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CARDO SANTO

Cnicus benedictus

Descrição : Da família das asteraceaes, também conhecida como cardo bento e cardo-cardador. Herbácea anual, rasteira de caule anguloso com folhas esbranquiçadas, compridas, espinhosas e dentadas. Suas flores são branco amareladas protegidas por brácteas, alternas e espinhosas. A planta quando ferida em qualquer de seus órgãos elimina um látex amarelo, que escurece à medida que seca. Atinge de 30 a 40cm de altura. Possui hastes caneladas, de tom vermelho, que partem de uma raiz branca fibrosa, metida verticalmente na terra. Os frutos são fracamente azedos e toda a planta possui gosto acentuadamente amargo. O cardo-santo foi classificado entre os tônicos amargos, sendo o seu emprego aconselhado nos casos de falta de apetite, digestões difíceis. É ainda empregado como sudorífero e diurético. O seu uso pode ser indicado sob a forma de infusão com 15 a 50g num quilograma de aguardente, com o suco espremido das folhas, que se toma na dose diária de lOOg.

Partes utilizadas : Folhas e caules.

Origem : Originária da Índia.

Habitat: Nativa do Norte da África, Sul da Europa e Ásia ocidental.

História: O cardo-santo foi cultivado extensamente na Europa durante a Idade Média. Seu uso medicinal foi mencionado na peça Muito Barulho por Nada de Shakespeare e também foi muito usado nos extratos herbários da época. O cardo-santo foi provavelmente útil no tratamento da peste negra; porém, sua utilização principal era para queixas digestivas, gota, febre e dor de cabeça. Também é usado para dar sabor ao licor Beneditino e geralmente reconhecido como seguro para consumo em bebidas alcoólicas. Faz parte da farmacopeia homeopática; Foi aprovado pela German Comission para o tratamento da dispepsia e da falta de apetite.

Propriedades : É tônico estomacal, digestivo e aperitivo. Muito conhecido pelas suas propriedades antissépticas; muito usado para uso externo, para lavar feridas e inflamações da pele.

Indicações : Favorece as funções do fígado e do pâncreas.

Princípios Ativos : Lactonas, tanino, mucilagens e óleo essencial.

Modo de usar :

Infusão - 2 colheres de sopa de folhas e sumidades florais, frescas e picadas em 1 litro de água. No caso de ervas secas usar a metade.

Loção 6 colheres de sopa de folhas e sumidades florais em 1 litro de água em ebulição.

Toxicologia : Doses altas podem provocar queimaduras na boca e esôfago e diarreia violentas. Não é recomendado para crianças, não usar em pessoas com problemas de rins e gastrites.

Posologia: Tradicionalmente, uma dose de 2g de planta fresca {1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em infuso, em uso interno até 3 vezes ao dia.

Farmacologia: É uma das 8 ervas na formulação do remédio alternativo contra o câncer, Flor-Essence. A cinina e citotoxica as células leucêmicas, enquanto os glicosídeos sesquitepenos, que não contenham um resíduo de éster, exibem pouca atividade citotóxica. Os mesmos requerimentos estruturais aplicam-se a atividade antibacteriana. A cinina também mostrou ser o composto sequiterpenico mais ativo contra vários fungos em outro estudo; Outra atividade farmacológicas do cardo-santo inclui o bloqueio da gonadotropina. A cnicina foi mostrada ter propriedades anti-inflamatórias em ratos em um teste de edema da pata. Não há nenhum ensaio clínico existente suporta o uso do cardo-santo para qualquer uma dessas indicações; A substância cnicina é fortemente irritante quando injetada por via intraperitonial. Por causa deste efeito irritante, o cardo-santo é contra indicado com a presença de úlceras gástricas ou em condições inflamatórias intestinal como a doença de Crohn.

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