ANIL

Indigofera tinctoria

Descrição :Família Leguminosas, Sinonímia popular Anileira, anileiro-da-india, caá-chica, timbozinho. O anil é representado por muitas espécies. Vamos nos referir neste site principalmente a duas espécies: Indigofera tinctoria L. e Indigofera anil L. Outros nomes populares: caobi-indigo, timbó-mirim Nomes em outros idiomas: Alemão:índigo., Espanhol: anileira., Francês:indiotier., Italiano: Alberto d"indaco ., Origem: Leste da Índia. Originário da Índia o anileiro é planta muito popular no Brasil, vegetando espontaneamente em quase toda parte. Há algum tempo o anileiro era bastante cultivado no Brasil para extração do anil, cuja exportação chegou a atingir considerável vulto. Ultimamente com a fabricação de matérias corantes sintéticas em larga escala, o uso do anil, corante de bela cor azul, inodoro e sem sabor tem sido relegado ao esquecimento. Existe pouca bibliografia referente ao anil. O corante anil sintético data de 1880, passando então esta erva cada vez mais cair no desuso e desinteresse.

Há muitos processos para a produção do corante azul extraído do anil. Todos os processos são complexos e incluem fermentação. Traços do corante azul natural foram encontrados nas antigas tumbas egípcias datadas de 3000 anos. Quando as rotas entre Europa e Índia foram estabelecidas no século XVI, o corante índigo foi trazido para a América do Norte.

Existem muitas espécies no Brasil para o gênero Indigofera, algumas usadas como forrageira, outras como adubo verde. No norte do país, por exemplo, temos a Indigofera pernambucencis. Em Mato Grosso, encontra-se a Indigofera lespedezoides, denominada de timbó mirim ou timbozinho, sendo uma espécie que fornece notável quantidade de anil.

Parte usada : Folhas, raiz, semente.

Propriedades :antiálgica, antiepiléptica, antiespasmódica, antiinflamatória, depurativa, diurética, emenagoga, estomáquica, febrífuga, odontálgica (raiz), purgativa, sarnicida (folhas machucadas), sedativa.

Indicações : Na homeopatia o anileiro tem indicações para os seguintes casos: dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele (com erupções de vesículas) e hemorragia nasal. As folhas têm propriedades antiespasmódicas e sedativas, estomáquicas, febrífugas, diuréticas e purgativas, com ação direta sobre a última parte do intestino, empregadas contra as uretrites blenorrágicas e as afecções do sistema nervoso. Ainda com ação contra a epilepsia e icterícia. As folhas machucadas são usadas topicamente contra a sarna. A raiz é odontálgica e útil na cura da icterícia. Outrora empregavam na mordedura de cobras. As sementes depois de pulverizadas tem ação insetífuga, ou seja afugenta insetos. É planta reputada antídoto do mercúrio e do arsênico.

Principios Ativo : as folhas da anileira encerram leucoindigotina, substância que convenientemente tratada, precipita o índigo. Mas este fica só quimicamente puro na forma de indigotina, quando dissociado de diversos sais, de uma matéria vermelho esverdeada e de uma resina vermelha, reduzindo o seu peso a pouco mais de 20%.

Modo de Usar :

Cataplasma : folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas.
Decocção: Ferver 5 g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite. Máximo: 15g/dia). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias.
Infusão: 5 g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O sabor do chá é algo salgado.
Outros usos: sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas. Das folhas é extraído anil (corante).

Toxicologia : a planta têm índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina (substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico). Não usar dosagem acima da recomendada.

Farmacologia: Não há estudo fármaco-químico completo sobre esta planta. Sabe-se que sua fécula, a leucoindigotina, subme­tida a altas temperaturas cristaliza-se em agulhas de reflexo cúprico, a indigotina ou índigo, que é tóxco.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Anil

Galeria

 


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