CARQUEJA Baccharis trimera
Descrição : Da família das compostas, também conhecida como bacanta, bacárida, cacaia-amarga, cacália-amarga, cacália-amargosa, caclia-doce, cuchi-cuchi, carque, carqueja-amarga, carqueja-amargosa, carqueja-do-mato, carquejinha, condamina, iguape, quina-de-condomiana, quinsu-cucho, tiririca-de-babado, tiririca-de-balaio, tiririca-de-bêbado, três-espigas, vassoura. É um arbusto de pequeno porte, também conhecida como carque. Possui caule lenhoso, alado com folhas bastante reduzidas e ovais. A Baccharis trimera é mais encontrada em campos e beiras de estradas e a articulata é mais comum em terrenos úmidos e banhado. Partes utilizadas : Hastes floridas. Plantio : Multiplicação: por sementes ou por estacas (mudas); Cultivo: planta brasileira, prefere regiões montanhosas onde o clima é ameno. Prefere solos secos, latossolo vermelho ou alaranjado, arejados. Responde a pequenas quantidades de matéria orgânica, não sendo exigente em irrigação; Colheita: colhem-se as folhas quando novas tendo o cuidado de eliminar bolores que costumam desenvolver-se nelas. Propriedades medicinais: amarga,
antianêmica, antiasmática, antibiótica, antidiarréica, antidiabétíca,
antidispéptica, antigripal, anti-hidrópica, antiinflamatória,
anti-reumática, anti-Trypanosoma cruzi (causador da moléstia de
Chagas), aperiente, aromática, colagoga, depurativa, digestivo,
diurético, emoliente, eupéptica, estimulante hepática, estomáquica,
febrífuga, hepática, hepato-protetor, hipocolesterolêmica,
hipoglicêmica, laxante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), sudorífica, tenífuga, tônico, vermífuga. Princípios Ativos: Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos,
ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonóides,
fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcalóides.
Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do
tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e
quercetina. O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno, carquejol e
acetato de carquejilo). Modo de usar: infuso, decocto, extrato fluido, tinturas, elixir, , vinho, xarope, gargarejo, compressas. Parte utilizada: hastes. Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso. Aromaterapia : Regeneradora da pele e do fígado. Farmacologia: Os óleos essenciais, especialmente o carquejol, atuam sobre o hepatocito, aumentando a produção da bile e protegendo contra a peroxidagao lipfdica da membrana celular. Os princípios amargos estimulam as papilas gustativas, aumento o apetite e a produção de suco gástrico. Os filávamo-nos aumentam o debito urinário. Sua farmacologia ainda e pouco pesquisada. Alguns estudos sobre o fígado revelam que seu extra-to provoca o aumento da bile e tem ação em hepatites virais, mas não há estudos clínicos. Impede a absorção de glicose no tubo digestivo, reduzindo a glicemia e causando efeito laxativa por osmose; Farmacodinamica: Possui ação colagoga e reduz a mortalidade e a incidência de lesões celulares do hepatocito submeti-do a agressões químicas e biológicas. Usada como tônica digestiva, estomaquica, vermifuga, colagoga, litogoga, hipoglicemiante, diuretica, laxativa discreta e anti-gripal; Usada na indústria de bebidas, substitui o lúpulo na fabricação de cerveja. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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