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IPÊ PRETO

Tabebuia avellanedae Lorenz

Bonita árvore de coloração roxa, nativa da América cuja a beleza não tem rivais nas matas brasileirase muito utilizada em casos de inflamações como artrite.

Descrição Botânica: Árvore da família das bignoniaceae, também conhecido como ipê-roxo, lapacho ou pau d`arco.

Espécie majestosa de até 20m de altura, com tronco rugoso, pardacento, o cerne do tronco tem cor avermelhada.

As folhas são caducas, e as flores aparecem antes do ressurgimento das folhas, palmatilobadas, opostas, pecioladas, serreadas, com 5 folíolos pubescentes, inteiros, oblongos, verde-escuro.

As flores de campanuladas, roxo-violáceas, de cálice piloso, reúnem-se em belos cachos terminais que revestem todos os ramos desfolhados.

A beleza de um ipê-roxo florido não . O fruto é uma vagem com sementes aladas.

Partes utilizadas : Casca, cerne e flores.

Habitat: América tropical, do México à Argentina, estando no Brasil a maior concentração.

Indicações e Usos: Úlceras gastro-entéricas; úllceras varicosas, hemorróidas, feridas infectadas: dermatoses, pruridos, coceiras, escrofulose, eczemas, escabiose, psoríase. impingem.tumores; leucorreia, blenorragia ; Inflamações artríticas, diabetes; Nefrite, cistite, prostatite; Inflamações da gengiva e da garganta. estomatite, aftas, herpes labial; Antitumoral, imuno-estimulante, citostático; Neoplasias; Afecções hepáticas e cardíacas:

Uso empírico no Mal de Hodgkins e Mal de Parkinson; anemias, analgésico.

História: Muitos anos a casca dessa espécie tem sido utilizada como medicamento por indígenas da América, entre esses índios estão os do Brasil, Paraguai e Argentina, esse uso é de mais de 1.000 anos. Inclussive os Incas, Tupinambás, Quechua e Aymorés.

Uso pediátrico: dermatoses, pruridos, coceiras, eczemas e também como antitumoral, imuno-estimulante e citostático.

Uso na gestação e na amamentação: Não existem relatos de contraindicação a amamentação; Não deve ser usada durante a gestação, a planta tem efeito citostático,

Contraindicações: Gestantes.

Posologia:

Adultos: até 15ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água como depurativo do sangue em afecções da pele, dores reumáticas, edema dos pés e como anti-tumoral, imuno-estimulante e analgésico, em Uso interno.

Crianças: tomam de 2,5 a 7,5 ml de acordo com a idade: A mesma tintura pode ser diluída em água a 50% para Uso tópico em feridas; 3g de cascas reduzidas a pó para cada xícara de água fervente, 3 vezes ao dia como depurativo do sangue, antitumoral e analgésico e nas úlceras varicosas em uso interno.

Crianças: tomam de 1/3 a % dose. 5g de flores frescas (3colheres de sopa) maceradas em pilão para infuso em 1 xícara de água acrescida de 3 colheres de mel para compressas e para pincelar as mucosas da boca Crianças tomam banhos com 1/3 ou Y2 da dose, de acordo com a idade.

Interação medicamentosa: As cumarinas potencializam a ação de anticoagulantes.

Precauções: Planta de amplo espectro de ação, especialmente em doenças graves e deverá ser usada com orientação de profissional competente - jamais em doenças curáveis por outros vegetais menos potentes.

Propriedade: diurético, depurativo, adstringente, hemostático, imuno-estimulante, expectorante, antitumoral. anti-inflamatório, fungicida, bactericida, antivirótica, anti-infeccioso, antidiarreico, febrífugo, cardiotônico, sedativo, analgésico.

Princípios ativos: Cumarinas; Flavonoides: incluindo um corante amarelo; taninos : Saponinas: Resinas: Naftoquinonas: xilodoína; Um antibiótico natural: lapachol, a-lapachol, B-lapachol, c1oro-hidrolapachol: Sais minerais: silício, cálcio, ferro, cobalto; Vitaminas.

Farmacologia: Os antibióticos naturais e as antraquinonas, seus princípios ativos mais importantes, se encontram no corante amarelo existente no cerne do tronco, sendo hidro e álcool solúveis. São eles que conferem as atividades antineoplásica, antitumoral, antigoagulante, antimalárica e analgésica; Pesquisas sobre esta e outras espécies com feitos contra o câncer, AIOS e outras doenças graves tem sido conduzidas no Brasil pela equipe da Central Sulamericana para o Desenvolvimento de Novas Drogas Anticâncer no Hospital das Clínicas da UFRS por Schwartsmann,G. e cols., Centro pluridisciplinarde Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas - SP por Carvalho, J. E e cols: Elizabetsky, E. do Instituto de Biociências da UFRS. Sertié, J.A. da Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Há inúmeras pesquisas sobre plantas medicinais que foram desativadas, patrocinadas por laboratórios farmacêuticos e também outros inúmeros pesquisadores estrangeiros que percorrem florestas, rios e regiões rurais brasileiras em busca de informações empíricas sobre nossa flora para direcionar as pesquisas estrangeiras para a produção de medicamentos à base de uma das culturas populares mais ricas e a maior reserva de plantas medicinais do planeta: A entrecasca é depurativa poderosa, inclusive para a sífilis.

Toxicologia: Não há relatos de efeitos tóxicos associados a seu Uso, dentro das doses terapêuticas descritas.



ipê roxo

Bibliografia:

BALCH, James F. - Tratamentos naturais: um guia completo para tratar problemas de saúde com terapias naturais - Gulf Professional Publishing, 2005.

CAVALCANTI, Rogério. Plantas da Amazônia -2. Edição, Rio Branco/AC, Clube dos Autores, 2007. Página 141.

STOOKER, Richard. Vencer a Gripe, Proteja a sua Família -Babelcube Inc., 2014.

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