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HERA

Hedera helix

Planta ornamental, originária da Europa, de longa tradição medicinal e religiosa, bem como referência em histórias mitológicas.

Descrição : Planta da família das Haraliaceae, também conhecida como hera inglesa, hera verdadeira, hera venenosa e hera europeia.

Arbusto trepador, com inúmeras raízes adventícias em seus longos ramos que se estendem pelo solo ou se apoiando em árvores e muros.

Folhas alternas, coriaceas, tri ou penta lobadas, muito decorativas.

Produz frutos que são comidos por certos pássaros,mas são tóxicos para seres humanos.

Parte utilizada: Folhas secas.

Para que serve: Celulite, úlceras, ferimentos, queimaduras, asma, bronquite crônicas (BALCH,63), celulite, laringite, hipertensão arterial, nevralgias, gota, escrofulose, ferimentos, reumatismo, neurites, feridas, úlceras, calos, hidrocefalias e convulsões de origem encefálica (PEÇANHA,104).

Habitat: É originária da Europa, Ásia, Norte Africano e llhas Canárias.

É encontrada como ornamental no Brasil, sendo combatida as vezes por sua agressividade pois compromete as estruturas de alvenaria e toma o solo, comprometendo a vegetação circundante.

História: E planta ligada a cultos religiosos na Grécia, Egito e Índia. Apesar do risco de sua utilização interna, costuma ser citada em compêndios de plantas medicinais. Costuma ser confundida, pelo nome, com outra espécie de hera, muito útil, quer e descrita a seguir.

Princípios Ativos: Ácido clorogênico, ácido fórmico, ácido hederotônico (1-12), ácido shikímico, ácidos terpênicos, hederacósido, hederina, hederosaponina, hederósido, hedrina, quercetina, rutina, sais minerais (iodo), sapogeninas e taninos.

Propriedades medicinais: analgésica, antiespasmódica, calmante, cicatrizante, estimulante, hidratante, lipolítica, vasodilatadora.

Uso pediátrico: Contraindicada.

Uso na gestação e na amamentação: Contraindicada.

Hera

Contraindicações/cuidados: O uso interno somente com acompanhamento médico. Contraindicado para: gestantes, lactantes, crianças e portadores de hipertireoidismo. As bagas contêm substâncias tóxicas que provocam vômitos e podem afetar as mucosas e as células dos rins e do fígado.

Efeitos colaterais: diarreia e vômito, pode provocar hemolise, irritação gástrica, excitação e estado febril. O uso externo prolongado pode levar ao aparecimento de dermatites.

Farmacologia: Seu amplo leque de princípios ativos, exerce ação no sistema cardiovascular e outras atividades orgânicas. A presença de iodo também exerce função ativadora do metabolismo basal; Consideramos mais útil a investigação de suas possíveis ações externas: A irritação cutânea provocada pela hera favorece a cicatrização de feridas crônicas e úlceras varicosas; As saponinas agem na permeabilidade celular ativando a micro circulação sanguínea, diminuem a sensibilidade dolorosa dos nervos periféricos, justificando seu Uso externo em nevralgias. Também drenam os líquidos acumulados pela celulite no tecido conjuntivo, descongestionando a área acometida; Não encontrados relatos de estudos clínicos comprobatórios.

Posologia: 50g de folhas frescas, piladas ou vaporizadas em água quente para emplastros em áreas dolorosas; Infuso de 50g de folhas frescas em 250ml de água para compressas em áreas dolorosas; O decocto de 50g de folhas secas produz um enxágue que escurece os cabelos; Com o extrato glicólico a 3-10% são fabricados shampoos, cremes, pomadas, loções e óleos de massagem.

Toxicologia: Planta tóxica em uso interno.

Superdosagem: O Uso interno, pode provocar hemólise. irritação gástrica, excitação e estado febril.

Interação medicamentosa: A hederina tem propriedades hemolíticas, portanto interferirá com os mecanismos de coagulação sanguínea e medicamentos a ela associados. Esta é razão suficiente para que seu uso interno não seja estimulado.

Bibliografia:

1 - Flora do Estado de Goiás: Coleção Rizzo, Volumes 1-10., UFG Editora, 1981

BALCH, James F., Tratamentos naturais: um guia completo para tratar problemas de saúde com terapias naturais - Gulf Professional Publishing, 2005.

PEÇANHA, Dr. Paulo Cesar., Homeopatia Da Criança e do adolescente - Clube de Autores, 2007

Dieta  de 21 dias