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ARTEMÍSIAArtemísia vulgaris
Descrição : Planta da família das asteraceae, também conhecida como camomila-do-campo, artemija, artemísia-verdadeira, erva-de-são-joão e Matricária. Herbácia cuja altura varia entre 60 e 120 cm, de folhas verde-claras, penadas e de flores amarelados que brotam do caule, de cor avermelhada. Herbácea pubescente, anual, de até 1,20 m de altura. Folhas alternas, de cor verde na parte de cima e prateada em baixo, profundamente divididas. Flores em capítulos pequenos amarelados, todas tubulosas e glanulosas. Habitat: Europa, Norte da África e Ásia Central. Todo o Brasil menos Amazónia. História: Faz parte das farmacopéias chinesa e homeopática. É usada para a preparação de lã na técnica de Moxabustão.Origem : Europa, norte da África e Ásia Central. Dá-se bem no Brasil todo, com exceção da Amazônia. Modo de conservar : A planta toda deve ser seca à sombra, em lugar arejado e sem umidade, e após guardada em sacos de papel ou de pano. Plantio : Multiplicação: por estacas ou ramos e estolões com gemas; Cultivo: planta de origem européia de adaptação cosmopolita. Planta-se no início do período chuvoso até o outono. Não exige solos, mas desenvolve-se melhor em solos adubados, arejados e com irrigação; Colheita: colhem-se as folhas no período da floração, as raízes o ano todo. Propriedades medicinais : Emenagoga, aperitiva, colagoga, vermífuga, analgésica, anti-espasmódica e anti-convulsivante. Indicações : É muito conhecida e usada nos problemas menstruais, em casos de dispepsia, astenia, epilepsia, Parasitas do couro cabeludo; Escaras; Verminoses: lombrigas e oxiúros; Boncodilatadora nas amas e expectorantes. Principios Ativos : ácido antêmico, ácido fórmico, 0ácido isobutírico, ácido isovalérico, ácido málico, ácido succínico, ácido tânico, adenina, aldeído cumínico, aromadendrino, artemisina, artemose, borneol, cadineno, canfeno, cânfora, cimeno, cineol, colina, cumarina, estigmosterol, estragole, fechona, felandreno, fenol, fernerol, inositol, lamirina, limoneno, linalol, pineno, princípios amargos, quebrachitol, rutina, sabineno, sacarídeos, santonina, saponinas, sitosterol, taninos, tauremisina, terpineno, terpinoleno, terpineol, tujonabutiraldeído, tuiona. Modo de Usar : - pó: misturar em 20 m g de pó de raiz seca, um pouco de açúcar.
Fazer de hora em hora, aumentando a dose até 100 mg: convulsões; Contra-indicações: Gestação, amamentação, durante a menstruação. Toxicologia : suprime a lactação de lactantes. Precauções: Não deve ser usada durante o período menstrual Efeitos colaterais: Raros casos de dermatite de contato foram relatados Posologia: 3g de folhas frescas ou 1,5g de planta seca (1 colher de chá para cada xícara de água) em infuso ou decocto leve em uso interno, 1 vez ao dia pela manhã para distúrbios menstruais durante 1 semana antes do período menstrual; 5ml de tintura diluída em água 2x ao dia antes das principais refeições; O mesmo chá poderá ser usado como tónico estomacal 2x ao dia 30 min antes das principais refeições; O vinagre medicinal preparado com 10g de rizomas frescos (2 colheres de sopa para cada 200ml de vinagre branco) pode ser usado como enxágúe dos cabelos ou como compressa em escaras; O sumo das folhas pode ser usado em fricções sobre articulações afetadas por dores e reumatismos; Com a planta seca prepara-se o bastão e a lã de Moxa - usados em Acupuntura - para a fumigação sobre os pontos meridianos e áreas dolorosas. Farmacologia: Os extratos aquosos e óleo essencial mostraram atividade antimicrobiana em testes laboratoriais. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.