ANGÉLICA

Angelica silvestris ou Officinalis

Descrição : Planta da família das umbeliferas, também conhecida sob os nomes de erva-de-espírito-santo, raiz-do-espírito-santo, bohemia, erva dos anjos e polianto, a angélica é uma planta de porte alto. Suas hastes, saturadas de açúcar ou vinagre, são apreciadas pelos confeiteiros e pasteleiros e servem para a decoração dos seus produtos. Tónico, emenagogo, carminativo, excitante, antispasmódico, e estimulante do tubo digestivo. Ao que parece, os antigos empregavam-na contra a cefalalgia, e também para tonificar o coração. Todos os autores concordam em que a planta possui numerosas propriedades. Fabrica-se com a angélica um licor que possui as virtudes das infusões e das tisanas. Para se preparar esse licor cortam-se 30g da planta em pedaços pequenos, deixando-se 4 ou 5 dias em maceração em dois litros de bom conhaque, juntamente com 30g de amêndoas amagas amassadas e reduzidas a pasta. Quando a maceração estiver completa, coar num pno de linho, juntando-se • a seguir um litro de melado de açúcar, depois do que o produto assim obtido é filtrado e colocado em frascos para conservar. A fim de saturar as hastes da angélica, deve-se cortá-las em pedaços de cerca de 5cm, levando-os ao fogo forte com água numa vasilha de cobre. Deixa-se ferver durante meia hora. Retira-se do fogo e separam-se das hastes as suas partes fibrosas, voltando a colocá-las no fogo em seguida, até que se tornem tenras ao toque. Passa-se a seguir em água fresca diversas vezes e deixa-se escorrer. Torna-se a levar pela terceira vez ao fogo misturada com melado de açúcar de peso igual ao das hastes, deixando-se ferver ainda por meia hora. No dia seguinte despeja-se o xarope sobre as hastes, renovando-se a operação durante cinco dias seguidos. Resta então deixar secar as hastes na estufa e as conservar polvilhadas de açúcar, em latas. As folhas da angélica são empregadas em cataplasmas em casos de contusão. Elas perdem, ao secar, esta propriedade. A planta se adapta às boas terras de jardim e desenvolve-se bem nas regiões quentes. Multiplica-se por sementes.

Partes utilizadas : A planta toda.

Origem : Originária do norte da Europa e Ásia,

Habitat : Prefere lugares frios e úmidos, perto de rios e pântanos.

Propriedades : É uma planta que fortalece o estômago, tónica, antiinflamatória, depurativa, sedativa, antiinflamatório, antiinflamatório, diurético, antiinflamatória, expectorante, carminativa, coletérica. hepatoprotetora, antiespasmódica, eupéptica, diurético e emenagoga

Indicações : É útil nos casos de depressão, neurose e debilidade nervosa. Combate a falta de apetite e a enxaqueca. afecções do aparelho digestivo, má digestão, dilatação do estômago, cólicas abdominais, icterícia, insuficiência hepática, flatulência, diarreia, vómitos, afecções do aparelho respiratório bronquite, tosse catarral, amigdalites, faringites, rouquidão, gripes, edema perimenstrual, doenças do trato urinário, nefrites, cistites, doenças reumáticas, dores de cabeça nervosismo, histeria, Feridas, úlceras, vulneraria, gota, escorbuto, febres intermitentes, tétano, tifo.

Principios Ativos : óleos essenciais, angelicina e ácidos orgânicos. Óleos voláteis da folha: mirceno, p-cimeno, limoneno, cis e trans-ocimeno, 13-felandreno, R-felandreno, a-pineno; Óleos voláteis do fruto: fi-felandreno, a-pineno, bornêol, canfeno, R-bisaboleno, R-cariofileno, 15- oxipentadecenlactona; Óleos voláteis da raiz: 6-felandreno, B-felandreno, a-pineno, penta e hepta-decanolideo; Furocumarinas: angelicina, bergapteno, imperatorina, oxipeucedanina, xantoltoxina; Óleo graxo; Fitosteróis: B-sistosteral, sigmasterol; Flavonóides; Derivados do ácido cafêico. Também ácido angélico; Farmacologia: As furocumarinas do fruto são citostáticas e foto-sensibilizadoras. A estru­tura aromática-amaróide responde por seus efeitos antiespas-módico, colagogo e estimulante do sistema di­gestivo; Os óleos essenciais e furocumarinas encontra­dos na folha têm efeito irritante sobre a pele e Mucosas.

Contra-indicações/cuidados: Em pacientes com história de sangramentos.

Efeitos colaterais: O contato do suco com a pele causa foto-sensibilização devido a furocumarinas . As cumarinas potencializam os efeitos de anticoa-gutertes. Administrar sob monitoramento em pacientes com história de sangramentos. Também potencializam os efeitos das heparinas de baixo peso molecular de agentes trombolítico.

Modo de usar : 4 gramas para um copo de água fervente.

Posologia: Adultos: 10a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água. 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso ou decocto, conforme a parte usada, ate 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 1 2hs; Banhos infuso concentrado. Crianças: Tomam de 1/6 até 1/2 da dose.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Angélica

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