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HORTELÃ ROMANABalsamita major
Descrição : Plantas da família das asteacea, também conhecida como balsamita e folha da bíblia.
A hortelã romana é uma planta robusta e anual que gosta de solos secos e cuja altura varia entre 70 e 90 cm. As folhas ovais, verde-pá-lidas, são rígidas e levemente serradas. As flores pequenas, amarelo-esverdeadas, não são bonitas. Por ocasião da floração, a planta enfeia, dando a impressão de maltratada; se cultivada na sombra, ela não floresce e se mantém bonita. Como sua propagação se dá pelo crescimento das raízes, é melhor podá-las antes da floração. No século XIX, a hortelã-romana, combinada com a lavanda, era muito usada para perfumar roupas de cama e mesa. Quando a hortelã-romana chegou à Nova Inglaterra, ganhou um novo nome: "folha-de-bíblia". Os cidadãos usavam-na para marcar a página da Bíblia a ser lida no culto dominical, e quando o sermão do pastor se estendia demais, eles as mascavam para afastar o sono. Parte utilizada: Folhas. Origem : Nativa do Oriente, a hortelã-romana hoje é encontrada em praticamente todos os países do mundo. Ela foi introduzida na Inglaterra no início do século XVI e chegou aos Estados Unidos pelas mãos dos primeiros colonizadores. O auge de sua popularidade ocorreu no século XVII, quando Gerard escreveu: "Ela cresce em abundância em todos os jardins". No século XX, todavia, tornou-se rara nos lares ingleses e americanos. Propriedades medicinais: A hortelã-romana, que tem propriedades digestivas e anti-sép-ticas, combina bem com outras ervas no preparo de chás que tanto podem ser usados como uma bebida saborosa ou como remédio preventivo. Indicações: O chá medicinal resultante da planta é amargo, por isso o tempo de infusão não deve ser de mais de cinco minutos. O Green's Universal Herbal (1532) aconselha seu uso em "distúrbios do estômago e da cabeça", e outros compêndios, igualmente antigos, dizem que "ela alivia gota, ciática e dores semelhantes". Para esse tratamento, deve ser mergulhada em azeite de oliva ou óleo de açafrão por quatro dias. Depois de coado, o óleo é usado em aplicações locais. Contra-indicações/cuidados: Não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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