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GENCIANA

Gentiana lutea

Descrição: Da família das gencianáceas. De caule ereto e liso, de folhas grandes e ovaladas e flores amarelo vivo, dispostas ao redor da haste semelhantes a pequenos cilindros. Sua haste é reta, alcançando cerca de um metro de altura.

É também conhecida como Gencianela, com algumas das substâncias mais amargas do planeta, a genciana é considerada pela fitoterapia um amargo "puro".

Parte utilizada: Folhas, raízes.

Habitat: Nativa das montanhas europeias. Há centenas de espécies, pelo menos 20 na Europa, e algumas na China.

História: Planta usada há séculos como tônica digestiva bitter. Os extratos são usados em culinária, cosmética e em produtos para dependentes de nicotina. Faz parte da Farmacopeia Chinesa.

Origem: Alpes europeus.

Propriedades: É muito eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do intestino. Combate quadros febris e dores de origem reumáticas.

Indicações: É muito eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do intestino. Combate quadros febris e dores de origem reumáticas.

Gotas de tintura aliviam a má digestão nos idosos e convalescentes. Estimulam a atividade do fígado e do pâncreas e a libertação de suco gástrico que leva a um apetite mais saudável.

Uso pediátrico: Quase todas as indicações para adultos.

Uso na gestação e na amamentação: Não deve ser usada durante a gestação e a lactação.

Princípios Ativos: Possui o princípio amargo mais forte conhecido até o presente. Possui também fenóis, glicosídeos e pectina.

Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de úlcera gastroduodenal. Mulheres grávidas e lactantes e pessoas que sofrem de úlcera gastroduodenal, pessoas nervosas. Dose elevada, pode causar dor de cabeça e vômito. Nas lactantes o princípio amargo pode transferir-se para o leite materno.

Contraindicações: Gravidez e lactação: Úlceras gastroduodenais, síndrome de Zollinger-ElIison.

Posologia: Adultos: 3 a 12ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca ou 4g de erva fresca (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) de raízes em infuso ou decoto, conforme a parte usada, até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Extrato fluído: 20 gotas antes das principais refeições Crianças: Tomam de 1/6 até 1/2 da dose

Interação medicamentosa: Interferência no efeito dos antiácidos, H2 bloqueadores e inibidores da bomba de prótons; Aumenta o efeito sedativo dos barbitúricos e benzodiazepínicos se for uma formulação à base de álcool; Causa uma reação tipo dessulfiram em pacientes que usem cafalosporinas, metronidazol e dessulfuram; Aumenta os efeitos cerebrais do álcool.

Precauções: Pacientes com história de hiperacidez estomacal devem evitá-la; Não confundir com a vileta genciana.

Efeitos colaterais: cefaleia, dispepsia, náusea, vômitos.

Superdosagem: Irritação gastrointestinal.

genciana

Modo de usar:

- Extrato ou decocção ou infusão do chá das folhas e raízes: problemas digestivos, vermes intestinais, febre, dor reumática, gota, alergia, amenorreia, anemia, anorexia, indigestão crônica, circulação, resfriado, diabete, diarreia, esgotamento, flatulência, cálculo biliar, gastrite, azia, hiperglicemia, histeria, icterícia, náusea, escrofulose, vômito. Tomar meia hora antes das refeições. No caso de pó das raízes ou folhas tomar 1 g por dose. Decocção de 1 a 2 g de raiz seca de genciana. Deixar ferver por 5 a 6 minutos. Desligar o fogo, tapar e deixar esfriar. Tomar meia hora antes das refeições. Pode adoçar com mel.

Farmacologia: A principal característica da planta é seu extremo amargor. A amarogentina é um dos princípios ativos mais amargos conhecidos. A velocidade da desidratação da raiz afeta suas propriedades como tônico medicinal amargo. A secagem lenta permite a hidrólise enzimática gentiopicrina em gentiogenina e glicose, reduzindo a natureza amarga da planta. Os iridóides presentes na genciana foram analisados em várias modalidades de cromatografia. Os alcaloides piridícos, gentianina e gentiolutina são derivados dos iridóldes que aparecem durante o processo de extração. A farmacocinética e a distribuição do gentiopicrosídeo foi estudada em cobaias - sua absorção é rápida, a biodisponibilidade é baixa e a eliminação também e rápida; Sabe-se que os princípios amargos tomados antes das refeições aumentam o apetite e ajudam na digestão aumentando a produção dos sucos gástricos e da bile. As pesquisas não revelaram dados clínicos significativos sobre esta ação. A genciana provou exercer ação anti-inflamatória mensurável e atividade cicatrizante em animais. O gentiopicrosídeo relaxa a musculatura lisa, é coletérica e protege o fígado de agressões químicas. A amarogentina e 2 outros iridóides inibiram a topoisomerase da Leishmania. Outros componentes inibiram a MAO. Extratos de genciana têm ação carreadora de radicais livres. Os princípios amargos estimulam as papilas gustativas causando uma reação reflexa na secreção da saliva e suco gástrico.


Dieta  de 21 dias