Plantas Que Curam - O seu guia de Plantas Medicinais na Internet

BÁLSAMO DE TOLU

Myroxylon toluifera

Descrição : Planta da família das fabaceae, também conhecida como oleo bálsamo, pau bálsamo, bálsamo índico, balsamo de cartagena, resina de tolo, bálsamo de cheiro eterno, bálsamo da américa, bálsamo de São Tomé, enjoim do norte, óleo vermelho, cabreuva vermelha e resina de tabu.

Árvores de grande porte, crescem até 35m de altura, casca enrugada e espessa, cinza escuro. Folhas pecioladas, alternas, folíolos glabros e comprimidos. Flores brancas, dispostas em cachos. O fruto é uma vagem curta pediculada, alada, pardacenta com 12 a 13cm de comprimento. O bálsamo é coletado por incisão feitas no tronco das árvores, que devem ter pelo menos 20 anos de idade e pode render 3kgl árvore anual de seiva. A árvore do bálsamo-de-tolú, que aparece do centro para o sul da América difere muito pouco da árvore que rende o bálsamo-do-Peru, que aparece da América central para o norte, pois são espécies diferentes do mesmo gênero. O óleo-resina do bálsamo-de-tolú, comumente chamado bálsamo, possui uma cor castanho-amarelada, transparente, tem uma composição semifluida ou quase sólida, com um odor e gosto similar à baunilha e é usada como aditivo alimentar, flavorizante em xaropes, bebidas, confeitaria e gomas-de-mascar. O óleo-resina do bálsamo-da-peru é marrom-escuro tem odor de canela e baunilha e gosto amargo. O maior exportador do Bálsamo-de-pero é EI Salvador e o de Bálsamo-de-tolú são Venezuela e Colômbia.

Habitat: Bálsamo-de-tolú: Nativo da América do Sul ocorre na Colômbia, Peru, Venezuela, Argentina, Brasil, Paraguai e Bolívia; Bálsamo-do-pero Nativo da América Central, México, EI Salvador, República Dominicana, Peru, Venezuela, Bolívia.

História: O bálsamo é usado há séculos como fragrância em perfumaria, balas, e gomas de mascar. Hoje, continua sendo usado em preparações farmacêuticas, como xarope, expectorante e veículo para outros compostos. É um ingrediente na tintura composta de benjoim. É usado no tratamento popular contra o câncer. O Bálsamo-do-pero faz parte da Farmacopeia Americana desde 1820, com Uso documentado em bronquite, laringite, dismenorreia, diarreia, disenteria e licoreira. Hoje é muito usado em produtos para tratamento de feridas, úlceras, escabiose, tônicos capilares, antipapas, desodorantes íntimos e fragrância em sabonetes, detergentes, cremes, loções e perfumes. O Bálsamo-de-tolú é mais usado como bálsamo mesmo, em antitussígenos, pastilhas, xaropes, para gargantas inflamadas e como inalante em descongestionantes respiratórios. O Uso pela cultura indígena levou o bálsamo-do-pero a ser exportado para a Europa no século XVII, onde foi documentado pela farmacopeia Alemã.

Partes utilizadas : Seiva e resina

Modo de conservar : As folhas e as cascas do caule podem ser secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano. O óleo-resina é extraído fazendo incisões em forma de V no tronco da árvore, a partir de 3o centímetro do solo. No local em V forma-se uma cavidade onde é colocada uma concha no formato de uma xícara de chá. O óleo-resina coletado é guardado em vidros bem vedados.

Principios Ativos : Resina: Óleo volátil: benzoato de benzila, benzoato de etila, cinamato de etila, terpenos e álcoois sesquiterpênicos; Ésteres: ácidos benzóicos e ácidos cinâmicos livres; Vanilina: Taninos. Principais componentes: a-bourboneol, a-cadineno, acalacoreno, a-copaeno, a-curcumeno, a-muuroleno, toleno, a-pineno, benzaldeido, ácidos benzóicos, benzol-álcool, benzil-benzoato, benzil-cinamato, benzil-ferulato, benzil-isoferulato, B-bourbeno, farnesol, B-elemol, cadaleno, calameneno, cariofileno. cinamaldeido, cinameno, ácidos cinâmicos, clnamilbenzoato, cinamilcinamato, cisocimeno, cumarina, d-cadineno, damaraedienona, ácido di-hidromandélico, eugenol, farnesol, ácido ferúlico, ?-muuroleno, hidroxihopanona, I-cadinol, metil-cinamato, nerol, ácidonoleanoleJco, p-cimeno, peruresinotanol. peruviol, resina, ácido estiro-sumaresinólico, tanino, cinamato de touresinotanol, vanilina

Propriedades medicinais: antiinflamatório, expectorante, peitoral.

Indicações: asma, bronquite asmática, cistite, doença pulmonar, doença sexualmente transmissível (blenorragia, etc), dor de cabeça, eczema, ferida externa, fraqueza, garganta, queda de cabelo, reumatismo, tosse, tuberculose, úlcera, vias aéreas.

Uso pediátrico: As mesmas Indicações possíveis

Uso na gestação e na lactação: Não há estudos sobre sua farmacodinâmica na gestação Há relatos de intoxicação sistêmica após o Uso em mamilos de lactantes.

Afecções das vias respiratórias, tosses, bronquites, traqueítes e lariginters ; fluidificante do muco catarral : colque 1 colher de sopa de cascas bem picadas, em 1 xícara de café de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos, espere amornar e coe. Adicione 2 xícaras de café de açúcar. Tome 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia. para crianças dar somente metade da dose

.Afecções das vias urinarias, cististes, pielonefrites e uretrites; urina com mau cheiro - em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folhas picadase adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia, durante 5 dias.

Inalente dias vias respiratórias : coloque 1 colher de sobremessa de óleo-resina em 1 xícara de chá de álcool a 80%. Misture bem. Em um recipiente com água em fervura,a dicione 1 colher de sobremess desse extrato.Cubra a cabeça com uma toalha e aspire profundamente os vapores durante 15 minutos. Repetir o tratamento 2 vezes ao dia

.Sarnas; micoses; carrapatos; piolhos e lêndeas : coloque 1 colher de sopa de cascas picadas e 1 colher de sopa de folhas picadas, em 1 xícara de chá de vinagre branco. Deixe em maceração por 3 dias, em local quente e coe. Aplique nos locais afetados, com um chumaço de algodão. No caso de piolhos e lêndeasAplique no couro cabeludo com uma ligeira massagem, deixando agir durante 2 horas. Em seguida, lave normalmente e passe o pente fino.

Contra-indicações/cuidados: Pode causar sensibilização em indivíduos sensíveis.

Efeitos colaterais: Reações alérgicas ao bálsamo podem ocorrer em alguns indivíduos: "rash" cutâneo, dermatite de conta-to, mesmo quando a quantidade é pequena como em produtos de higiene pessoal e perfumes.

Interação medicamentosa: O bálsamo do Peru e de Tolú agem sinergicamente entre si e com as terebintina e o beijoim.

Precauções: Pode causar sensibilização em indivíduos sensíveis.

Superdosagem: Doses do óleo essencial acima da posologia recomendada podem causar cefaleia, enjoo e depressão A urina tem odor de violetas.

Posologia:5 a 10 gotas de óleo essencial - em água quente/dia, em uso interno, (equivalentes a 0,6g a I2g) para próblemas respiratórios altos, muco excessivo. Aplicações tópicas de 1 colher de chá de óleo-resina oara 3 colheres de chá de outro óleo vegetal para "rash" cutâneo, eczema e parasitoses na área afetada. Em aromaterapia é considerado aquecedor, desbloqueador, confortador e é usado em vários estados de tensão nervosa e stress. A principal forma de utilização é a resina diluída em água quente. É um ingrediente na tintura composta de benjoim que é usada no tratamento de úlceras de decúbito, da pele rachada, e de pequenos cortes.

Farmacologia: Quando seca a seiva torna-se dura e frágil. É insolúvel em água mas solúvel em álcool, éter, solução de hidróxido de sódio, e clorofórmio As concentrações destes componentes variam extensamente em produtos comerciais devido à falta de padrões internacionais para estandardizar o bálsamo. Tanto o bálsamo de tolú quanto o do peru tiveram suas propriedades antissépticas, antiparasitárias e bactericidas documentadas, assim como sua ação promotora do crescimento do tecido epitelial. Há relatos dos bálsamos como inibidores do Mycobacterium tuberculosis e do H. pylori em estudos in vitro. O Bálsamo-de-tolú aumenta a produção da secreção traqueobronquial; o óleo é eliminado pelos brônquios e a resina pela urina, explicando sua ação sobre o sistema urinário. Pelo menos 6 estudos clínicos publicados recentemente indicam reações alérgicas em indivíduos sensíveis, causadas pelos ácidos benzóicos. Ambos os bálsamos são encontrados no mercado de produtos naturais dos EE.UU. O óleo-resina e o óleo essencial destilado da resina são usados topicamente, em aroma terapia e intermamente em pequenas quantidades.

Aromaterapia : estimulante da auto-estima e revigorante.

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979

Considerações sobre o bálsamo : Com o nome de bálsamo são conhecidas diversas plantas que produzem látex ou seiva, com aplicações medicinais no tratamento de feridas. O bálsamo-de-tolu, por exemplo, é uma substância extraída de um vegetal da família das Leguminosas. E o bálsamo do Peru (Myroxylon peruiferum L.) é excitante e estimulante, usado contra a diabete, nas nevroses, cólicas saturnina, catarro brônquico, catarro da bexiga e incontinência noturna das crianças. Magnífica planta essencialmente medicinal é o bálsamo-de-tolu. Combate a asma nervosa, os catarros de qualquer natureza, as laringites crónicas e certas afecções da bexiga, assim como as inflamações das vias geniturinárias, leocorréias e blenorragias. Dessa árvore de caule reto, muito alta, de casca pardo-acinzentada, grossa e rugosa, extrai-se um fluído aromático incolor e quase transparente que, com o tempo, vai endurecendo até tornar-se completamente sólido, de cor pardo-claro ou avermelhado, translúcido, que constitui substância excitante, estimulante e diurética, contendo "cinameína", "metacinameína", ácidos cinâmico e benzóico, resina e óleo volátil. Com ele faz-se o medicamento que é intensamente usado no Brasil, principalmente nos Estados do Amazonas e Mato Grosso assim como no estrangeiro. Suas vagens contêm a "cumarurina". Sua madeira de alburno roxo-esverdeado e cerne vermelho é muito usada em construções. Possui a característica de ter o perfume das rosas. Seu nome científico é Myroxylon toluifera, HBK. (M. balsamum, Harms., M, puncta-tum, KL, M. toluiferum, G. Don, Myrospermum punctatum, Walp., M. toluiferum, DC., Toluifera balsamum, L., T. punc-tata, Baill.), da família das Leguminosas Papilionáceas. Suas folhas estriadas, alternas, pecioladas, imparipenadas, compostas de 5-9 folíolos internos, inteiros, oblongos, membranosos e gla-bros, sendo o terminal maior que os outros e todos eles com traços e pontos glandulosos visíveis à transparência; suas flores são brancas e dispostas em racimos simples na axila das folhas, seu fruto vagem curto-pedunculada, apiculada e mais larga na extremidade, pardacento-ferrugínea, até 13cm de comprimento: suas sementes são oblongas, um pouco curvas, perfumadas e rugosas. O porto colombiano de Tolu era o maior exportador dessa planta. Daí o seu nome. Em Ceilão seu nome é Rata--Karanda. Seus medicamentos têm os seguintes nomes "Xarope-de-Tolu", antiasmático, etc. "Bálsamo-de-Nerval", "Bálsamo--de-Comendador". É muito semelhante o "bálsamo-do-Peru", sendo que muitas vezes é misturado ao mesmo ou ambos adulterados com o de M. pubescens Kth. e de Liquidambar styra-ciflua, L., ou então com outras resinas mais ordinárias.

MEDICAMENTOS QUE POSSUEM O BALSAMO DE TOLU EM SUA FORMULAÇÃO :

Melagrião - Xarope Fitoterápico do Laboratório Catarinense.

Bálsamo do Peru

MEDICAMENTOS QUE POSSUEM O BÁLSAMO DE TOLU EM SUA FORMULAÇÃO :

Broncofenil Zurita. Expectorante a base de Aconitum napellus, Guaifenesina, Lobelia inflata, Xarope de Bálsamo de Tolu e Xarope e ou Extrato de Grindelia robusta.




Indique nosso site para um amigo.