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ESTÉVIA DE BRASÍLIA

Stevia rebaudiana.

Descrição: Da família das Asteraceae, também conhecida como estevia-de-brasília, estevia-do-canadá, Caá-eé, caá-ehé, caá-heê, estévia-doce, kah'e. Planta muito ramificada que atinge de 40 cm a 1,20 metros de altura.

As folhas são pilosas e serradas. A inflorescência forma pequenos capítulos florais, contendo cada um cinco flores brancas.

O fruto semente é um aquênio de cor escura. Deve ser cultivada em locais com temperatura média de 23 C, e em altitudes de 1.000 a 1.500 metros.

Necessita receber água, pelo menos, a cada 3 semanas. O plantio por estacas é o mais eficiente, em canteiros de terra fértil, ao abrigo do sol, até que apareçam as primeiras raízes, transplantando-se as mudas para o local definitivo.

As folhas podem ser cortadas após 3 a 5 meses do plantio. Depois de um ano de vida, a parte aérea seca, permanecendo intacta a parte subterrânea. Cerca de 150 espécies desta planta são conhecidas, entre tanto, somente a Stelvia rebaudiana possui o poder adoçante.

Parte utilizada: Folhas e hastes secas.

Origem: Paraguai e chegou ao Brasil em 19445, e desde então têm sido cultivada nos estados do Paraná e Mato Groso do Sul, onde se aclimatou bem na região serrana do Amambai.

Modo de conservar: As folhas com as hastes devem ser secas, inicialmente, à sombra e depois ao sol. Após a secagem, as folhas devem ser retiradas das hastes. Guardar em vidros escuros ou latas, bem tampados.

Habitat: Nativa do Paraguai, chegou ao Brasil em meados do seculo XX e hoje e cultivada no Paraná e Mato Grosso do Sul.

História: É usado pela população indígena e ribeirinha dessas regiões há centenas de anos. Tomou-se um sucedâneo dos adoçantes artificiais a partir da década de 70.

Princípios Ativos: b-amirina acetato, anetol , apigenina-4-O-b-D-glucosídeo, austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. O óleo essencial contém álcool benzílico, a-bergamoteno, bisaboleno, borneol, b-bouboneno, a e g-cadineno, calacoreno, clameneno, centaureidina, carvacrol, cosmosiina; dulcosídeo A e B, daucosterol, edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo, dulcosídeo, esteviobiosídeo), rebaudiosina, dulcosina, steviolbiosina, quercetina glicosídeos, esterbinas A, B, C, D, E, F, G, H; rebaudiosídeos A, B, C, D, E e outros terpenos flavonoides. O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo, 17,7% de rebaudiosídeo e 0,6% de rebauduosídeo C.

Estélvia de Brasília

Propriedades medicinais: Adoçante, antidiabética, cardiotônica, contraceptiva, diurética, dor de dente, edulcorante, estimulante das funções cerebrais, estomacal, refrigerante, tônica, hipoglicêmica.

Indicações: Depressão, diabete, fadiga, obesidade, pressão arterial.

Contraindicações/cuidados: Pode causar aceleração dos batimentos cardíacos.

Efeitos colaterais: Discreta diminuição da pressão arterial e bradicardia foi documentada em indivíduos saudáveis após o uso do infuso durante 30 dias (Kingdom, 1985). A administração de stevosídeo intravenoso em cobaias causou natriuremia.

Esse efeito e parcialmente dependente de prostaglandinas (Melis & Saninati, 1991). Outros estudos apontaram caliuremia em animais (Mauri, 1996).

Modo de usar:

Refrigerante para diabéticos: coloque 1 colher de sobremesa de folhas secas, bem picadas em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe e adicione o suco de 1 limão e gelo. Tome 1 copo, 2 vezes ao dia.

Diurético: Coloque 1 colher de café de folhas secas bem picadas e 1 colher de chá de folhas de abacateiro picada, em 1 xícara de chá de água em fervura, desligue o fogo, deixe em repouso por 15 minutos e coe em filtro de papel ou de pano. Tome 1 xícara e chá, 2 vezes ao dia, sendo uma no período da manhã e outra à tarde.


Dieta  de 21 dias