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DIVIDIVICaesalpinia cariaria
Descrição : Da família das Leguminosas. Árvore inerme, de caule tortuoso, até 9m de altura e 40cm de diâmetro; casca áspera, cinzenta; ramos contorcidos e espalhados horizontalmente; folhas granduloso-punc-tuadas, compostas de 4-10 pares de pinas; folíolos 12-30 jugos, linear-ablongos, obtusos, de 4-8mm, lisos, glabros, verde-escu-ros e com punctuações pretas na página inferior; flores brancas, às vezes amareladas, aromáticas, dispostas em racimos curtos, paniculados; ovário glabro com 10 óvulo ou menos; o fruto é uma vagem séssil, indeiscente, curva e contorcida, até 5cm de comprimento, 25mm de largura e 3mm de espessura, tomando formas curiosas, mais geralmente as de S e de C, vermelho--castanho ou castanho-escuras, vernicosas. Fornece madeira de alburno espesso, amarelo-laranja-claro, muito atacado por vários insetos; estes, porém, não atacam o cerne, que é escuro,quase preto, duro e compacto, grão finíssimo, reputado incorruptível, difícil de trabalhar, aliás, recebendo muito bem o verniz, próprio para dormentes, peças de resistência, moirões, dentes de engrenagens e obras de torno; também aproveitada na tinturaria como sendo um dos "brasiletos"; peso específico 0,770. A casca dá uma espécie de goma-laca com algum valor industrial. . Explica-se facilmente que uma espécie tão valiosa, que representa um fator de alta relevância na economia de vários países, tenha despertado em alguns outros o desejo de neles fazerem sua cultura, por exemplo, em várias regiões da África tropical, na Austrália, Birmânia, Ceilão, índia, etc., não obstante a produção, posto comece no quinto ano, somente ser bem rendosa depois dos doze, até aos 25, quando decresce. Grandes autoridades extendem a distribuição geográfica da espécie desde o México até o.norte do Brasil onde, aliás, pensamos não haver ainda sido encontrada, embora certamente aí exista, mal se podendo compreender que uma espécie muitíssimo comum nos litorais da Venezuela, da Colômbia e da Guiana, não chegasse ao nosso país. Não são, porém, raros os exemplares cultivados desde o extremo norte até o litoral do Estado de São Paulo. É planta melífera; vegeta expontânea-mente em terras semiáridas. Alguns autores, levados talvez pela semelhança dos frutos com os da Caesalpinia tinctoria, Domb., assim como pela identidade de sua aplicação industrial, têm asseverado tratar-se de uma só espécie botânica, o que não é verdadeiro. Indicações:A maior importância da árvore consiste no seu fruto ou fava, a qual contém, envolvendo as sementes, uma polpa amarela, amarga e resinosa, com 30 a 45% de tanino de boa qualidade, reconhecida como um dos mais poderosos adstringentes empregados na Medicina e, ao mesmo tempo, constituindo obje-to de importante comércio para a indústria do curtume, sobretudo para os couros fortes, mantendo seu elevado valor mercantil apesar da facilidade de fermentação; tem ainda bom emprego no fabrico de tinta de escrever e bem assim na tinturaria, onde serve de mordente. As próprias sementes, embora não tão ricas em tanino, são utilizadas na Medicina caseira como adstringentes; reduzidas a pó, passam por ser tónicas e anti-periódicas, entrando também na composição de uma certa pomada anti-hemorroidária. Uma análise química das vagens determinou-lhes a seguinte composição: 41,5% de tanino, 25,4% de matérias insolúveis, 18,0% de matérias não-taníferas, 13,5% de água e 1,6% de cinzas Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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