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JABORANDI DO NORTE

Pilocarpus pennatifolius

Essa planta é muito utilizada como tônico capilar, por possuir diversar substâncias medicinais, a mais importânte é a policarpina.

Descrição : Arbusto da família das Rutáceas, que pode atingir até 1,5 m de altura. Suas folhas estão repletas de pequenas bolsas secretoras que quando esfregadas soltam um cheiro semelhante ao da laranja. É também conhecida como Jaborandi-verdadeiro. A reprodução é feita pro sementes, em clima tropical e em solo arenoso. No início da floração colhem-se as folhas próximas aos cachos de flores. No Brasil existem várias espécies de jaborandi, todas medicinais, sendo que a que tem maior valor de policarpina.

Parte utilizada: Folhas, raízes.

Modo de Conservar : Se não forem consumidas frescas, as folhas devem ser secas à sombra e em local ventilado. Guardar em recipientes de vidro bem tampados, sacos de papel ou de pano.

Origem : América do Sul, especialmente do Paraguai e norte e nordeste do brasil, ocorrendo principalmente nas encostas pedregosas entre os estados do Piauí, Maranhão, Paraíba e da Amazônia.

Essa planta já era utilizada pelos nativos antes do explorador europeu cehgar no Brasil. Gabriel Soares de Souza, em1570, notou que os índios guaranis utilizavam a planta para tratar úlceras bucais e também como antídoto para vários tipos de veneno.

Princípios Ativos: 2-undecanone, alfa-pineno, isopilocarpidina, isopilocarpina, isopilosina, jaborine, jaborandine, jaboric, limonene, myrcene, ácido pilocarbic, pilocarpidina, pilocarpina, pilosina, sandaracopimaradiene, vinyl-dodecanoate. - folhas: pilocarpina, pilosina, pilocarpidina; - óleo essencial: metilnonilchetone, eptilmetilchetone.



Propriedades medicinais: Antiglaucoma, anti-inflamatória, deprimente cardíaca, diaforética, diurética, emético, expectorante, febrífugo, promotor de salivação, promotor de suor, sialogoga, sudorífico.

Indicações: Asma, boca seca, bronquite, caspas, caxumba, desordem ocular, diabete, difteria, edema, glaucoma, gripes, hemorragias, hepatites, hidropisias renais, insuficiência urinária, intoxicações urêmicas, laringite, leucorreia, nefrite, paralisias renais, pleurisia, pneumonia, queda de cabelo, reumatismo, seborreia. A pilocarpina pode aumentar secreções como suor e a saliva.

Vista parcial da árvore Jaborandi do norte, com flores e folhas.

Modo de usar:

Gripes; bronquites agudas; pleurisia; nefrite crônica; nevralgias, reumatismo e gota : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de chá de folhas picadas e adicione a água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, de manhã e outra à tarde.

Gripes; bronquites agudas; pleurisia; nefrite crônica; nevralgias, reumática e gotosa : coloque 2 colheres de sopa de folha picadas em 1 xícara de chá de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 colher de café, diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia.

Expectorante : coloque 1 colher de chá de folhas bem picadas em 1 xícara de café de água fervente. Abafe e deixe em repouso por 10 minutos. Coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar cristal. Leve ao fogo brando somente para derreter o açúcar. Tome 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Tônico capilar : em um recipiente, coloque 2 colheres de sopa de tintura de jaborandi, 1 xícara de café da tintura de quina, 1 xícara de café de run e 1 colher de sobremesa de óleo de rícino. Misture bem, até obter um líquido homogêneo. Agite antes de usar, para que o óleo se incorpore aos demais ingredientes. Aplique no couro cabeludo, massageando bem, um pouco antes de lavar a cabaça com água morna. Faça aplicações, 2 vezes na semana.

Farmacologia:

A pilocarpina ( substância ativa ) é destruída com a ebulição, devendo ser utilizado a maceração ou infusão; como a jaborine, no organismo, tem efeito antagônico ao da pilocarpina, o uso interno, da mesma, é mais seguro em forma comercial (purificada), sob acompanhamento médico; O uso interno de macerado ou infuso só deve ser praticado com acompanhamento médico.

O foi petenteado em 1991 pela empresa farmacêutica Merk, a Merck detem a patente sobre o isolamento dos cristais de policarpina à partir dessa planta.



Bibliografia:

_Floresta, Volume 36,Edições 1-2 - Centro de Pesquisas Florestais., 2006

BARBIERI, Samia Rogers Jordy., Biopirataria e Povos Indígenas - São Paulo, 1. Edição, Leya, 2014.

BARROS, José Flávio Pessoa de. A floresta sagrada de Ossaim: O segredo das folhas - Pallas Editora, 2015.

CAVALCANTI, Rogério. Fitodontologia - 1. Edição, Rio Branco/AC, Clube dos Autores, 2013. Página 167.

LORENZI, Harri, Francisco José de Abreu Matos., Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas - Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2002. Página 538.

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