CONGONHA DO GENTIO

Rudgea viburnoides

Descrição : Da famílias das Rubináceas. Planta medicinal por excelência, além de altamente ornamental. Árvore pequena ou arbusto lenhoso, até 3m de altura, casca brancacenta, espessa, suberosa, ramos superiores fusco-tomentosos, folhas opostas, curto-pecioladas, oblongo-elípticas, ou lanceolado-ovais, muito variáveis, agudas, inteiras, crassas, rugosas, glabras vernicosas e verde escuro na página superior, mais claras, saliente-nervadas e fusco-tomentosas na página inferior; flores brancas dispostas em panículas terminais no ápice dos ramos, podendo ser também obtusas; o fruto é uma baga ovóide, 2-locular, de cor alaranjada, coroada pelo cálice 5-denteado. É tão bela, sendo digna de figurar nos melhores jardins e nas mais aristocráticas estufas dos países frios, sendo que, no passado, foi considerada venenosa. Estes alcalóides, e até mesmo qualquer simples casca, É conhecida também como chá-de-bugre, coto, cotó-cotó, folha-grossado-sertão. Em Minas Gerais chamam-na casca-branca.

Ocorrência : É encontrada em grande escala nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e até mesmo no Amazonas, na fronteira com a Colômbia.

Propriedades medicinais: Das suas folhas extrai-se remédio para o reumatismo, sífilis, cansaço, dispepsia e a inchação dos membros, o seu uso, porém, deve ser controlado por ser perigoso, sendo que a infusão em doses muito elevadas pode porduzir cólicas violentas e provocar vómitos. Essa é a opinião de Hoehne.


Indicações: "as cascas de sua raiz e do caule ("coto verum", dos farmacêuticos) encerram vários alcalóides, dentre eles a "paracotoína" e a "cotoína", sendo que o aldehído fórmico agindo sobre este último forma um alcalóide artificial, a "fortoína", que se apresenta em cristais amarelos, sem gosto e com cheiro de canela, muito solúveis na água e pouco solúveis no álcool e na benzina". Têm sido empregados na Europa por grandes médicos e sempre com ótimos resultados, para combater também a gota, os suores noturnos dos tuberculosos, a enterite catarral e as úlceras do estômago; a "fortoína" é um grande específico contra a diarreia em suas mais variadas manifestações (diarreias infantis, diarreia rebelde, diarreia dos alienados, etc.).

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.
Galeria de Imagens - Clique na figura

 


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