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FIGUEIRA, COMO ÁRVORE MEDICINAL

Ficus carica

A figueira como planta medicinal, pode ser considerada um leve laxante e um auxiliar nos problemas respiratórios.

Descrição: Da família das Moraceae, também conhecida como figueira comum, figueira do reino, figueira da Europa, figueira de baco. (CARAUTA,28)

Árvore lenhosa, de madeira macia, que no estado selvagem alcança de 8 a 10 metros de altura.

As folhas são alternas, pecioladas, rugosos, estreladas com 5 a 7 lóbulos, de cor verde escura na face ventral e verde clara na parte dorsal.

As flores são bem pequenas e estão agrupadas em um receptáculo fechado, exceto na parte superior, onde estão contidas as flores masculinas e femininas.

Das femininas é que se desenvolvem os frutos, que são pequenos aquênios duros.

As partes comestível é o receptáculo que se desenvolve na intersecção das folhas, e tem o formato piriforme, de cor branco amarelado, roxo ou roxo claro, conforme a variedade cultivada, conhecidas como caprifigus (Ficus carica silvestri), figos de esmirra (Ficus carica smyrniaca), figos comuns (ficus carica hortensis) e figos de São Pedro (Ficus carica intermedia). (GOMES, 228)

Partes Utilizadas: Os figos e o látex.

Indicações: Prisão de ventre, esgotamento físico, faringite, bronquite e tosse seca.

Para uso externo, combate feridas infectadas, furúnculos, abcessos e fleimões dentários.

Plantio: Para obtenção das mudas devem ser utilizadas estacas de galhos, plantadas de junho a agosto.

Produz frutos a partir do primeiro ano após o plantio, e devem ser colhidos com os pedúnculos, quando estiverem maduros.

É cultivada em locais de invernos razoavelmente frios e não sujeitos a geadas.

A planta prefere solos sílicos argilosos, ricos em matéria orgânica, profundos e bem drenados.

Reproduz-se bem em regiões de planalto e nas montanhas.

Quando cultivada em pomar, deve ser podada para conservar a altura do arbusto.

Origem: É tido como nativo da região de Cária, no sudeste da Ásia, foi trazido para o Brasil pelos colonizadores.

Modo de conservar: Os frutos podem se consumidos, quando maduros, ou secos ao sol e guardados em sacos de pano.

As folhas devem ser secas ao sol e armazenadas em vidros bem tampados.

Figueira

Propriedades: Tônico, laxante suave, cicatrizante, emoliente, calmante.

Princípios Ativos: Açúcares, glicose, sacarose, proteínas, sais minerais, vitaminas e ácidos orgânicos, dentre outros.

Modo de Usar :

Alimentos restaurador de energias: Amasse 2 a 3 figos frescos e adicione o suco de 1/2 limão e mel. Coma em jejum, pela manhã.

Tosses; resfriados; gripes: Coloque 1 figo seco e 1 colher de sobremesa de folha seca picada em 1 xícara de chá de água em fervura, deixe ferver durante 5 minutos.

Coe e se quiser adicione mel. Tome 1 colher de sopa, de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Laxante suave: Coloque 1 figo seco em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos.

Desligue o fogo e deixe em repouso durante a noite. Na manhã seguinte, em jejum, beba o líquido ao gole e coma o figo.

Verrugas; calos; sardas : Extraia o látex branco que escorrer, quando colhido o cabinho e aplique 1 gota no local afetado, protegendo a pele ao redor durante a aplicação.

Neste tratamento, o local afetado não deve ser exporto ao sol, produz queimaduras.

Também é um fruto considerado sagrado para os judeus, sendo um dos sete frutos que crescem na terra prometida.

Curiosidade :

A figueira é a primeira planta descrita na bíblia, no livro do gênesis, quando Adão se veste com suas folhas ao notar que está nu. (BUNN, 251)

Bibliografia :

BUNN, Karl., Glossário da Medicina Oculta de Samael Aun Weor., Editora Samael Aun Weor, 2012.

CARAUTA, Jorge Pedro Pereira, Benjamin Ernani Diaz., Figueiras no Brasil., Editora UFRJ, 2002.

GOMES, Pimentel., Fruticultura brasileira., NBL Editora, 1972


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