AMORA PRETA

Rubus brasiliensis

Descrição : Planta da família das Rosaceae. Também conhecida como amora-verde, amoreira-da-selva, amoreira-do-mato, framboesa-negra, sarca-amoreira. Dá um arbusto pequeno, até 2m de altura, armado de acúleos, folhas alternas, pinatífidas,  3-folioladas, folíolos ovais, dentados mais ou menos tomentosos, flores brancas ou verdes dispostas em panículas; seu fruto é roxo escuro composto de muitas drupas. Sua raiz é diurética e laxativa, contudo muito pouco usada. Suas folhas são diuréticas, além de outras virtudes que lhe  descobriram   os  herbanários; suas flores, assim como seus renovos, são antispasmódicos e adstringentes, além de antidiarréicos e antidesintéricos. Faz-se com essa planta verdadeiras maravilhas de cercas vivas. Seu fruto, tão conhecido nosso, é comestível, de ótimo paladar, rico em açúcar e muito útil para conter as diarreias de sangue, principalmente quando ingerido em jejum, pela manhã. Dele se faz vinho agradável. Possui a variedade organensis {R. organensis, Gardn.,), de frutos amarelados, que é espécie distinta. Vegeta até 2.000m de altitude (Pico do Itatiaia). Dá muito no Rio de Janeiro e em Minas Gerais; aliás em quase todo o Brasil a amoreira-preta é conhecidíssima.

Plantio : Multiplicação: multiplica-se por estaquia dos galhos ou da raiz (para produção de mudas)

Cultivo: em espaçamento de 3m X 3m. Por ser planta perene, pode efetuar-se nos primeiros 2 anos o plantio de outras plantas consorciadas;

Colheita: folhas ou frutos. Os frutos devem ser usados imediatamente para fazer licor ou salada de frutas ou ainda máscara facial. As folhas e cascas podem ser secas à sombra e guardadas em vasilhame sem ar.

Propriedades medicinais: adstringente, diurética, laxante.

Indicações: diarréia de sangue, disenteria, enfermidade da cabeça, escorbuto, espasmo, febre inflamatória, icterícia.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Amora Silvestri

Galeria

 



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