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BAMBU CHINÊS

Bambusa vulgaris

Descrição : Planta da família das Poaceae. O bambu também é uma planta medicinal, seu nome científico é Bambusa arundinacea, Willd. (Arundo bambos, L., Bambos arundinacea, Retz., Bambusa arando, Klein e Nees, B. orientalis, Nees), da mesma família. É um árvore com até 30m de altura com espinhos curvos de até 3cm de comprimento, colmos curvados e muito resistentes, brotando até 100 de cada raiz, internódios de 45cm, folhas curto-pecioladas, lineares, ou linear-lanceoladas, ápice rígido e híspido, margens escabrosas e base arredondada e ciliada, até 30cm de comprimento, glabras, pubescentes na página inferior e com 4-6 nervuras principais e 7-9 intermédias e poucas glândulas transversais, bainha estreita, inteira ou guarnecida com pêlos.

Usado na índia como alimento, assim como na China. Usado como forrageira para os bois, búfalos e elefantes. Seu comércio é intenso. Suas sementes são de alto valor alimentício. Seu rizoma é diluente e muito eficaz na cura das moléstias da pele; são emenagogas as suas folhas, seu suco é adocidado e também empregado em medicamentos, além de fornecer uma bebida alcoólica, espécie de aguardente conhecida em Portugal como "tabaxir". Esse líquido, quando exposto ao Sol, coagula-se e toma a forma de resina. Chama-se o "açúcar do bambu". Segundo dizem, é o primeiro açúcar conhecido pela humanidade. Na base dos internódios formam-se concreções ou depósitos compostos de sílica e potassa, que são contraveneno de quaisquer tóxicos e eficazes na cura das paralisias e da flatulência. As folhas são usadas como adubo verde. Vegeta em terras úmidas. No Brasil tem pouca aplicação, mas em outros países serve para confeccionar bengalas, cercas, canetas, escadas, jacas quebra-ventos e muitos outros utensílios. Serve também para a construção de aeroplanos. Fornece 55% de celulose com emprego nas indústrias de papel. A espécie Bambusa vulgaris, Schrad, da família das Gramináceas, é febrífuga, anti-hemorrágica, suco calmante nas afecções nervosas, brotos estomáquicos, antidisin-téricos e depurativos. Até mesmo as larvas que vivem dentro dos internódios são comestíveis para alguns povos que a elas atribuem propriedade afrodisíaca. O bambu tem grande oportunidade para ser aproveitado especialmente como medicamento, no Oriente.

História: Planta encontrada em todo o mundo, é ornamental no Ocidente. Mas no Oriente é alimento, medicamento e valioso material para construções, mobiliário e artesanato. Faz parte das farmacopeias chinesas e ayurvédica.

Origem : É originário da índia e cultivado no Brasil inteiro, nascendo até mesmo espontaneamente.

Partes utilizadas : Brotos, folhas, entre-nós e água.

Propriedades medicinais: - Folhas: afrodisíaco, antiartrose, anti-helmíntico, emenagogo, estimulante, peitoral, remineralizante, tônico; - brotos: antidisentérico, depurativo, estomáquico; - sucodos brotos: calmante (nas afecções nervosas); - concreções entre os nós dos colmos: contra veneno (para qualquer substãncia tóxica), antiparalisia, antiflatulência, febrífugo, depurativo; - água dos colmos: contra venenos (em geral), anti-hemorrágica, antiafecções nervosas, anti-hemorroidária, antidiarréica, digestiva;

Indicações: Afecções nervosas, artrose, contra veneno (substância tóxica), diarréia, doenças da pele (rizoma), disenteria, febre, gases, hemorragias, hemorróidas, intoxicações, osteoporose, paralisia, perturbações do estômago; remineralizar unhas, cabelos e cartilagens.

Contra-indicações/cuidados: Planta segura, alimento, mas pelo seu alto teor de açúcar deve ser evitada por diabéticos.

Farmacologia: Não encontramos estudos que forneçam bases comprobatórias para os inúmeros usos tradicionais.

Posologia: Adultos: O suco dos brotos, que surgem na base das touceiras, é recomendado no Oriente como calmante, nas afecções nervosas, 1 copo ao dia. O broto pode ser usado como alimento, é nutritivo por seus polissacarídeos, é estomáquico, depurativos, tónico e antidiarréico. Consumir cozido ou sob a forma de conservas; lembra o sabor e textura do palmito, podendo ser consumido adlibidum. A água que fica acumulada no interior dos colmos, é usada para intoxicações (qualquer substância tóxica), hemorragias, hemorróidas, diarreias, é digestiva e pode ser usada como calmante. As folhas, 4g, verdes (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso são, tónicas gerais do organismo, remineralizantes, afrodisíacas, anti-helmínticas e emenagogas. Os entre-nos são diaforéticos, depurativos, desintoxi-caníes, carminativos; em decocto 6g (1 colher de sopa para cada xícara de água) até 3 vezes ao dia. Crianças: 1/3 a1/2 da dose.


Bambu


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