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CARVALHO EUROPEUQuercus alba
Descrição : Dentre as várias espécies de carvalho, destacamos esta, que é essencialmente medicinal. Seus frutos, constituem ótimo alimento para os suínos assim como também para o homem. Contêm amido, ceulose, tanino, goma, resina, matéria estrativa amarga, óleo graxo, sais de cal e de potassa. Já foram muito empregados na medicina europeia, sendo que, depois de torrados e moídos conjuntamente com a cúpula, servem para combater o diabete, a atrofia mesentérica das crianças, a diarreia, as hemorragias passivas, etc. É árvore de crescimento lento e de grande longevidade, atribuindo-se-lhe até 1.500 anos de existência. Originária da Europa, da Ásia Menor e de Marrocos, foi introduzida no Brasil há muitos anos, principalmente nas regiões elevadas dos Estados do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. É muito atacada pela taturana, ou seja a lagarta cujo nome científico é Podalia chrysocoma, Herr.—Schaff e pelo coleóptero Loxopyga flavo-lienata, Mann. Fornece madeira de alburno branco bem delimitado e cerne castanho com diversos tons, o qual, com o passar dos anos, torna-se escuro, quase preto. Muito apreciada para a confecção de móveis de estilo antigo, sendo considerada madeira de primeira qualidade para construção civil e naval, dormentes, vasilhame, soalho, marcenaria, escultura, instrumentos agrícolas, ferramentas, lenha e carvão e toda espécie de obras internas. Foi usada nas grandes catedrais góticas da Alemanha, França e Inglaterra. Também Notre-Dame, de Paris, e Sainte-Chapelle têm seus arcabouços desta madeira. Sua casca é adstringente, febrífuga e também usada na indústria de curtume. Contém tanino, ácido gálico, açúcar não-cristalizável, pectina, magnésia e potassa. Foi também muito usada contra as febres intermitentes e ainda hoje em dia é usada, depois de reduzida a pó, para pulverizar e lavar as úlceras atónicas. Seu nome científico é Quercus pedunculata, Ehr. (Quercus robur L. var. pedun-culaía, Née), da família das Fogáceas. É árvore grande, medindo até 40m de altura. Seu caule é reto e cilíndrico, a casca fendida e ramos tortuosos, suas folhas alternas, oblongas, mem-branosas.
Princípios Ativos: tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina, amido, celulose, goma, resina, óleo graxo. Propriedades medicinais: adstringente e febrífuga (casca); antidiarréico e antidiabético (frutos). Indicações: atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas. Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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