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CIPÓ CABOCLO

Davilla rugosa

Descrição : Da família das Dileniáceas, também conhecida como cipó-carijó, trepadeira de casca ligeiramente avermelhada, folhas cobertas de pelos ásperos, flores miúdas amarelo-pálidas, aromáticas. De caule áspero, tomentoso, ramos revestidos de pelos ásperos, folhas alternas, pecioladas, ovais ou elípticas, agudas ou obtusas, de 8-20cm de comprimento e 4-10cm de largura, inteiras ou serradas somente na parte superior, às vezes onduladas, sempre ásperas ou rugosas nas duas páginas e reticuladas na inferior; flores amarelo pálido, pequenas, de l cm com 5 sépalas glabras (duas cobrindo a cápsula) e 2-5 pétalas, estames numerosos, dispostas em racimos; o fruto é uma cápsula (folículo) com 1-2 sementes, contém glicosido e tanino e fornece raiz tônica, adstringente, purgativa e drástica. Os caules são muito flexíveis e utilizados para amarrilhos; poderiam talvez substituir o vime, se nisso houvesse qualquer vantagem. Vegeta em todo o Brasil, pelo menos nos Estados do Pará e da Bahia e deste ao Estado de Santa Catarina, sendo que neste último é seriamente atacada pela Licopolis Franciscana, Sacc. e Syd.

Partes utilizadas : Folhas e cascas.

Plantio : Multiplicação: por sementes; Cultivo: planta brasileira de todo país. Por ser trepadeira necessita de tutoramento ou plantio próximo às árvores. Prefere solos arenoargilosos, secos e arejados;

Colheita: colhem-se as folhas e ramos na floração e as raízes a qualquer época.

Habitat: Ocorre nos estados do Sul, principalmente na Serra do Mar.

História: A Agonia da e reconhecida tradicionalmente como excelente remédio para mulheres, referindo-se seu nome aos sintomas associados ao ciclo menstrual;

Princípios ativos: alcaloides: agoniadina, plumerina; Princípios amargos: Açúcares; Iridoides; Fulvoplumerina; Glicideos; óleos essenciais: farnessol, citronerol; Ácido plumerico; Plumerideo; Resinas.

Indicações: Empregada como purgante e no tratamento das doenças venéreas. Planta considerada pelo povo como poderoso estimulante, depurativo e afrodisíaco, aliás com suspeita de venenosa. Os ramos são igualmente purgativos e, sobretudo, diuréticos, também empregados na medicina popular para combater a icterícia; as folhas, talvez constituindo a parte mais importante, são remédio de comprovada eficiência contra as orquites de qualquer natureza (abuso venéreo, consequências de equitação, etc.), sendo ainda úteis nas linfatites, inchação das pernas, edemacia dos membros, úlceras crônicas, úlceras atônicas; as sementes têm propriedade emetico-catártica violenta. Ao que se sabe ficou provado que a planta fresca tem maior efeito curativo; antigamente entrava na composição da "pomada de Davilla rugosa", preparado farmacêutico que supomos obsoleto. também usada no tratamento externo de hemorróidas.

Propriedades medicinais : Indicada como emenagoga, antiespasmódica, depurativa, antifebril, anti-asmatica, anti-inflamatória, e purgativa em doses mais altas. Para casos de irregularidade menstrual, amenorreia, nas linfanginites, engurgitamento ganglionar, escrofulas, asma brônquica, fraqueza relacionada a menstruação, histeria, inflamações uterinas, constipação intestinal e digestão difícil; Sem toxidade nas doses recomendadas.

Contraindicações/cuidados: Não utilizar em crianças. Doses excessivas podem causar diarreia.

Superdosagem: Devera ser feito o esvaziamento gástrico, com sonda nasogástrica em sifonagem e tratamento sintomático. As resinas da P. lancifolia são muito irritantes para a mucosa gástrica em doses toxicas-4,9g/Kg de peso corporal. E recomendável o uso de bloqueadores dos receptores h2 da histamina - tipo cimetidina - e uso de óleo mineral e carvão ativado para reduzir as lesões da mucosa. Outras medidas de suporte: dieta zero, e hidratação venosa.

Toxicologia: As pesquisas garantem o uso em humanos nas doses indica das. A DLM e acima de 300ml para um adulto com mais de 60Kg. As resinas do gênero Plumeria são tóxicas em doses muito elevadas - causam grande irritação da mucosa do tubo digestivo provocando diarreia., esofagite, gastrite eventualmente sangramento digestivo.

Farmacologia: Estudos da fração alcaloídica de P. lancifolia (FAA) mostram que na dose de 10Omg/Kg VO protege a mucosa gástrica de cobaias. Em todos os modelos experimentais a FAA apresentou-se tão ou mais potente que a cimetidina (50mg/Kg de peso). O volume de secreção gástrica mostrou-se reduzido, assim como a acidez total, mas a atividade péptica do suco gástrico não foi alterada.

Farmacodinâmica: Possui ação anti-inflamatória e antiespasmódica comprovada, justificando sua indicação nas dismenorreias. Tern ação emenagoga e reguladora nos ciclos menstruais - sua ação na TPM baseia-se em sua função diurética, sedativa e anti-inflamatória.

Posologia: Adultos: 10 a 20 ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de cascas em decocção até vezes ao dia.