes, vermes, verrugas. Modo de Usar - tempero de carnes, peixes, verduras, legumes; como ingrediente de sopas, suflês, bolos salgados; Toxicologia : Contra indicado para pessoas com problemas estomacais e de ílceras. Inconveniente para recém-nascidos e mães em amamentação e, ainda em pessoas com dermatites. Em doses elevadas pode provicar a dor de cabeça, de estomago, dos rins e até tonturas. Efeitos colaterais e precauções: Em altas doses, pode causar irritação gástrica, náuseas e odor no hálito e na pele. Embora o alho seja usado extensivamente para finalidades culinárias com essencialmente nenhum efeito colateral, a segurança do uso de extratos concentrados por um período prolongado é desconhecida. A ingestão de uma dose única de 25 ml do extrato fresco. Não há nenhum estudo que tenha avaliado o efeito do alho e seus extratos em pessoas que requerem um controle restrito da glicose no sangue, mas o potencial para interações sérias deve ser lembrado. Aromaterapia : repelente de morcegos e mosquitos. Posologia: Dosar o alho é complicado devido a sua volatilidade e a instabilidade dos componentes importantes e por causa de produtos como "alho desodorizado," extratos "envelhecidos", e óleos destilados. Interação medicamentosa: Não interfere com o Alprazolam, Dextrometorfan e Rrionavir. Saquinavir - reduz a concentração plasmá-tica do saquinavir. A co-administração de suplementos de alho diminui aáreasobacurva de concentração plasmáticaversus tempo do saquinavir em 51 %, e reduz em 49% o nível de vale do saquinavir (8 horas após a administração do saquinavir), e também diminuiu a concentração plasmática máxima da droga-em54%; Varfarina: Nenhum estudo relatou uma interação entre a administração da varfarina e ingestão do alho. Há relatos de inibição da agregação das plaquetas em indivíduos que consomem o alho, esta ação pode aumentar o risco de sangramento quando combinada com a varfarina. Relatos de casos de indivíduos que ingeriram alho foram associados com o hematoma espinal epidural espontâneo, prolongação do tempo de coagulação com aumento do san-gra-mento e hemorragia. Em contraste, um estudo duplo-cego e placebo-controlado em 14 homens, não encontrou nenhum efeito do alho na agregação das plaquetas. do alho causou queimação na boca, esôfago e o estômago, náusea, transpiração, e tontura. A segurança de múltiplas doses desta quantidade não foi definida. Raramente, a ingestão pode também causar uma reação anafilática. A exposição tópica a dentes de alho esmagados, crus por 3 a 5 minutos resultou em uma dermatite de contato tóxica. Adicionalmente, a exposição repetida à poeira do alho pode induzir reações asmáticas. A alergia à poeira do alho, apresentada pela tosse, dificuldade em respirar, pressão torácica, obstrução e produção de secreção nasal, espirros, coceira nos olhos e olhos lacrimejantes, é relativamente rara. Resumo clínico: Usos etnofarmacológicos: amebicida, anti-agregante plaquetário, antibiótico, fungicida, anti-gripal, desinfetan-te, antiviral, antiasmático, antiinflamatório, anti microbiano, anticéptico, bactericida e bactericida intestinal, carminativo, antitóxico intestinal, vermífugo, digestivo, excitante da mucosa estomacal, vasodi-latador periférico, hipolipemiante, hipoviscozante, rubefsciante enérgico, anti-reumáíioo, febrífugo, hepaoprotetor, expecíorante. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.