AMARGOSABaccharis triptera
Descrição : da família das Asteraceae. Também conhecida como amargosa, bacanta, bacárida, cacaia-amarga, cacalia amara,
cacália-amarga, cacália-amargosa, cacliadoce, carqueja amara,
carqueja-amargosa, carqueja-do-mato, carquejilla, carquejinha,
chinchimani, chirca melosa, condamina, cuchi-cuchi, quimsa-kuchu,
quinsu-cucho, quina-de-condamiana, tiririca-de-balaio, tres-espigas,
vassoura. Herbácea perene, de caule ereto, rijo e muito ramificado, que chega a alcançar 1,20 metros de altura. As folhas quase não aparecem, mas o seu caule apresenta três formações foliáceas, rígidas e planas, de coloração verde-clara, interrompidas ora de um lado e ora de outro. A inflorecência é um capítulo de flores que são femininas em alguns pés e masculinas em outros, e aparecem nas axilias das interrupções do caule. O fruto é um aquênio com papilho. Reprduz-se espontaneamente em vários tipos de solo. O plantio pode ser feito também, por estacas de hastes, deixando as raízes intactas. Não requerendo cuidados especiais, podem se tornar invasoras nas pastagens.
Origem : É um vegetal da flora brasileira, germiando com facilidade, sobretudo nos estados do Espírito Santos, Minas Gerais, paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Modo de Conservar : Cortar apenas as hastes floríferas deixando as raízes intactas para o vegetal não morrer. Secar em local ventilado, sob o calor do sol. Após a secagem pode ser transformada em pó. Armazenar em vidros bem tampados.
Propriedades medicinais: anti-helmíntica, depurativa, digestivo, diurética, estimulante estomacal, hepato-protetor, hepática. Indicações: afecções hepáticas, afecção da garganta, aftas, anemia, baço, cálculo biliar, circulação do sangue, diabete, diarréia, dietas para emagrecimento, faringite, febre, fígado, fraqueza orgânica, gota, icterícia, inapetência, inflamação das vias urinárias, intestino, má digestão, pâncreas, reumatismo. Parte utilizada: hastes. Contra-indicações/cuidados: deve ser evitada por grávidas e nutrizes. Efeitos colaterais: não encontrados na literatura consultada. Porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso. Modo de usar: - infusão: 1 xícara (café) em 1/21itro de água. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao deitar. Afeecções estomacais; afecções intestinais; afecções hepáticas: em 1 xícara de chá, coloque água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome, ainda morno, 3 vezes ao dia, sendo uma de manhã, em jejum, e as demais 30 minutos antes das principais refeições. Diurético; anti-reumático; auxiliar no tratamento de diabétes : coloque 1 colher de sopa de hastes picadas em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver pro 5 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá 2 vezes ao dia. Digestivo estomacal, biliar e intestinal; coloque 3 colheres de sopa de hastes picadas e 3 colheres de sopa de casca de laranja-amarga em 1 xícara de chá de álcool de cerais a 70%. Deixe em maceraçào por 5 dias e coe. Tome 1 colher de café, diluindo em um pouco d eágua, 30 minutos antes das pricnipais refeições. Digestivo : coloque 3 colhres de sopa de hastes picadas em 1 xícara de chá de álcool de cereais a 50 %. Deixe em repouso. Coe em um pano e adicione ao líquido 1 garrafa de vilnho branco. Tome 1 cálice antes das pricipais refeições. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.