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COCLEÁRIA

Cochlearia officinalis

Descrição : Da família das Crucíferas. Planta anual, de raiz fusiforme, comprida, da grossura de um lápis, tem caule ramoso desde a base, cilíndrico e glabro, folhas radicais longo pecioladas, cordiformes, obtusíssima, côncavas, inteiras, vernicosas e verde escuras, caulinares alternas, as inferiores pecioladas, quase reniformes e muito obtusas, inteiras, as superiores sésseis, alongadas, irregularmente denteadas; suas flores são brancas, pedunculadas, dispostas em racimos corimbiformes na extremidade dos ramos. Seu fruto é uma síliqua 2-locular contendo inúmeras sementes.

É planta essencialmente medicinal. Suas folhas, além de medicinais, são comestíveis; destiladas, fornecem óleo acre e sulfuroso, mais pesado que a água e é tão enérgico que uma só gota basta para dar o sabor e o cheiro a 500 gramas de vinho, segundo Murrai; contém ainda sulfosinapisina e cochlearina.

É conhecida como poderoso antiscorbútico, sendo muito empregada em farmácia para tal fim. É também adstringente e dentifrício, excelente para combater as gengivites e as estomatites ulcerosas; é estimulante, depurativo e muito eficaz contra os cálculos vesiculais. Contém propriedades também para o combate ao reumatismo.

Antigamente, essa planta era muito frequente nas hortas. Misturava-se facilmente com as mostardas, quando faziam usos medicinais caseiros. Ultimamente vem se tornando mais rara no Brasil.

Partes utilizadas : Folhas frescas e talos.

Origem : Europa.

Habitat: E originária da Europa, Ásia e América do Norte.

História: Antes da descoberta da vitamina C já se sabia que o escorbuto era decorrente da falta de frutas e vegetais na alimentação e que a Coclearia combatia estes sintomas. Agora já se conhece a razão - a Coclearia tem a mesma quantidade de vitamina C que as laranjas frescas. Faz parte da farmacopeia homeopática.

Princípios Ativos: Ácido ascórbico, glucosídeo sulfurado (glucococlearina), isosolfocianato de butila, tanino e sais minerais.

Propriedades medicinais: Adstringente, antiescorbútica, aperiente, depurativa, digestiva, diurética, estimulante, estomáquica, rubefaciente.

Indicações: Folhas, talos e raízes em infusão: escorbuto, câncer, reumatismo, gota, inapetência, artrite e bronquite, edemas, ácido úrico, rins, digestão, estimulante da secreção gástrica. Folhas e raízes, trituradas na forma de Cataplasma : dores reumáticas, nevrálgicas e ciáticas. Suco das folhas frescas, com suco de laranja: tônico contra a astenia.

Efeitos colaterais: Doses muito elevadas acusam irritação da mucosa do trato gastrointestinal.

Posologia: Adultos: 4g de erva folhas frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para todas as indicações; As folhas podem ser mastigadas, na quantidade indicada para o infuso, para firmar e tratar as gengivas afetadas pelo escorbuto; O suco de 1 xícara de folhas frescas poderá ser empregado para colutório e também ser usado internamente, não só no escorbuto como também nas adenites e Engorgitamento viscerais e afecções pulmonares; Comida em saladas, junto com outras hortaliças, atua contra a inapetência e dispepsias; Crianças tomam de 1 /3 a 1 / 2dose, de acordo com a idade; Recomenda-se tradicionalmente o uso da planta fresca, mas e encontrada a venda, desidratada rapidamente e a baixas temperaturas (para a preservação dos princípios ativos) em outros países.

Coclearia

Dieta  de 21 dias