CIDRÃO

Lippia citriodora


Descrição : Família das Verbenáceas. Arbusto grande, verde áspero, até 3m de altura, ramúsculos escabrosos e estriados, folhas curto-pecioladas, oval-pecioladas, oval-lanceoladas, agudas, inteiras, às vezes um pouco serradas na metade superior, cinzentas, 3-4 verticiladas, até 7cm de comprimento, escabrosas na página superior e glanduloso-punctuadas na inferior; flores brancas ou lilacinas, quase sempre azuladas ou purpúreas interiormente, dispostas em espigas frouxas verticiladas, axilares, multifloras, de 4-6cm formando panícula piramidal, cálice denso-pulverulento, pubescente e estriado; fruto seco, dividido em 2 aquênios. Embora não seja muito ornamental é planta cultivada nos jardins de vários países do mundo. Sua aclimatação nr Itália é perfeita. Aliás, ela é cultivada em toda a Europa. Cada 100 quilos de folhas produzem 150g de essência. No Brasil, ela é grandemente cultivada no Rio Grande do Sul, onde vegeta nos campos abertos e secos. Chamam-na cidrilha ou cidró, erva-cidreira ou salva-limão. A outra espécie, Lippia lycioides, Steud, é também medicinal, servindo para combater resfriados, catarros, dores da bexiga e do estômago, sendo excitante e melífera. Sua cultura espalha-se, no Brasil, por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, indo até o extremo norte. De suas flores fazem-se perfumes.

Indicações:
As folhas e as flores são agradavelmente perfumadas, com cheiro de limão, e são usadas como condimento como também para fins medicinais. São antispasmódicas, diges-tíveis e muito eficazes contra as doenças nervosas como melancolia, histeria, hipocondria e afecções do coração. São reputadas também emenagogas. Fornece material para a indústria tipovime e as folhas são usadas para a indústria de perfumaria. As folhas são também revestidas de uns pêlos glandulosos que secretam uma essência contendo "citral" e "verbenona". Essa essência é de grande valia para o comércio, justificando assim a intensificação de sua cultura no sul da França.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Cidrão

Galeria de Imagens - Clique na figura


 


Add to Google Reader Siga-nos no twitter technorati Noticias delicious digg blogger orkut twitter facebook