COAJERUCU

Xylopia frutescens


Descrição : Da família das Anonáceas. Também conhecida como coaguerec, pijerecu, pindaíba, jejerucu, ibira, pindaúva, pau-de-embira, e muitos outros nomes em todo o Brasil. Árvore pequena, crescendo até 7m de altura e pequeno diâmetro, folhas alternas, oblongas, cálice gamosépalo, pétalas lineares e estames indefinidos; o fruto é uma baga obo-vóide, pequena, contendo duas sementes. Fornece também madeira de cor brancacento-castanha, própria para obras internas, cabos de instrumentos agrícolas, carpintaria, mastros de pequenas embarcações, cepas de tamancos e varas de pescar. A casca é perfumada e picante e do líber tiram-se fibras (embira-de-caçador), úteis para cordoalha e estopa , Em outros tempos, compravam-se suas sementes nas farmácias, onde eram vendidas a granel principalmente como condimento nos Estados do Norte, onde eram conhecidas por "pimenta-de-gentio", "pimenta-do-mato", "pimen-ta-de macaco", etc., substituindo mesmo a "pimentá-do-reino" (Piper nigra L.), graças ao óleo volátil acre e perfumado que elas encerram e que as torna mais suaves e mais agradáveis ao paladar que a pimenta asiática. Essa espécie tem muita vitalidade, sendo que, enterrando-se como moirões pedaços ainda verdes, logo brotam e formam belíssimas cercas vivas.

Propriedades medicinais: as sementes também são perfumadas digestivas, carminativas, estimulantes da bexiga,aconselhadas nos casos de emagrecimento rápido e debilidade, acompanhados de tosses e dores nas costas; também servem para combater o reumatismo, a picada de cobras, o mau hálito e a cárie dos dentes. No passado, conforme experiências realizadas, verificou-se a sua extrema utilidade para o tratamento das afecções catarrais das membranas mucosas e, particularmente das vias urinárias; muito eficazes contra a leu-corréia e as cólicas do estômago. A indústria farmacêutica francesa, depois dessas experiências, lançou no mercado o alcoolato, as pílulas e as pérolas de "etherolè de coajerucu", que na época foram muito consumidas.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Coajerucu

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