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CEREJA BRASILEIRA

Eugenia uniflora

Descrição : Planta da família das Myrtaceae, também conhecida como cerejeira brasileira, ginja, pitanga-branca, pitanga-do-mato,pitanga rósea, pitanga-roxa, pitanga-vermelha, pitangueira, pitangueira-comum, pitangueira-miúda, pitangueira-vermelha, pitanga (espanhol, castelhano), cereza cuadrada, cereza de Cayenne, cereza de Surinam, guinda, nangapiri, pendanga, pitanga.

A pitangueira é uma pequena árvore de crescimento lento, atinge até 8 m de altura. O tronco é tortuoso e bastante esgalhado. As folhas são opostas, verde escuras, brilhantes, ovais e inteiras. Apresentam cor violácea quando jovens; As flores são brancas, perfumadas, melíferas e abundantes em pólen.

Nascem se nas axifes das folhas e são hermafroditas. O fruto prende-se à arvoreta por meio de um pedúnculo com dois ou três centímetros de comprimento. A semente é uma baga de 1,5 a 3 cm de diâmetro, com oito sulcos longitudinais.

Há variedades de forma, tamanho, cor e sabor do fruto. De cor alaranjada, vermelho, roxa (quase preta) toma essa fruta muito ornamental. A polpa da pitanga é doce ou agridoce, perfumada e saborosa.

Habitat: É nativa do Brasil, Argentina e Uruguai

História: Seu nome, tupi-guarani pyrang, significa vermelho. Era apreciada pelos colonizadores que cultivavam-na em suas residências, e de seus frutos produziam doces e sucos, além de utilizarem suas folhas na medicina popular.

Apesar de sua origem tropical, seu cultivo já se encontra difundido por diversos países, podendo ser encontrada no sul dos Estados Unidos, nas ilhas do Caribe e em alguns países asiáticos. No Brasil, a região nordeste é a única a explorar comercialmente esta fruta de alto potencial econômico.

Parte utilizada: Folhas, frutos.

Princípios Ativos: Lipídeos, cálcio, ferro, fósforo, glicídeos, niacina, pitanguina, proteínas, vitamina A, vitamina B2, vitamina C.

Propriedades medicinais: Adstringente, analgésica, depurativa, digestiva, estimulante, refrescante, refrigerante, vermífuga.

Indicações: Afecções do fígado, bronquite, cólica menstrual, diabete, diarreia, diarreia infantil, disenteria, febres intermitentes, gota, hipertensão, infecções da garganta, limpar e descongestionar a pele do rosto, queda e oleosidade de dos cabelos, reumatismo.

Modo de usar:

- Fruto ao natural ou polpa em refrescos, sucos, sorvetes, doces, geleias.

- Chá das folhas:ingerido e banhos: afecções do fígado, bronquite, cólica menstrual, diarreia, febres intermitentes, gota, hipertensão, reumatismo, limpar e descongestionar a pele do rosto, queda e oleosidade de dos cabelos. Em gargarejos: infecções da garganta. Em jejum e durante o dia, ajuda no emagrecimento.

- Frutos após as refeições: digestivo.

Posologia: Frutos ad libidum; 2g de erva seca ou 4g de erva fresca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de folhas, em decocto ou infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs, para todas as indicações.

Farmacologia: As folhas da pitangueira têm conhecidas atividades terapêuticas, tendo sido usadas no tratamento de diversas enfermidades; Os extratos da folha da pitangueira apresentam atividade contra Trypanosoma congolense (doença do sono), e moderada atividade bactericida, sobre Staphylococcus aureous e Escherichia coli; Pesquisas mostram que a concentração de princípios ativos é maior em pitangas maduras do que semi-maduras e estes compostos de uma maneira geral estão concentrados na película da fruta; A Embrapa Clima Temperado está iniciando um projeto em que a pitanga será estudada quanto ao seu potencial na prevenção de câncer.

Em trabalhos preliminares, extratos de pitanga de coloração alaranjada foram testados em algumas linhagens de células cancerígenas (câncer cólon retal, câncer de pulmão, câncer renal, câncer de mama, câncer de ovário); Neste projeto será focado o câncer de cólon e serão feitos estudos desde a obtenção e estabilização do extraio, até a identificação dos princípios ativos e estudos em células cancerígenas de cólon e em animais modificados geneticamente para desenvolver o câncer de cólon; O projeto conta com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Toxicologia: Sem toxidade nas doses recomendadas. A DLM é acima de 300mi para humanos acima de 60Kg. Os extratos etandícos em doses muito maiores que a terapêutica apresentam sinais de toxidade não especificados, não havendo nenhum relato de morte por intoxicação.

Cereja Brasileira


Dieta  de 21 dias