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ANGICO VEMELHO

Anadenanthera colubrina

Descrição : Planta da família das fabaceae, também conhecida como acácia angico, acácia virgem, angico bravo, angico de casca, angico fava, arapiraca, cammbuí, corupa é paricá.

Os Angicos vermelho e branco são plantas da mesma família botânica e do mesmo gênero, variando apenas a espécie, porêm são alvo de muitas confusões.

Árvore de caule inerme, um pouco menor que o Angico-branco, até 12 m de altura, de madeira castanha-avermelhada.

Ramos cilíndricosa-angulosos e folhas compostas, bipinadas, 3 a 6 jugas com grossa glândula no pecíolo, 10 a 12 pares de folíolos postos.

Flores amarelo-esverdeadas pequenas, dispostas em espigas axilares de 3 a 5 cm de comprimento.

O fruto é uma vagem coriácea muito achatada, de até 16cm de comprimento com muitas sementes pequenas, comprimidas e membranosas.

A goma de Angico, popular entre caboclos, é extraída através de incisões superficiais das cascas, deixa-se correr a goma que é posteriormente secada ao sol.

Partes utilziadas : casca e goma

Habitat: Caatinga, ocorrendo em outras áreas esparsas de São Paulo ao Pará.

História: De uso corrente pela população cabocla, embora sejam plantas tôxicas, cujo uso envolve riscos. Tradicionalmente, ambas as plantas são usadas alternando-se as indicações.

É comum, entre raízeiros e mateiros, dizer-se que "Angico é tudo igual, serve pra mesma coisa..."

Princípios ativos:

Casca: taninos; Corantes; Resinas; Mucilagens;

Goma: Oxidase; Galactana, arabana, Açúcares: angicose, arabinose; Mucilagens;

Indicações e utilização: Fraqueza orgânica, falta de apetite, raquitismo; Afecções pulmonares: tosses, catarro, bronquites, asma, coqueluche, faringite, tuberculose; Contusões, cortes, úlceras; Diarreias e disenterias; Úlceras, leucorréias, feridas, escrófulas, hemorragias, metrorragias.

Uso pediátrico: Contra-indicação absoluta.

Contra-indicações: Gravidez, lactação, crianças e idosos. Em diarreia crônica.

Posologia: Adultos: 20ml de tintura da casca diluída em 5OO ml de água para compressas em ferimentos e lavagens vaginais; 5g de erva fresca (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) de cascas ou goma em decocto (trato respiratório) até 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; Banhos, gargarejes e lavagens são feitos com 50g de cascas frescas em 11 de água.

Precauções: Em pessoas com intestinos sensíveis.

Efeitos colaterais: Plantas tóxicas para o homem e para o gado. Sementes e folhas secas são alucinógenas. O uso pode provocar escoriações no septo nasal e nas mucosas da boca.

Superdosagem: Caso ocorra, além de lavagem gastro-intestinal, tratamento sintomático e monitoramento clínico podem ser necessários.

Farmacologia: É comprovado cientificamente que a bufotemina possui propriedades alucinógenas.

A quantidade de taninos presentes, assim como mucilagens e saponinas, provavelmente são as justificativas de seu uso.

Não encontramos relatos de pesquisas ou estudos clínicos sobre estas espécies, mas como seu uso empírico junto à população cabocla ainda é muito difundido, listamós as informações disponíveis.

Cambuí Verdadeiro



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