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ÊNULA CAMPANA

Inula Helenum

Antes do desenvolvimento dos antibióticos modernos, a énula-campana era um dos principais remédios usados para tratar a tuberculose. Raramente eficaz no tratamento de infecções tão profundas, é, no entanto, um remédio eficaz e bem tolerado para tosse e problemas respiratórios como a asma.

Descrição : Família das Compostas, também denominada ínula, conforme o seu nome latino.

A mesma substância também se denomina dalina, helenia, helenina e sinanterina.

A reputação da ênula-campana remonta aos tempos antigos.

Pode chegar até 40cm de altura, com flores hermafroditas, pequenas, branco amareladas, dispostas na axila da folha superior, pétalas plenas e 4 ou 5 estames; seu fruto é uma cápsula glabra na base e hirta no ápice.

Cresce a partir de uma base ou invólucro de folhas aveludadas, as folas da roseta basal são grandes, ovaladas e terminam em ponta, medem de 40 a 50 centímetros e cerca de 15 centímetros em suas partes mais largas.

Uma outra espécie, W, douradinha St. Hil., da mesma família, é também planta lenhosa, de caule solitário e suas folhas e flores em infusão são úteis internamente nas afecções catarrais e externamente na lavagem de feridas, principalmente as de origem sifilítica.

A homeopatia a emprega com o nome de Slemodia arenaria.

Habitat : Vegeta, de preferência nos lugares pedregosos.

História : O nome Ínula deriva de Helena de Troia, pois segunda a lenda ela carregava um buquê dessas flores ao ser raptada por Páris e levada da Frígia.

Outros afirmam que o nome vem da ilha de Helena, local onde essas plantas crescem com mais viscosidade. Porém antes de ser classificado por Lineu, era conhecida somente como ênula campana, por ser encontrada na campanha italiana.

Plantio : Prefere as pastagens úmidas e lugares meio sombreados. É extremamente adaptável. Cresce a beira de estradas, valas e campos abandonados.

Ênula Campana

Princípios ativos : Sua raiz encerra a inulina, que é um polissacarídeo branco, insípido, semicristalino, muito semelhante ao amido, encontrado na seiva das raízes e rizomas de muitas plantas compostas, e especialmente nas do gênero Ínula e Helianthus.

Possui um princípio ativo amargo chamado helenina, óleos voláteis, inulenina, mucilagens e outros.

Ela participa da fórmula de muitos medicamentos modernos, transformada em forma de frutose é usada na confecção de um pão para diabéticos.

Indicações : Dioscorido fala dela como de um bom remédio contra a tosse.

Ainda que menos ativo que o seu princípio químico, ela poderá ser útil em certas bronquites catarrais.

Muito recomendada contra o catarro brônquio e moléstias pulmonares, além de curar as cistites e as blenorragias.

Como cataplasma é usada no tratamento de ciática e de nevralgias. A água destilada da planta e raiz remove manchas na pele.

Interação Medicamentosa

Tosse, infecção respiratória e congestão : A énula-campana ajuda a aliviar tanto a tosse seca irritável como a tosse catarral úmida. De preferência conjugada com outras ervas como o tomilho (Thymus vulgaris), pode ser dada a crianças com tosse congestionada.

A sua ação antibacteriana ajuda a desinfectar os pulmões e torna o muco mais fluido.

Conjuga-se bem com o sabugueiro (Sambucus nigrd), para problemas catarrais no ouvido, nariz e garganta, sobretudo quando o catarro escorre pela garganta até aos brônquios. Pode ser útil na asma brônquica.

Convalescença : Com uma ação tônica sobre os sistemas digestivo e respiratório, a énula-campana é um ótimo remédio para a convalescença, melhorando o apetite e restabelecendo a vitalidade, sobretudo após uma infecção respiratória.

A decocção quente, tomada regularmente durante o inverno, ajude a evitar uma recidiva.

Parasitas gastrointestinais : A énula-campana tem uma ação notável contra vermes e parasitas intestinais. Conjugada com outros remédios, resulta bem no tratamento da disenteria amebiana.

Propriedades : É estimulante, antidisentérica, sudorífica, emética, diurética, antibiótica, tônica e antisséptica


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