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ESPINAFRE DA NOVA ZELÂNDIA

Spinacia oleracea

Descrição Botânica: Da família Chenopodiaceae, consiste em 100 espécies. Estas plantas são sempre verdes ou semi-sempre verdes, perenes, anuais e arbustos. Outros membros deste grupo incluem a beterraba e a acelga, O espinafre amadurece e torna-se comestível rapidamente (dentro de 37 a 45 dias) e prospera melhor durante as estações frescas e úmidas do ano.

Um grande número de variedades de espinafres existe em todas (as quais) possuem folhas grandes e verdes escuras em plantas eretas. A folha e a parte do espinafre mais frequentemente usada.

Habitat: Nova Zelândia

História: O espinafre comumente encontrado nas feiras livres é o espinafre da Nova Zelândia, o espinafre verdadeiro, é muito raro no Brasil. Ambos tem propriedades semelhantes.

Indicações e utilização: Antioxidante; Na prevenção ao câncer: Na doença cardiovascular; Na degeneração macular do olho; Na degeneração dos sistemas imunológicos e neurológicos.

Uso pediátrico: Todas as indicações.

Uso na gestação e na lactação: Alimento e nutriente.

Propriedades medicinais : Usos etnofarmacológicos: antioxidante. anticancerígeno, tônico cardiovascular, imunizante.

Princípios ativos : Antioxicidantes carotenoides (beta-carolina) xantoflla e flavonoides.

Contraindicações: Nenhuma contraindicação foi encontrada na literatura consultada. Possui a classificação GRAS do FDA, porém gestantes devem evitar doses acima daquela encontrada em alimentos. pois a eficácia e segurança destas doses não foram estabelecidas.

Posologia: Não há nenhuma evidência clínica que suporte uma dosagem terapêutica específica do espinafre. O espinafre é um gênero alimentício e por isso é classificado como GRAS pelo FDA.

Interação medicamentosa: O espinafre possui um índice elevado de vitamina K e, como tal, pode diminuir a relação internacional normalizada INR em pacientes que tomam a varfarina.

A valiarina interfere com a síntese hepática dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K. Por causa deste mecanismo da açaí, flutuações no consumo de vitamina K podem causar mudanças na resposta anticoagulante do medicamento: Em 11 pacientes que recebem a variarina, o aumento no tromboteste após a ingestão de de 250 g/dia de espinafre por 1 semana foi similar ao efeito observado com a administração de 250 mg/dia de vitamina K1 por 1 semana. Todavia, os valores do tromboteste não saíram da escala terapêutica após uma única ingestão de espinafre.

Espinafre

Efeitos colaterais: O ácido úrico é um produto do catabolismo da punna. Algumas punnas produzidas pelo corpo, enquanto outras são obtidas através da dieta. O espinafre contém uma quantidade razoável de purina, Porque a gota é causada por altos níveis de ácido úrico. com formação de cristais nas articulações. Medidas alimentares para reduzir o consumo de punnas podem ser usadas: Urna alergia mediada por IgE ao espinafre foi relatada. Urna mulher com 48 anos de idade, sofreu um episódio de edema uvular, coceira orofaríngea. e angioedema facial ao comer espinafre fresco. Isto foi relatado corno uma síndrome de alergia oral (OAS) que resultou do contato direto entre o alimento e a mucosa oral.

A alergia parece estar relacionada à altíssima concentração de mastócitos na mucosa orofaríngea. Induzindo ao contato extensivo entre o alérgeno e o IgE especifico preso na superfície dos mastócitos, alergia a frutas e verduras frescas é a causa mais frequente de OAS Normalmente afeta pacientes que são alérgicos ao pólen e apenas ocasionalmente é associada com esta alergia. Adicionalmente, o espinafre contém a histamina, logo pode causar reações pseudo alérgicas: A alergia cruzada entre o espinafre, o látex e os cogumelos também foi relatada.

Toxicologia: Pesquisa da literatura não revela nenhuma informação a respeito da toxicologia com o uso do espinafre

Farmacologia: Estudos realizados pela UFMG sobre o efeito do 4-o-metil epigalocatequina das folhas da espinheira-santa sobre a secreção gástrica de ácido induzida pela histamina, comprovaram que seus taninos reduzem a secreção basal de ácido clorídrico, e a induzida pela histamina. Pesquisas comprovaram o efeito antiulcerogênico da espinheira-santa na prevenção da úlcera induzida por indometacina, semelhante ao efeito da cimetidina, na dose de 4mg/kg, Os triterpenos friedelina e metil-epigalocatequina respondem por 50% da eficácia. O 4'-O-metil epigalocatequina e seu epimero inibem a secreção de ácido na mucosa gástrica de forma dose dependente em concentração de O,35mg%. Os flavonoides têm ação anti-inflamatória; O extrato bruto de espinheira-santa inibe a secreção de ácidos no lado seroso da mucosa gástrica (o que a cimetidina não consegue fazer) envolvendo a participação de mecanismos relacionados à histamina.

Também acelera a cicatrização da úlcera péptica mais rapidamente que a cimetidina. Também protegem a mucosa gástrica de irritantes como o ácido salicílico e o etanol, devido à película protetora que os taninos formam sobre ela. Demonstraram também discreta atividade diurética e laxativa: Usada medicinalmente como carminativa. colagoga, anti-úlcera. antidispéptica, analgésica cicatrizante. antisséptica, levemente laxante e diurética, antitóxlca. hepática e antitumoral.


Dieta  de 21 dias