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CUMARUZEIRODipteryx odorata
Descrição : Planta da família das Fabaceae. Também conhecida como fava-de-cumarú, fava-tanka, cumarú, umbanú, muirapaú. Arvore de grande porte, frondosa, podendo atingir mais de 30m de altura, amazonica, madeira resistente e durável utilizada em construções. Produz feijões (favas) acinzentados ou pretos, com ate 5cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, com agradável aroma a baunilha (devido a cumarina, o meliloto também tem esse aroma, assim como outras espécies), que podem ser usados como aromatizante (do óleo de rícino, p.ex.), flavorizante de alimento(hoje seu uso e desaconselhado pelo alto conteúdo em cumarinas), de tabaco e na perfumaria (como fixador). Os feijões tradicionalmente são fermentados em aguardente e secos ao tempo - resultando na formação de cristais de cumarina (entre 3 e 10%) na superfície do grão, se estivessem congelados; O genera Dypterix tem mais de 10 espécies apenas na America tropical. Partes utilizadas : cascas e sementes. Habitat: É nativa das florestas do Brasil, Venezuela, Guianas, Suriname, Peru e Colombia. Sua maior concentregao e nos estados do Amazonas e Pará. História: Arvore muito utilizada na Amazônia, há séculos, medicinalmente e por sua madeira durável e resistente. Propriedades medicinais: anestésico, moderador da respiração e movimentos cardíacos, tônico, tônico do couro cabeludo. Indicações: afecção pulmonar, ameba, asma, bronquite, coqueluche, derrame, espasmo, otite, resfriado, tosse, úlcera bucal. Princípios ativos: Cumarinas: 1-3 a 10% favas: Estéreis de ácidos graxos Isoflavonas; Derivados do lupeol; Outros componentes: batonofonina, lariciresinol, eteril-hidroxiretusina-8-metil, 5-metoxi-xantocercina A, 6,4'-dihidroxi-3'-metoxiaurona, 7-hidroxicromona, 7,3'-dihidroxi-8,4'- dimetoxiisoflavona, betulina, butina, 3-glicosideo do acido cumarico, dipterixina, acido ipterfxico, eriodictiol, acido ferulico, isoliquiritigenina, lupeol, melilotosfdeo, melilotosfdeo-1 -p-cumaril-R-d-glicose, metil-linole-nato, metil-oleato, acido 0-cumarico, acido 0-hidroxicumarico, cdoratina, acido P-hidroxi-benzoico, retusina, eter retusina-8-metil, sulfuretina, acido salicilico e umbeliferona. Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Efeitos colaterais: Pode causar cefaleia, insonia, tontura, vomitos, diarréias, nauseas; O uso em altas doses ou prolongado pode levar a lesoes hepaticas que desaparecem com a interrupgao do uso e atrofia testicular e retardo do crescimento. Posologia: Adultos: O chá das sementes e utilizado em dose-padrão: 5g de sementes secas (1 coiner de sobremesa para cada xícara de água) em deccoto para uso interno, tornados 2 vezes ao dia; O azeite extraído das sementes cruas pode ser pingado em ouvidos inflama-dos, ferimentos e ulceras e fricionado em articulações dolorosas. Farmacologia: A cumarina e um principio ativo vegetal bem conhecido como solvents sanguíneo - que se encontra em uso comercial como cumadina ou Warfarina; tóxico em altas doses: causa lesões hepáticas graves, retardo do crescimento, atrofia testicular e paralisia cardíaca a em cães e ratos. A DLM em ratos e de 680mg/Kg. Em estudos com o extrato das sementes, em animais, conduzidos aqui no Brasil foram demonstradas evidencias de efeitos colagogo, coleterico, anti-espasmodico, hipoglicemico, anti-diuretico, anti-espermatogenico e anti-inflamatorio. Tambem foram evidenciados lesoes hepaticas e toxidade em doses de 350mg/Kg com o extrato de sementes cruas. Pesquisas nos EE.UU. em 2003 relataram efeito anti-tumoral in vitro em cancer mamario de cobaias. O uso da Fava-de-Tonka e hoje um assunto controverso - seu uso tradicional em xaropes para coqueluche e combatido pois pode causar paralisia cardiaca se usado em altas doses; Tambem não se aconselha seu uso como flavorizante de alimentos. Mas as materias graxas das favas ainda sao vendidas na Holanda com o nome de manteiga de Tonka. Seu uso em perfumaria e cosmetica ainda pode ser uma altemativa de sustenta-bilidade para as populacoes da fio-resta amazdnica. Quanto ao uso medicinal, o risco de superdosagem de cumarinas e o mesmo, sendo elas sintéticas ou de origem vegetal. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.