CALAMINTA

Calamintha officinalis

Descrição : Planta silvestre parecida com a hortelã-pimenta, da família das Labiadas,conhecida também sob os nomes de nêveda e nêveda-maior. Tem o mesmo perfume que a hortelã-pimenta e é dotada de propriedades antispasmódicas reconhecidas desde a antiguidade. Além dessa virtude, é tónica, digestiva, excitante. Emprega-se em infusão, do mesmo modo que a melissa (erva-cidreira). Antigamente a calaminta era mais usada que hoje em dia tendo sido muito grande o seu prestígio na Idade Média, época em que se depunha muita confiança em suas virtudes, inclusive contra a elefantíase, que é uma moléstia cutânea cujo caráter é uma intumescência mais ou menos volumosa da pele e do tecido celular adiposo, e da qual, dizia-se, sendo a calaminta tomada logo no começo, misturada ao vinho, o doente seria curado, desaparecendo os humores.

Propriedades medicinais:
digestiva, excitante, expectorante, sudorífera, tônico.

Indicações: dor reumática, espasmo, torções.

Modo de usar: infusão de 10 g por litro de água.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Calamita

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