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FOLHA DA FORTUNA

Bryophyllum pinnatum ou Bryophyllum calycinum

Descrição: Planta da família das Crassulaceae, folha da costa, coirama, coiraman branca, coirama brava, sempre viva, folha milagrosa, roda do fortuna, orelha de monge.

É uma planta sublenhosa, perene, carnosa, 1,5 de altura; caule de cor mais clara e os demais avermelhados; flores hermafroditas, tubulosas, penduladas, verde pálidas ou amarelo avermelhadas.

Partes utilizadas: Folhas frescas.

Habitat: Originária da África

História: É usada como uma panaceia pela população indígena e ribeirinha e na medicina tradicional de outras regiões brasileiras e de outros países ao longo do mundo há centenas de anos.

Propriedades: Emoliente, cicatrizante, anti-inflamatória.

Indicações: Coqueluche e demais afecções do aparelho respiratório. Tratamento de úlceras e gastrites. Seu principal uso é no tratamento de furúnculos e queimaduras.

Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis

Uso na gestação e na amamentação: contraindicada. É estimulante uterina. Não há Informações sobre seu uso na lactação.

Princípios Ativo: Mucilagens, taninos , ácidos gástricos, sais minerais e glicosídios.

Modo de Usar :

cataplasma - aquecer a folha e colocar sobre o local afetado no caso de furúnculos, em queimaduras ou outros ferimentos fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada.

Suco - bater no liquidificador 1 folha com 1 xícara de chá de água. Tomar 2 vezes ao dia, entre as refeições.

Contraindicações : Gravidez para pacientes com deficiência Imunológica.

Posologia: Adultos: Suco de 1 colher de sopa de folhas frescas centrifugado, 2 vezes ao dia em uso Interno para as principais indicações: 1 colher de sopa de folhas frescas amassadas em pilão e acrescentadas a 1 xícara de leite morno para tosses, até 3 vezes ao dia. Para úlceras estomacais e corno cicatrizante do aparelho gastrointestinal tomar 1 xícara 2 vezes ao dia, entre as principais refeições: 1 colher de sopa de folhas frescas amassadas em pilão, filtradas e acrescentadas a 1 colher de sopa de glicerina - pingar 2 a 3 gotas no ouvido dolorido 2 vezes ao dia: ou aplique em uma compressa sobre as áreas doloridas, 3 vezes ao dia; 3 a 6 colheres de sopa de folhas frescas amassadas em pilão até formar uma pasta, aplicadas topicamente para afecções da pele, durante 15 minutos, 2 vezes ao dia: 1 colher de sopa de folhas frescas em infuso em 1 xícara de água em uso interno para afecções urinárias, ingurgitamento dos vasos linfáticos e edemas dos membros Inferiores. Crianças tomam de 1./3 a I;, dose. de acordo com a idade

Interação medicamentosa: Pode potencializar o efeito de barbitúricos; Pode potencializar o efeito de glicosídeos cardiotônicos digoxina e digitoxina: Pode potencializar o efeito medicamentos imunossupressores. Pode potencializar o efeito dos depressores do SNC

Precauções: Evitar seu uso por longos penados por seu efeito imunossupressor.

Folha da Fortuna

Farmacologia: A planta é muito rica em princípios ativos: A folha contém um grupo de princípios ativos - bufadienólideos - que tem despertado grande interesse dos cientistas. São muito semelhantes e estruturam a atividade a outros dois cardiotônicos: digoxina e digitoxina que são usados no tratamento clínico da doença cardíaca congestiva e complicações. Eles demonstraram atividade antibacteriana, antitumoral, câncer preventivo e inseticida: A maioria dos usos tradicionais têm sido confirmados por pesquisas. O Uso tradicional para infecções internas e externas são comprovadas. As folhas são antibacterianas, antivirais e antifúngicas, comprovadamente in vitro contra staphylococcus, E. coli. shigella. bacillus e Pseudômonas. Inclusive uma linhagem multidroga resistente. Um extrato aquoso de folhas de Kalanchoe em uso tópico e interno, preveniu e tratou Leishmaniose em humanos e animais. O suco das folhas tem potente ação antihistaminica e antialérgica. Justificando seu uso tradicional em - afecções respira tonas superiores e tosses. Num estudo in vitro com cobaias o suco das folhas demonstrou capacidade de proteger de reações anafiláticas quimicamente induzidas e morte pelo bloqueio seletivo dos receptores de histamina do pulmão: Outro estudo in vitro confirmou o uso do extrato da folha em úlceras gástricas, protegendo cobaias de indutores de úlceras como stress, aspirina, etanol e histamina. Houve confirmação de efeito diaforético e efeito analgésico, anti Inflamatório e relaxante muscular: A ação anti-inflamatória é atribuída em parte aos efeitos imuno-moduladores e imuno-supressores documentados em pesquisa científica - extratos e suco da fruta suprimem reações imunológicas tanto desencadeadoras de resposta inflamatória quanto histamínica. Foram demonstrados efeitos sedativos e depressores do SNC em estudos com animais - o extrato das folhas aumenta os níveis do GABA (ácido gama-aminobutírico), neurotransmissor cerebral: Onde cresce a planta, há seu uso na medicina popular - com seus principais efeitos confirmados em pesquisas com cobaias, não é difícil entender o porque: Nas afecções respiratórias superiores, problemas gastrointestinais, infecções da pele, olhos e ouvidos é considerada uma "folha milagrosa": As pesquisas conduzidas com ratos provaram que a folha não apresenta toxidade com dosagens superiores a 5g/Kg de peso corporal o que equivaleria a mais de 300g para um adulto com 60Kg. Entretanto há alguns relatos de intoxicação e até morte de ruminantes (gado e caprinos) após a ingestão de grande quantidade de folhas e flores, cerca de 20Kg de peso corporal (em torno de 16Kg para urna vaca de 800Kg).


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