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FEDEGOSO GIGANTE

Cassia alata

Descrição : Planta da família das Fabaceae. Arbusto ereto e glabro, até 4m de altura (árvore de até 10 m em Java, segundo Hocheutiner); ramos vigorosos, estipulas lanceoladas, acuminadas, até 2cm; pecíolos fortes e glandulosos, folhas pinadas, grandes, de 30-90 cm de comprimento, ou ainda mais, compostas de 6-14 pares de folíolos curtíssimo-peciolados, ovais até oblongos, obtusos nas duas extremidades, de 5-17cm de comprimento, os dos pares inferiores, às vezes inequiláteros, membranosos, distintamente nervados, raque angulosa, pulverulenta, achatada na parte superior e com uma crista transversal saliente conecta aos folíolos opostos; flores grandes, amarelo-citrino, dispostas em racimos alongados nas axilas superiores ou no ápice dos ramos, sépalas de l cm, pétalas ovais de 2cm e brácteas cor de laranja; o fruto é uma vagem bivalve quase preta, coriácea, deiscente, tendo em toda a extensão longitudinal uma grande ala crenilada e muito saliente; sementes castanhas, comprimidas, achatadas, dispostas paralelamente aos septos. A infusão da raiz constitui um drástico poderoso, de bom emprego nas irregularidades menstruais e nas obstruções do fígado, considerada também anti-reumática, diurética e febrífuga; a decocção da planta inteira (a qual encerra tanino e ácido crisofânico) é muito recomendada na índia contra a picada das cobras e no México empregam-na para combater as afecções sifilíticas, parecendo que os antigos Aztecas já lhe reconheciam as virtudes; as folhas jovens (Folia Cassiae herpetica, das farmácias), além de purgativas, sucedâneas das da sona-verdadeira (Cássia acutifolia Del.), são diuréticas, febrífugas, e sudoríferas, empregadas topicamente, frescas e aquecidas ou secas e pulverizadas, para curar os dartros, a herdes, a sarna e outras doenças da pele, também úteis contra os antrazes e as úlceras; as sementes verdes são comestíveis (índia Holandeza) e torrefatas dão uma infusão idêntica à do café, considerada fortificante dos intestinos; as flores, também medicinais, são visitadas, no Pará, pelas mamangabas Euglossa pulchra Sm. e E. smaragdína Perty. Cosmopolita de larga distribuição geográfica no nosso Continente, assim como na África e na Ásia, entretanto, grandes autoridades acreditam que seja realmente indígena apenas na América.

Fedegoso Gigante

Habitat : É encontrada desde a Amazónia até Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Parte utilizada: Folhas, inflorescências, raízes.

Princípios Ativos: Princípios antraquinônicos. As flores são ricas em flavonóides e vitamina "C".

Propriedades medicinais: Amargo, diurético, febrífugo, laxante.

Indicações: Anemia, blenorragia, congestão do fígado, dispepsia, febre, febre tifóide, fígado, gonorréia, hemorróida, herpes, impingem, infecção, malária, pano branco, tratamento e prevenção da erisipela, sarna.

Contra-indicações/cuidados: Usar com cautela, sob recomendação médica, pois doses elevadas podem provocar nefrite aguda que pode ser fatal, em função das antraquinonas, especialmente em lambedores e xaropes caseiros feitos com as folhas.

Efeitos colaterais: O uso prolongado ou em altas doses pode entoxicar os rins.

Modo de usar: Brotos recém colhidos atritados sobre a pele: infestação da pele por bactérias e fungos, impingens, panos-brancos, herpes, sarna e outras afecções da pele, uma vez por dia, por uma semana; - refresco de uma inflorescência em 200 ml de água com açúcar, batido no liquidificador. Beber duas vezes por dia: hemorróidas; - decocção das raízes: forte ação purgativa, emenagoga e antifebril.




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