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HERA TERRESTRE

Glechoma hederaceum

Planta conhecida desde a antiguidade, muito utilizada como desobristuente do fígado e um bom vermífugo.

Descrição : Da família das Labiatae, também conhecida como hera de São João e coroa da terra, correia de São João Batista e herazinha.

Planta herbácea rasteira, pequena e perene, com 10 à 30 centímetros de altura, raízes delicadas e fibrosas, flores azul violáceas, róseas ou esbranquiçadas, tem sabor amargo.

Com folhas dentadas triangulares, muito longinquamente semelhantes as heras propriamente ditas.

Possui flores são azuis com a tendencia de se tornarem violetas, (MOREIRA,199) que se abrem como pequenas cristas; a planta toda exala um cheiro forte, e o gosto é amargo.

Partes utilizadas : Partes aéreas floridas frescas e secas.

Para que serve : Vermes, desobstrução do fígado, inflamações na garganta. Utiliza-se em caso de tosse produtiva ou bronquite, nesse caso pode ser encontrada em forma de medicamento pronto pra uso. (TORQUATTO,67).

Habitat : É originária da Europa e Ásia Boreal (MARTINS,134), onde é comumente encontrada como planta silvestre. Ela cresce em locais pavimentados e nas paredes externas da casa.

História: É planta usada medicinalmente desde Galeno, na idade média foi considerada um símbolo da Virgem Maria, afirmava-se que uma coroa feita de hera- terrestre colhida na noite de Valburga concedia a capacidade de reconhecer as bruxas no dia seguinte. (LEXICON,109)

Propriedades : Tônico, béquico, anti-inflamatório, desobistruente, vermífugo, antiespasmódico, adstringente, diurética e antiescorbútica.

Uso pediátrico: Contraindicada.

Uso na gestação e na amamentação: Não há informações sobre sua farmacocinética nestas condições. os farmacologistas americanos a consideram contraindicada.

Princípios Ativo : Óleos voláteis: pinocarvona, mentona, pulegona, germacran B e D, cis-ocimeno; Sesquiterpenos: glechomafurano, glechomanolídeo; Ácidos graxos: ácido 9-hidroxi-1 O-trans, 12-cis-octadecadiendico; Derivados do ácido cafeico: ácido rosmárico; Flavonoides: cimarosideo, cosmosiina, hiperosídeo da isoquercetrina.

Hera Terrestre

Modo de Usar :

Infusão - 10 gramas da planta em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras de chá por dia, ou fazer gargarejos.

O leite preparado numa decoção de 50 gramas de hera, num litro, tomado durante a noite, à razão de uma xícara comum, é usado nos caos de bronquites.

Para lavar os olhos, faz-se uma infusão com duas partes de hera-terrestre, uma de celidônea e um pouco de mel.

Posologia: 2 g de planta seca ou 4g de planta fresca (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso ou decoto 2 a 3 vezes ao dia; 50g de folhas frescas, piladas ou vaporizadas em água quente para emplastros em áreas dolorosas; Infuso de 50g de folhas frescas em 250ml de água para compressas em áreas dolorosas.

Interação medicamentosa: Não deve ser usada concomitantemente com o poejo, o excesso de pulegona pode ser hepatotóxico.

Efeitos colaterais: Não há relatos em humanos, os animais em geral não a aceitam como forragem.

Em grande quantidade, a planta fresca é letal para cavalos.

Superdosagem : Não há relatos, em humanos. Em um estudo, ratos alimentados exclusivamente com a planta fresca morreram em 4 dias.

Farmacologia: o conteúdo de triterpenos é responsável pela ação anti-inflamatória; não foram encontrados relatos de pesquisas. Usada como adstringente, anti-inflamatório e descongestionante.

Toxicologia: Planta tóxica em uso interno.

Bibliografia:

LEXICON, Herder., Dicionário de símbolos - Editora Cultrix, 1998.

MARTINS, Ernane Ronie., Plantas Medicinais - Universidade Federal de Viçosa, Imprensa Universitária, 1994.

MOREIRA, Frederico., As plantas que curam: cuide da sua saúde através da natureza - Ryoki Inoue Produções, 1971.

TORQUATTO, Jonas., Fitoterapia, vantagens, riscos e ação dos fitoterápicos - Clube de Autores, 2009


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