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ERVA CORRENTE

Pfaffia paniculata

Descrição : Planta da família das Amaranthaceae, também conhecida como pfafia, corrente, Suma, ginseng brasileiro, pfaffia, para toda, corango-açu. Planta herbácea com raízes tuberosas profundas, intrincadas e profusas. Ramos desordenados, com 3 ou 4 pares de folhas completas, macias, verde-dio, elíptico lanceoladas, revestidas de penugem, amarelada; Foi classificada botanicamente pela primeira vez em 1826; Flores miúdas em capítulos florais terminais amarelados.

Parte utilizada: Raiz.

Habitat: É nativa da Bacia Amazônica e outras áreas tropicais do Brasil, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

História: É usado pela população indígena e ribeirinha desses regiões há pelo menos 300 anos. anos. Um de seus nomes populares "para-tudo", mostra a importância desse remédio herbal na cultura dos vários povos destas regiões.

Princípios Ativos: Beta-ecdysona, sitosterol, stigmasterol, saponinas, nortriterpenos, sais minerais (cobalto, ferro, sílica , magnésio, zinco, germânio;). 19 aminoácidos; Eletrólitos; Vitaminas A, B1, B2 E, K e ácido pantotênico; Saponinas: pfafosídeos A a F; Glicosídeos; Ácidos pfáficos; Principais componentes: alantoína, B-ecdisterona, B-sitosterol, daucosterol ácidos; pantotênico e pfáfico, polipodine B, sílica, stigmasterol, stigmasterol, 3-0-I3-d- glicosídeo.

Propriedades medicinais: Bioestimulante, leucocitogênico, anti-inflamatório, anemia, artrites, câncer, fadiga crônica, hipertensão, imunoestimulante, impotência, tônico, menopausa.

Indicações: Arteriosclerose, cansaço, colesterol, coração, depressão, diabete, fraqueza, função sexual, indisposição, inflamação, mal de Parkinson, resistência física e mental, stress, anemia, artrite, asma, câncer, síndrome de fadiga crônica, problemas de circulação, hipertensão, hiperglicemia, sistema imunológico, impotência, inflamação, leucemia, doenças linfáticas, rejuvenescimento, reumatismo, problemas de pele, tranquilizante, tremores, tumores, úlceras, impotência, estimular o apetite, envelhecimento precoce.

Contraindicações/cuidados: não usar com estrogêneo positivo em câncer. A inalação do pó da raiz pode causar reações alérgicas asmáticas - cuidados no manuseio e na manipulação caseira são recomendados

Efeitos colaterais: pode ter efeito similar ao estrogêneo. Evitar seu uso em pacientes com hipertensão arterial severa e/ou manter monitoramento clínico.

Superdosagem: Devido à presença de saponinas, a ingestão excessiva pode causar náusea e espasmos gástricos. Caso ocorra, as doses devem ser reduzidas.

Posologia : 0,4ml/Kg/dia com intervalos menores que 12hs. Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de raízes em decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, às refeições; De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições 8 a 12 anos: 4 ml 3 vezes ao dia, às refeições ;Crianças:

Modo de usar:

- Decocção de 10 g de raiz secas em um litro de água. Beber duas xícaras da decocção por dia.

- : 2 g divididas em 2 a 3 doses diárias;

- Cápsulas: siga orientação do fabricante.

Corrente

Farmacologia: Na medicina herbalista mundial a Pfáfla é considerada um tônico e adaptógeno. Em herbalismo um adaptógeno é uma planta capaz de aumentar a resistência orgânica a influências negativas físicas, químicas e bioquímicas tendo um efeito normalizador no corpo como um todo; No herbalismo tradicional brasileiro é usado como oxigenador celular, estimulante do apetite e da circulação, para aumentar a produção de estrogênio, normalizador da glicose sanguínea,para melhorar a o sistema imunológico, fortalecer a musculatura e melhorar a memória; A Pfáfla ficou conhecida como" segredo russo" - os atletas olímpicos russos usaram-na durante anos por sua capacidade de aumentar a massa muscular e a performance sem os efeitos colaterais associados a esteróides.

Esse efeito é atribuído à B-ecdisterona, um princípio ativo tipo anabólico e a 3 novos glicosídeos da ecdisterona presentes em grandes quantidades na Pfáfia. A quantidade é tão grande ( 63% ) que a planta é alvo de uma patente japonesa de método de extração. Os mesmos pesquisadores japoneses pediram uma patente americana de propriedade do extrato da planta, alegando através de vários estudos in vitro e in vivo que seu composto promovia a saúde, aumentava a imunidade e tinha efeito tônico e antialérgico; Uma companhia francesa também requereu patente americana do uso tópico desses compostos da B-ecdisterona alegando que eles fortalecem a função de barreira de água da pele, aumenta a diferenciação de queratinócitos (o que é de grande utilidade na psoríase) dando aparência suave à pele e cabelos: A Pfáfla tem alto conteúdo de saponinas (+ de 11°0) que baixam o colesterol, inibem o crescimento de células cancerosas e são agentes bactericidas e fungicidas.

As saponinas da planta demonstraram clinicamente ação inibidora no crescimento de células de melanomas in vitro e ajudaram a regular os níveis de glicemia in vivo; Em meados de 1980 os pfafosídeos e ácido pfáfico foram patenteados como compostos antitumoral em várias patentes japonesas. No estudo descrito numa delas os pesquisadores relatam que doses orais de 100mg/Kg em cobaias foram ativos contra câncer abdominal.

Outras patentes e pesquisas relatam que os ácidos pfáficos tem forte atividade in vitro contra melanoma e carcinomas de fígado e de pulmão em doses baixas; o que seria equivalente em raiz a 5OOg de raiz fresca diariamente - por isso a necessidade de versões estandardizadas; A mais recentes realizadas no Japão em 2000 confirmaram que a raiz da Pfáfla in natura tem a mesma atividade anticancerígena que os ácidos pfáficos isolados. Neste estudo in vivo doses de 750mg/Kd de Pfáfla em pó inibiram a proliferação de linfomas e leucemia em cobaias e retardaram a morte - não houve erradicação do câncer, apenas diminuição da taxa de crescimento das células - o que configura uma melhora do sistema imunitário.

Uma patente americana de 1995 detalha efeitos benéficos da Pfáfla em anemia falciforme. Em um estudo duplo-cego com humanos 15 pacientes tomaram 1 g de raiz de Pfáfla 5 vezes ao dia por 3 meses - houve aumento dos níveis de hemoglobina, inibição do aparecimento de hemácias defeituosas e melhora das condições físicas e redução de reações adversas durante o tratamento; resultados significativamente melhores que os do grupo controle.

A supressão do tratamento traz de volta os sintomas e parâmetros clínicos ao ponto inicial dentro de 6-8 meses. Vários dos pacientes do estudo optaram por continuar usando a Pfáfla por mais de 3 anos, pela qualidade de vida que obtiveram; Novas pesquisas americanas de 2000 confirmaram estes resultados em anemia falciforme, in vitro.

A Pfáfla também demonstrou efeitos analgésicos e anti-inflamatórios in vivo em cobaias. O uso tradicional como estimulante e afrodisíaco foi confirmado em 1999 em cobaias saudáveis, pouco ativas e impotentes; Em 2001 ,uma patente americana multiplantas com Pfáfla foi requerida para a melhora do desempenho sexual em humanos; Testes toxicológicos em humanos não revelaram toxidade em uso oral; Nos testes com cobaias não houve toxidade no uso oral nem com a planta substituindo 50% da ração alimentar diária durante 1 mês; porém no uso de extrato etanólico subcutâneo a DL foi estabelecida em 10g/Kg; A Pfáfla é uma planta em ascensão no mercado americano - prova disso é a diversidade de formas de apresentação da planta e número de firmas envolvidas na sua comercialização.

Referência :

CORREA JUNIOR, Cirino; MING, Lin Chau; CORTEZ, Diógenes Aparício G. Sazonalidade na produção de raízes e teor de β-ecdisona em acessos de fáfia. Hortic. Bras., Brasília, v. 26, n. 3, Sept. 2008 . access on 13 Oct. 2010. Ginseng Brasileiro . Em Nome da Terra access on 13 Oct. 2010.

CORRÊA JÚNIOR C; CORTEZ DAG; MING LC; SOARES W. 2006. Fáfia - o ginseng brasileiro: aspectos agronômicos e fitoquímicos. Editora Clichetec Ltda, Maringá, 22p.

DINAN, L. 2001 Phytoecdysteroids: biological aspects. Phytochemistry 57: 325-339.

MARQUES LC. 1998. Avaliação da ação adaptógena das raízes de Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen-Amaranthaceae. São Paulo: USP, 145p. (Tese doutorado).

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VIGO CLS. 2004. Caracterização farmacognóstica comparativa da Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen eHerbanthe paniculata Martius-Amaranthaceae. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 6: 7-19. Luis Guerreiro


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