ALTÉIAAltthaea Officinalis
Descrição : Planta da famílai das Malváceas. Mede de 50 cm a 1 metro e meio de elevação, ligeiramente tomentosa, macia ao tato. Raiz longa fusiforme, cilíndrica, pivotada, carnuda da grossura de urr dedo. Haste ereta cilíndrica, de ramos alternos, verde verde avermelhada. Folhas numerosas, alternas, pecioladas, mais ou menos cordiformes, irregularmente lobadas, serreadas, aveludadas, munidas de duas estipulas membranosas na base, caduca, pubesoentes. Flores esbranquiçadas, purpúreas ou ligeiramente rosadas, quase sésseis, formando uma espécie de panícula nas axilas das folhas superiores. Cálice gamossépa-lo, de S divisões acumuladas. Corola de 5 pétalas arredondadas ligeiramente lobadas na parte superior. Fruto orbi-cular, assaz deprimido, tomentoso, envolvido pelo cálice, e constituído por diversas cápsulas que se separam quando maduras Partes utilizadas : folhas e raízes Origem : Prefere lugares úmidos e margens de riachos do centro-sul da Europa. Propriedades : Emoliente, calmante, antiinflamatória, laxante e expectorante. Indicações : Suas folhas e raízes fornecem um chá de propriedades emolientes e calmantes, muito útil em casos de inflamação. Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízes para debelar inflamações de pele. As flores empregam-se nas enfermidades das vias respiratórias. São boas para curar a tosse especialmente nas crianças e pessoas idosas. As folhas e raízes são utilizadas como emolientes nas irritações da membrana mucosa. Em forma de loção e fomentação a alteia é um bom remédio para acalmar dores, erupções cutâneas, etc. Em clisteres, dá bom resultado nas inflamações intestinais e na prisão de ventre. A raiz se dá a mastigar às crianças, para favorecer a dentição. Principios Ativos : Pectina e princípios amargos. Mucilagem: 25 a 35 % polissacarídeos solúveis -arabinogalactona, arabana, gluconas; Amido; Pectina; Asparagina (XV), Betaína; Óleos essenciais, especialmente na semente; Açúcares; Matérias resinosas. Toxicologia : pode reduzir a absorção de outros medicamentos que se toma ao mesmo tempo. Por outro lado pode prevenir moléstias gástricas quando se usa medicamento com elevado quantidade de taninos. Em diabéticos, o médico deverá controlar a glucemia para ajustar, as doses de insulina ou antidiabéticos orais. Modo de usar: Farmacologia: Alivia a irritação local, diminui a produção de muco, estimula a fagocitose, funcionando ainda como antiinflamatório, imuno-estimulante e hipoglicemiante. Foi demonstrada a eficácia do gargarejo nas afecções da boca e garganta. |
|
||
|
Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.