ARNICA MONTANA

Arnica montana

Descrição : Planta da família das asteracea. Erva perene, cresce entre 30 e 60cm de altura. Suas folhas são ovadas ou lanceoladas , opostas, forman­do uma roseta próxima ao solo. Suas flores são margaridas amarelo-brilhantes. O fruto é um aquênio pardo com papilo branco.

Habitat: Nativa das regiões montanhosas da Europa, passou desapercebida de Hipócrates e Galeno, pois era do domínio dos "bárbaros". Seu primeiro registro escrito é do século XII, na Alemanha.

História: A partir do século XVIII a planta começou a popularizar-se (emorte) a tradição do uso interno da Arnica, aqui repudiado, por seus efeitos tóxicos.

Propriedades : Anti-séptica (antimicrobiana) e cardiotônica

Indicações : Calvície, contusões, varizes, dores reumáticas, hemorróidas, bolhas nos pés, dor de dente, gengivite etorcicolo. Internamente é utilizada em casos de hipertensão, aterosclerose, fadiga, estresse físico e mental

Usada para combater os primeiros sinais das contusões do trabalho repetitivo mais conhecidas por L.E.R/D.O.R. T. Também em casos de pessoas que abriram o pulso por tentar pegar peso acima da capacidade física e outros com contração dos músculos cervicais mais conhecida como torcicolo.

Princípios ativos: Glicosídeos flavonóides: betuletol, eupatofilina, glucoronídeos flavonólicos, hispídulina, isoramnetina, luteolina, ptauletina, espinacetina, tricina, caempferol, quercetina, derivados kaempferol e quercetínicos, jaceosidina, 3,5,7-trihidroxi-6,3,4,-trimetoxiflavona, pectolina-arigenina; Álcoois isoméricos: arnidiol e foradiol; Terpenóides: arnifolina, arnicolidôo, e sesquiterpenos - helenalina e derivados; Aminas: bataina, colina, trimetilamina; Cumarinas: scopoletina e umbeliferona; Mucilagem: inulina; Polissacarídeos: proteína ácida arabino-3,6-galactano, fucogalacto-xiloglucano neutro e heteroglicanos ácidos; leos es­senciais: timol e seus derivados; Ácidos graxos: palmítico, linoleico, mirístico e linolênico; Princípio amargo: arnicina; Ácido cafeico; arotenóides: a e Í3-caroteno, criptaxantina, luteina; Fitoesteróides; Resi­nas; Taninos; Antoxantina.

Farmacologia: A planta possui atividade antiinflamatória discreta e efeito analgésico suave provavelmente pela presen­ça das lactonas sesquiterpênicas. Esta atividade foi comprovada em testes com cobaias. Testes realiza­dos com 30 maratonistas em um estudo duplo-cego randomizado comprovaram a atividade antiinflamatória em humanos; Em testes com humanos, em odontologia, aamca foi menos eficiente que o metronidazol e mais eficiente que o placebo no controle da dor e inflamação; A atividade imuno-estimulante, comprovada in vivo, deve-se aos polissacarídeos, como o ácido galacturônico; Os com­postos fenólicos reduzem os danos tóxicos induzidos no fígado de cobaias.
O extraio das flores tem sido usado no Herbalismo Tradicional para aumentar o fluxo sanguíneo. As lactonas sesquiterpênicas inibem a gregação plaquetária e aumentam a taxa de reabsorção de sangramentos inter­nos. Não há relatos de pesquisas confirmando o aumento de fluxo sanguíneo em animais. Em um estudo controlado randomizado a planta não afetou os parâmetros de coagu­lação sanguínea.
Os sesquiterpenos têm forte ação bactericida contra Salmonella e fungicida.
O efeito curativo sobre feridas ainda não foi comprovado nem em humanos, nem em animais.
Os triterpenos são espasmoliticos. Os flavonóides potencializam esta ação pela estabilização da membrana celular.
A arnica diminui a atividade enzimática, nos processos inflamatórios.

A arnica tem substâncias cardiotônicas, Há um relato do uso de arnica em traumatismo facial.

Modo de Usar : É bastante utilizada externamente na calvície, contusões, varizes, dores reumáticas, hemorróidas, bolhas nos pés, dor de dente, gengivite e torcicolo.Internamente é utilizada em casos de hipertenção, aterosclerose, fadiga e estresse físico e mental. Apresenta as propriedades anti-séptica (antimicrobiana) e cardiotônica.

Toxicologia : O uso em excesso poderá produzir eritema e queimação (uso tópico), além de náuseas, vômitos, tarquicardia, hepatotoxidez e depressão (uso interno).

Contra-indicações: Uso interno, a não ser em homeopatia. Planta altamente tóxica; Gravidez e lactação. Em pessoas alérgicas a camomila, crisântemos, margaridas e outras Asteraceae.

Posologia: Adultos: Diluir a tintura (geralmente das raízes) a 10% em água para compressas. 20g de flores para cada 11 de água em infuso ou decocto, para compressas e banhos. Com as flores frescas preparam-se cataplasmas e unguentos. Extratos glicólicos de flores ou raízes são usados em cosmética.
Crianças usam de 1/6 partes.

Pode ser encontrada em formulações homeopáticas sob a forma de pomada, gel e tintura.

Interação medicamentosa: Potencializa os riscos de sangramentos em pacientes em uso de aspirina, heparina e warfarina. Potencializa os riscos de sangramento e/ou altera a função plaquetária quando usada concomitantemente com: Angéli­ca, erva-doce, assa-fétida, boldo, pimentas, aipo, camomila, cravo-da-índia, feno-grego, tanaceto, alho, gengibre, ginkgo, ginseng, castanha-daíndia, raiz-forte, alcaçuz, ulmária, cebola, papaína, maracujá, acácia, cúrcuma, salgueiro. Pode alterar o tempo de protrombina e tromboplastina.

Precauções: Não deve ser usada internamente, nem em gargare-jos, olhos e nariz; não deve ser usada sobre feridas abertas ou cortes na pele. A tintura deve ser diluída antes de seu uso tópico.

Efeitos colaterais: Dores estomacais, diarreia e vómitos; Sangramentos; Dermatite de contato, irritação das mucosas.

Superdosagem: O uso interno pode causar coma e morte. O uso em quantidades acima das prescritas ou em formas terapêuticas não aconselhadas pode causar vómitos, gastroenterite, sonolência, dispneia e para­da cardíaca. Lavagem gástrica, indução do vómito e medidas de suporte, de acordo com os sintomas, de­verão ser tomadas. Pode haver necessidade de as­sistência ventilatória.

Referência :

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Arnica Montana

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