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AVELÓZ

Euphorbia tirucalli

Descrição : Da família: Euphorbiaceae, também conhecida como graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião. Planta suculenta, muito semelhante a um cacto, pode crescer até 10 m de altura.O tronco principal e ramos principais são lenhosos, marrom-claro ou paradacen-tos. Os ramos jovens são verdes, cilíndricos, lembram lápis - um de seus nomes populares. As folhas são minúsculas, caem muito cedo e suas funções são desempenhadas pelos brotos mais jovens. Toda a planta verte um látex branco e cáustico quando cortada; Foi levada da África para outros países como planta ornamental. Hoje está naturalizada em áreas tropicais da Amazónia, Brasil, África, Ilhas Canárias e Madagáscar; Muito usado como cerca-viva e como barreira protetora contra incêndios.

Habitat: A planta é nativa das Montanhas Atlas, no Marrocos. Tem uma ampla distribuição na África, sendo destaque presentes no nordeste, central e sul da África. Também pode ser nativa em outras partes do continente, bem como algumas ilhas próximas e na Península Arábica, foi introduzida para muitas outras regiões tropicais. Seu status no Brasil é incerto.

História: Os estudos com o Avelós começaram porque vários pesquisadores notaram que a incidência do vírus Epstein-Barr e certo tipo de linfoma eram endémicos em lugares onde esta planta era utilizada. Avelós também é chamado planta-de-petróleo porque produz um hidrocarboneto muito parecido com a gasolina.

Chegou a ser estudada pela Petrobrás - pois esta substância pode ser extraída em refinarias convencionais: a estimativa seria entre 10 e 50 barris por hectare cultivado. Isso levou o químico Melvin Calvin * propor a exploração de mata de aveloz para a produção de petróleo. Esta utilização é especialmente atraente por causa da habilidade da planta para crescer na terra que não é adequada para a maioria das outras culturas. Também tem sido utilizado na produção de borracha, mas isso não foi uma medida muito bem sucedida. O aveloz também tem usos na medicina tradicional em muitas culturas. Na década de 1980 a Petrobras começou experimentos com base nas idéias que Calvin colocou.

Parte tóxica: Todas as partes da planta.

Propriedades : Ela tem sido usada para tratar câncer, excrescências, tumores, verrugas em lugares tão diversos como Brasil , Índia , Indonésia , Malabar e Malásia . Também tem sido usado como um remédio de asma , tosse, dor de ouvido, nevralgias , reumatismo , dor de dente, e verrugas na Índia. Há algum interesse em usar o latex como tratamento do cancro.

No entanto Euphorbia tirucalli tem sido associada com o linfoma de Burkitt e suspeita-se que possa ser um co-fator da doença ao invés de um tratamento.

Princípios ativos: Éster 4-deoxiforbólico, beta-sitosterol, casuariina, corilagina, cicloeufordenol, ácido gálico, glicosídeos, euforbina, eufol, euforcinol.ciclotirucanenol, ácidos elágicos, euforeno, hentriacontano, hentriacontanol, ingenol, isoeuforal, caempferol, pedunculagina, fenóis, ésteres fórbicos, proteases, putranjivaína A e B, acetatos de sapogenina, ácido succínico, taraxasterol, taraxerina, tirucalol e tirucalina A e B

Tratamento: Lesões de pele: cuidados higiênicos, lavagem com permanganato de potássio 1:10.000, pomadas decorticóides, anti-histamínicos VO .Ingestão: Evitar esvaziamento gástrico.Analgésicos e antiespasmódicos. Protetores de mucosa (leite, óleo de oliva).  Casos graves: corticóides.Contato ocular: lavagem com água corrente, colírios antissépticos, avaliação oftalmológica.

Indiciações : Verruga, calo, câncer, sífilis, tumor canceroso e pré-canceroso, neoplasias neuralgia, cólica, asma e gastralgia.

Modo de usar:

- Uso interno: em um copo de água (200ml) acrescentar 1 gota do látex. Beber 3 vezes ao dia este volume, pela manhã, meio dia e a noite, por uma semana. Na segunda semana passar para 2 gotas, na seguinte passar para 3 gotas e 4 semanas usar 4 gotas; 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. Tomar um copo 3 vezes ao dia; 1 gota de látex em 1 copo de água. Tomar 1 colher (sopa) a cada hora. Preparar somente no momento de usar.

- Uso externo: dores reumáticas: passar o leite diluído 2 a 3 vezes ao dia; verruga e calo: pingar 1 gota do látex.

Toxicologia: Doses elevadas são tóxicas e podem coagular o sangue. O látex é irritante e cáustico à pele. Se o látex atingir os olhos, pode destruir a córnea. Por ser altamente caústico, o látex precisa ser diluído em água. O látex puro pode provocar hemorragia. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor, induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo. O uso excessivo pode provocar: intensa queimação; pálpebras inchadas; dor ardente do globo ocular; visão borrada; erosão do epitélio córneo; acuidade visual diminuída; fotofobia e cegueira temporária. Pode ser até letal.

* Melvin Calvin Ellis (08 de abril de 1911 - 08 de janeiro de 1997) foi um americano químico mais famoso pela descoberta do ciclo de Calvin , juntamente com Andrew Benson e James Bassham , para o qual foi concedido em 1961 o Prêmio Nobel de Química . Ele passou a maior parte de sua carreira, na década de cinco University of California, Berkeley .

Contra-indicações: Planta tóxica - uso desaconselhado; Pode levar à morte, o contato com os olhos pode causar cegueira; o contato com a pele causa queimaduras, úlceras e dermatite; O uso interno do látex pode causar hemorragias e úlcera estomacal. O uso interno, mesmo em quantidades mínimas e diluído pode causar náuseas, vómitos, diarreias e ulcera­ção da boca e garganta.

Farmacologia: A farmacologia dos princípios ativos não referenda nenhum de seus usos na medicina herbalista. Ao contrário, seus compostos o tomam-no inadequado para seus usos tradicionais, especialmente o câncer. O látex do Avelós é muito rico em terpenos - estes ésteres fórbicos são muito irritantes é há comprovação clínica de que eles são causadores de tumores.

Particularmente um deles, o éster 4-deoxiforbólico, foi documentado clinicamente corno promotor da infecção pelo EBV, danificador do DNA das células de imunidade e supressor do sistema imunitário geral. E com o agravante de um extraio de avelós ter provocado a incapacidade das células T de matar o EBV. O EBV é umas das viroses humanas mais comuns, acredita-se que 95% da população adulta dos EE.UU tenham contraído o vírus em alguma época de suas vidas. Após a infecção inicial ele permanece inativo no sistema imunológico (dentro das células B). Uma infecção por Epstein-Barr pode levar à mononudeose e outros portadores podem desenvolver algum tipo de câncer - tanto linfoma de Burkitfs quanto carcinoma naso-faríngico. As pesquisas começaram pela observação de que nas áreas africanas onde o Avelós era usado como medica­mento, geralmente para parasitoses ou como cerca-viva havia uma endemia de EBV e linfoma de Burkitfs. E a conclusão foi que a exposição direta ao látex ativa infecções latentes do Epstein-Barr e hoje é considerada um fator causal no desenvolvimento do linfoma de Burkitfs - um linfoma não malignável (linfoma de Hodgkkin) que é associado ao EBV. Na pesquisa, o tratamento de linhagens de células de linfoma de Burkitfs com o látex reativou o EBV latente e provocou crescimento geral do tumor. Desde a década de 70 o Avelós tem sido associado à "cura" para o câncer - com o látex sendo usado interna e externamente.

 

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