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HORTELÃ MIÚDA

Uma erva de uso milenar na medicina popular, principalemnte em casos de má digestão e verminoses.

Mentha villosa

Descrição : Planta da família das Lamiaceae, também conhecida como hortelã da horta, hortelã de cavalo, hortelã cultivada, hortelã de panela e hortelã chinesa.

Esta erva perene bem conhecida é um membro prototípico da família da menta. Como todas as mentas, possui um caule quadrangular, de cor púrpura esverdeada, e com folhas verde claras e verde escuras, e flores de cor púrpura a lilás.

Esta erva aromática possui folhas ovais lanceoladas e serradas que geralmente chegam a medir entre 30 e 60 cm de altura. A planta geralmente é estéril e é proliferada por meio de mudas. Uma variedade de tipos de hortelã existem e são cultivados no mundo inteiro. O óleo farmacêutico é derivado de 2 variedades de hortelã; branca (folhas verde claras) e preta (com folhas verde escuras). Este óleo não é ser confundido com o óleo de hortelã Japonês, que é similar em odor mas é derivado de uma espécie diferente.

Indicações: Auxiliar da digestão, combate à vermes, síndrome do intestino irritável, afecções gastrintestinais; Preparações comerciais para infecções respiratórias, chicletes, cigarros, colutórios, pasta de dentes, anestésicos tópicos e antipruriginosos.

Habitat: Originária da China, Japão e Europa temperada.

História: Foi inicialmente descrita na Inglaterra em 1696, e a seiva e seu óleo foram usados na medicina tradicional Oriental e Ocidental desde muito cedo para uma infinidade de indicações, a maioria delas em voga até hoje.

Parte utilizada: Folha e ramos.

Plantio : Multiplicação: reproduz-se por estacas (ramos), principalmente; Cultivo: tolera climas diversos. O plantio pode ser feito o ano todo. Tolera solos ácidos, mas produz muito em solos orgânicos. A irrigação deve ser frequente. O espaçamento deve ser de 30 cm entre as plantas; Colheita: colhe-se o ano todo, seis meses após o plantio. As folhas devem ser usadas preferencialmente verdes.

Propriedades medicinais: analgésico, anestésico, sedativo. condimento, flavorizante, antiespasmódico, antisséptico no tratamento do câncer.

Princípios ativos: Óleo essencial: + de 100 componentes, especialmente o mentol, mentona, acetato de mentile pulegona;, presente em várias formas na hortelã, não deve exceder uma concentração de Substâncias amargas; Ácido cafeico; Flavonoides; taninos .

Hortelã
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Contraindicações/cuidados: o óleo de hortelã não deve ser administrado a pacientes com refluxo gastroesofageal ou úlceras gástricas ativas, pois o óleo diminui a pressão esofageal do esfíncter. O óleo de hortelã também não deve ser aplicado no rosto, especialmente sob o nariz de crianças ou de infantes. Os tabletes com revestimento entérico não são recomendados para o uso em crianças com menos de 8 anos de idade.

Efeitos colaterais: O mentol, o componente principal do óleo de hortelã, pode causar reações alérgicas (por exemplo, dermatite de contato, fogachos, dor de cabeça) em determinados indivíduos.

A reação do teste de contato ao mentol ou ao óleo de hortelã pode ocorrer em até 6 a 14 dias após a aplicação. Os sintomas da sensibilidade e ulceração de contato com produtos orais que continham mentol hortelã melhoraram com a descontinuação destes produtos; Cápsulas do óleo de hortelã com entrega demorada causaram uma sensação de ardência durante a defecação devido ao mentol que não foi absorvido e por isso foi evacuado através do ânus. A perda da libido em homens, seguida do consumo do chá de hortelã foi relatada.

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Toxicologia: Como as outras mentas das quais o mentol é derivado como um extrato da planta, a hortelã-pimenta é geralmente considerada segura para o consumo humano como um condimento ou flavorizante. Ratos alimentados com o óleo de hortelã em doses diárias de até 100 mg, durante 28 dias desenvolveram lesões cerebrais dependentes da dose.

Um estudo similar com duração de 90 dias demonstrou uma patologia idêntica, com nenhuma agravação adicionai dos espaços parecidos com cistos no cerebelo. Estes efeitos foram similares em natureza à neuropatia induzida pelo composto hexaclorofeno, e foi atribuído ao componente pulegona do óleo de hortelã.

Entretanto, doses de alta magnitude seriam consideradas um overdose do óleo. Um caso de delírio resultou da intoxicação pela ingestão oral do produto tópico Metholatum, ingerido por uma mulher com alcoolismo crônico. Hospitalização da paciente foi necessária.

O quadro de delírio também foi observado em um homem, também com alcoolismo crônico, após uma possível ingestão oral de um analgésico tópico contendo mentol /álcool. Edema pulmonar e ferimento agudo do pulmão ocorreram em um paciente após uma injeção intravenosa de óleo de hortelã. O óleo de hortelã não deve ser administrado a pacientes com refluxo gástrico ou úlcera gástrica ativa, pois os sintomas podem ser exacerbados. O óleo pode reduzir a pressão do esfíncter esofágico e contribuir para o refluxo gastroesofágico.

O óleo de hortelã não deve ser aplicado ao rosto, especialmente em baixo do nariz de crianças ou infantes. A aplicação da pasta contendo mentol às narinas de um infante para o tratamento dos sintomas do resfriado causou o colapso imediato da criança. As preparações com revestimentos entéricos não foram estudadas em crianças menores de 8 anos de idade e não são recomendadas para o uso em crianças muito jovens.



Superdosagem: Após a ingestão de 40 gotas do óleo de hortelã, um paciente que não tinha nenhuma alergia conhecida relatou queimaduras na mucosa e edema da língua e da cavidade oral. O consumo excessivo de balas e doces com sabor de menta causaram a estomatite com hipertrofia papilar oral.

Posologia: As preparações culinárias envolvem o uso da erva como condimento, ad libidum; O chá, tradicional em tantas culturas e para as mais diversas afecções é em dose usual: 1 colher de sopa de erva fresca (4g) ou seca (2g) para cada xícara de água; O óleo de hortelã foi usado como um carminativo em estudos clínicos em doses de 0,1 a 0,24 ml.

Doses do óleo de hortelã, de até 1200 mg em tabletes com revestimento entérico foram usados em IBS30, 40ml do óleo foram adicionados à suspensão de bário, e 8ml do óleo foi também administrado intraluminamente durante a colonoscopia; Por causa da habilidade do óleo em relaxar o músculo liso gastrintestinal, pacientes com hérnia de hiato podem experimentar uma piora dos sintomas ao ingerir preparações contendo hortelã-pimenta; As cápsulas com revestimento entérico, devem ser engolidas inteiras e não esmagada, quebrada, ou mastigada porque o óleo da hortelã-pimenta pode irritar a boca, o esôfago, e o estômago. Os tabletes devem ser ingeridos entre 30 a 60 minutos antes das refeições, com o estômago vazio.

Interação medicamentosa: Cafeína; A absorção de uma única dose de 200mg de cafeína foi mais demorada com a presença de 100mg de mentol em voluntários saudáveis; Felodipino; O óleo de hortelã pode influenciar o metabolismo do felodipino através da inibição da enzima CYP-P450 3A4, elevando as concentrações plasmáticas do felodipino e aumentando as suas reações farmacológicas e adversas.

A presença de 600 mg de óleo de hortelã em água aumentou a área sobre a curva do felodipino em 40%. Entretanto, um estudo sobre o efeito do mentol não mostrou nenhum efeito na farmacocinética do felodipino em adultos saudáveis; Sinvastatina; O óleo de hortelã pode influenciar o metabolismo da sinvastatina através da inibição da enzima CYP-450 3A4, elevando as concentrações plasmáticas da sinvastatina e aumentando suas reações farmacológicas e adversas. A presença de 600 mg de óleo de hortelã em água aumentou a área sobre a curva da sinvastatina em 30% em voluntários saudáveis; Ciclosporina; Uma redução nos níveis de ciclosporina foi relatado em um paciente que estava consumindo um chá verde contendo hortelã e outras 8 ervas.



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