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JARRINHA

Aristolochia cymbifera

Um planta abundante em grande parte do território brasileiro, é uma das ervas mais curativas que existem, utilizada muitas enfermidades como gota, feridas e até convulsões.

Descrição : Da família das Aristolochiaceae, também conhecida como capa-homens, cassaú, cassayú, cassa-yú, cipó-mata-cobras, cipó-mil-homens, jarrinha, jarro, mil-homens, papo-de-peru, papo-de-galo, raiz-de-mil-homens.

Planta volúvel, herbáceaou lenhosa, trepadeira sem gravinhas. As folhas são orbiculares, reniformes e de pecíolo longo com estípulas. As flores são solitárias, uniflores, grandes e de odor desagradável, próprio para atrair insetos, principalmente as moscas varejeiras e outros, que são agentes polinizadores. O fruto é uma cápsula que se abre formando uma cesta com numerosas sementes. Elas são liberadas com o vento ou quando o fruto apodrece. Reproduz-se por sementes ou por estacas de galho. Sendo uma planta invasora, desenvolvendo-se em todo tipo de solo, em clima tropical.

Parte utilizada: caule, rizoma, raízes, parte aérea.

Indicações: Afecções da vias urinárias, afecções nervosas, amenorreia, asma, ataques nervosos, cicatrização de feridas, convulsão histérica, convulsões epilépticas, diarreia rebeldes, dispepsia, dormência, engorgitamentos dos testículos, enxaquecas, estimular a menstruação, febres intermitentes, flebites varicosa, flatulência, gangrenas, gota, hemorroida, hidropsia, histerias, neurastenia, nevralgias, orquites crônicas, paralisia, picada de cobra, picada de inseto, prostatite, reumatismo, sedativo nas histerias, úlceras, varizes.

Origem : Brasil, é encontrada principalmente das Guianas até os estados de Minas Gerais e São Paulo.

Modo de Conservar : Os caules fatiados em pedaços pequenos, bem como as folhas, devem ser secos ao sol. Armazenar em sacos de papel.

Plantio : Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas de raízes ou rizomas;

Cultivo: planta brasileira que ocorre do Amazonas até São Paulo. Não tem preferência por solos. Seu plantio pode ser feito a qualquer época do ano, mas prefere o início da primavera. O espaçamento é semelhante ao descrito na abutua, por ser uma planta trepadeira, onde se usa principalmente a raiz e o caule (cipó);

Colheita: colhem-se principalmente as raízes e parte do caule próximo às raízes. Também pode-se usar as folhas verdes ou secas

Princípios Ativos: amido, mucilagem, óleo resinosa, substância amarga, sais inorgânicos, tanino.

Propriedades medicinais: anti-hemorroidal, diaforético, diurético, emenagoga, estimulante, tônico.

Flor da Jarrinha

Contraindicações/cuidados: em doses elevadas produz efeito drástico e vomitivo, "embriaguez aristolochica" (náuseas, dejeções iterativas, sem que as fezes sejam líquidas, pulso frequente e cheio, sono agitado e perturbações da inteligência). Pode ser abortiva.

Modo de usar:

- As raízes no século XIX, reduzida a pó era empregada na dose de 0,50-1 g. Para adulto, três vezes ao dia.

- A infusão de 6-8 grs para 300 ml de água fervendo é empregada aos cálices ou as colheres

- A alcoolatura feita com uma parte de raiz fresca para duas de álcool de 40ºC, e a tintura de uma parte de raiz ou de rizoma seco reduzido a pó grosso para 5 de álcool de 36C, depois de macerado 6 dias emprega-se na dose de 1-12 g por dia, em água pura ou açucarada.

- A tintura etérea preparada com uma mistura de álcool e éter sulfúrico, é usada na mesma dose.

- O extrato alcoólico é usado na dose de 5 centigramas até 1g, algumas vezes ao dia, em pílulas ou em porções.

- O vinho é preparado macerando-se 30-60 g de raiz em pó com 1 litro de vinho branco ou com 50 g de extrato fluído para 950 ml de vinho, usado na dose de 4-6 cálices por dia.

- A infusão fraca das folhas frescas é usada em loções nas oftalmias.

- Na mordedura de cobras dá-se o suco das folhas ou das raízes frescas, na dose de 1 cálice de hora em hora ou de ½ em ½ hora conforme a gravidade da intoxicação ofídica, aplicando-se também no local da mordedura um cataplasma feito com as folhas contusas ou suco da raiz o que produz cura quase momentânea.

- A tintura tem efeito excelente na malária, faz cessar as febres, desperta o apetite e combate a discrasia consecutiva aos efeitos da malária. No caso das febres intermitentes emprega-se a tintura na dose de 3 colheres das de chá por dia, em um cálice de água açucarada.

- Como tônico, a tintura é usada na dose de 1-2 g. De manhã, meio dia e a noite, em um pouco de água com açúcar.

- Extrato fluído até 3 g.

- Infusão 10:150, em 4 doses por dia;

- tintura a 1:5 cc álcool a 60C; dose até 8 g nas 24hs.

Bibliografia:

_Livro verde das plantas medicinais e industriais do Brasil: Descrição das plantas medicinais, industriais, comestiveis, tóxicas e venenosas; suas curiosidades históricas e lendas, Volume 1 - Velloso, 1965.

LORENZI, Harri, Francisco José de Abreu Matos., Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas - Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2002. ISBN 85-867414-18-6. Página 78.

JÚNIOR, Ademir Barbosa., Guia Prática de Plantas Medicinais, descubra o que os vegetais podem fazer pela sua saúde- Universo dos Livros Editora, São Paulo, 2005 , Página 17


Dieta  de 21 dias