FENO GREGO

Trigonella fenum-graecum

Descrição : Planta da família das Leguminosas. Também conhecida como Alforfa. Planta anual, ereta cresce ate 60 cm de altura. Raiz longa, caule vigoroso, redondo e ereto ou inclinante e ramificado. Folhas pecioladas trifoliadas, foliolos oblongo-lanceolados, membranosos e levemente pubescentes. Longas flores solitaries ou em par na axila das folhas, quase sesseis. Corola amarela pálido ou brancas, corola grande, obtusa, redonda. O fruto e uma vagem longa, fina, pubescente, em formato de espada, com uma ponta longa e curvada, com 4 a 20 sementes achatadas, angulares, dividas em 2 metades por um sulco profundo, amarelo-amarronzadas e muito duras quando secas.

Parte utilizada: sementes.

Habitat: É comum do Mediterraneo a Índia e China, até a Etiópia e Turquia.

História: Foi usada como condimento na Europa por muitos séculos e ainda hoje e um ingrediente muito popular na Índia e Ásia; Fez parte de uma patente do século XIX contra dismenorreia e menopausa; Ja foi usado como substitute da insulina; Faz parte das farmacopeias ayurvedica e chinesa.

Propriedades : Laxante e emoliente.

Indicações : Em casos de anemia e inflamações em geral. Aplicada em forma de cataplasma , combate as hemorróidas. Um cataplasma feito do pó das sementes misturado com vinagre de maçã diluido é empregado para aliviar dores provocadas por gota, nevralgia, ciática, gânglios inchados e irritações da pele.

As irritações do estômago e dos intestinos são aliviadas coma ingestão de uma decocção das sementes.

As sementes germinadas do feno grego são uma valiosa contribuição à dieta de diabéticos, podendo ser ingeridas em sanduíches ou sopas. Devido a similariedade que possui com o óleo de fígado de bacalhau, tem sido usado no tratamento de raquitísmo.

Principios Ativos : ácido malônico, albuminas, carpaína, glicídeosluteonina, oligossacarídeos, proteínas, quercetina, trigogenina. Carbohidratos, (principalmente mucílagens galactomananas), prótidos, compostos fosforados (lecitina, fitina), colina, trigonelina, saponosídeos esteroídicos (diosgenina/yamogenina, fenogrequina), fitosteróis (colesterol, sitosterol), flavonóides (vitexina, saponaretina, trigonelina, homoorientina), ácidos graxos insaturados (oléico, linoléico, palmítico), traços de cumarinas, ferro, manganês, vitamina A, niacina, tiamina, riboflavina, traços de óleo essencial rico em anetol.

Contra-indicações/cuidados: gravidez, lactação. Controlar a glicemia de pacientes diabéticos insulinodependentes (pois reduz a absorção de glucídeos).
Na medicina tradicional chinesa: rins, dor abdominal ou testicular (que agrava com o frío), dor de hérnia, lombares e edemas nas pernas.


Modo de usar:

- infusão ou decocção de 0,5 g a 5 g de pó das sementes para 1/4 de litro de água, a tomar duas ou três vezes durante o dia. (O odor e gosto desagradáveis podem ser diminuídos pela adição de essência de hortelã ou de laranja).
- sementes moídas (diluídas em leite) em cataplasma s quentes: equimoses, inchaços e úlceras.
- decocção para uso interno: ferver 10 a 15 minutos uma colher de sopa de sementes em 400 ml de água, beber de manhã em gejum. Tomar de forma descontínua (semana alternadas).
- decocção para uso externo: aplicar em forma de compresas, colutórios, gargarejos, lavagens ou irrigações varginais.

Aromaterapia : hepatoregenerador e anti-oxidante.

Feno Grego

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Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.