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BARTIMÃO Stryphnodendron barbatimam
Descrição : Árvore nativa do cerrado podendo ser encontrada em vários estados do Brasil, desde o Amapá até o Paraná. Princípios ativos: Substâncias tânicas (20 a 30%), açúcar solúvel, mucilagens, flavonóides, corante vermelho, alcalóides não determinados. O nome deriva do termo indígena Iba Timo que significa a árvore que aperta. É uma planta utilizada na indústria de curtumes e outrora muito procurada por prostitutas, daí o nome casca da virgindade, que até hoje lhe é aplicada. A casca do barbatimão produz matéria tintorial vermelha que, quando precipitada convenientemente, produz tinta de escrever. Foi portanto muito utilizada na respectiva indústria em tempos passados. Também conhecida como Ibatimô, verna, barba-de-timan, picarana., da família das Leguminosas (sub-família Mimosoideas). A casa do seu tronco é rugosa e sem espinhos. As folhas são bipenadas e as flores em espigas. Produz uma vagem achatada, séssil linear. Reproduz-se por sementes. de crescimento lento, é bem resistente a locais secos, não exigindo muita água. Muito frequente nos cerrados e beiras de estrada. As folhas caem em junho e julho, ficando a árvore, nessa época, totalmente despida. Os galhos voltam a brotar em agosto, com floração em setembro e frutos em novembro. Origem : Árvore nativa em vários estados do Brasil, desde a Amapá até o Paraná. Modo de conservar : Extraída a casca, a mesma deve ser seca ao sol e após gruardada em vidros tampados. Propriedades : Úlceras, leucorréia, catarro uretrais e vaginais, blenorragia, diarréia, hemorragia Indicações : As cascas de barbatimão têm grande poder adstringente. Externamente, reduzidas a pó, empregam-se no tratamento de úlceras e, em banhos e injeções, atuam contra a leucorréia, catarro uretrais e vaginais. Internamente utiliza-se seu decocto nas afecções escorbúticas, na blenorragia, na diarréia, na hemorragia, nas hemoptises e também na leucorréia. Principios Ativo : Substâncias tânicas (20 a 30%), açúcar solúvel, mucilagens, flavonóides, corante vermelho, alcalóides não determinados Modo de Usar : Pele oleosa: coloque 1 colher (sobremesa) de casca picada em 1 xícara (chá) de água. Ferva por 5 minutos. Espere esfriar, coe e acrescente o suco de meio limão e 1 colher (chá) de mel. À noite, aplique na pele do rosto, com um chumaço de algodão,deixando agir por 20 minutos. Após lave com água morna. Hemorragias uterinas: coloque 1 xícara ( chá ) de casca picada, 1 xícara (chá) da raiz de algodoeiro e 1 xícara (chá ) de quiabo ainda não maduro, em 1 litro de água. Ferva durante 15 minutos e coe em tecido fino. Faça 1 ou 2 lavagens ao dia com esse líquido. Não obtendo melhora procure orientação médica. Inflamação da garganta, corrimento vaginal, diarréias, hemorragias: coloque 2 colheres (sopa) de casca picada em 1 xícara (chá ) de álcool de cereais a 50%. Deixe em maceração por 3 dias e coe em tecido fino. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia. Feridas ulceradas: coloque 1 colher (sopa) de casca picada e 2 folhas fatiadas de confrei em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe. Aplique na ferida, com um chumaço de algodão, 2x ao dia. Corrimento vaginal: coloque 2 colheres (sopa) de casca picada em 1/2 litro de água fervente. Espere amornar, coe e acrescente 1 colher (sopa) de vinagre branco ou suco de limão. Faça banhos locais, de 1 a 3x ao dia, até que o sintoma desapareça. Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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