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JUÁ

Ziziphus joazeiro

Descrição : Planta da família das Rhamnaceae, também conhecida como joá, joazeiro, juá-de-espinho, juazeiro, jurubeba, jurupeba, raspa-de-juá, juá-fruta, enjuá, enjoaá, juá-mirim, laranjeira-do-vaqueiro. Joazeiro.

Árvore alta, de até 10m de altura, muito bonita, frondosa, espinhosa. Esgalhada desde o solo, produzindo sombra para o gado e para o homem do sertão.

Folhas coriaceas, lustrosas, elípticas; Flores pequenas, axilares, em caches, amarelo-esverdeadas, em formato de estrela.

O fruto e globoso, amarelo, comestível com pedúnculo orlado, lembra uma pitomba, porem menor, branco por dentro, doce, com 1 semente dura que se parte em duas metades.

Conserva-se verde durante as secas, cresce lentamente e vivem mais de 100 anos.

Ha mais de 100 espécies e aparece em todas as regiões tropicais do mundo, sendo estas especies tansagem utilizadas na medicina popular de todos os países onde cresce.

Parte utilizada: Folhas, frutos, casca, raiz.

Habitat: E native da caatinga nordestina. Aparece em Reader secas da Argentina, Bolívia, Paraguai.

História: Árvore muito respeitada pelos caboclos, serve de alimento para o gado na seca, fornece frutos para alimentação humana, medicamento e madeira muito durável para a movelaria, cabos de ferramentas agrícolas, entalhes e carvão.

Princípios Ativos: Ácido betulínico, ácido oleamólico, amido, anidrido fosfórico, cafeína, celulose, hidratos de carbono, óxido de cálcio, proteína, sais minerais, saponina, vitamina C.

Propriedades medicinais: Adstringente, anti-inflamatória, antigripal, caspa, cicatrizante, desopilante, expectorante, favorece o crescimento e evitar a queda dos cabelos, febrífuga, higienizante, sudorífero, tônico capilar. Frutos: ricos em vitamina C.

Juazeiro

Indicações: Caspa, febre, gengivite, má digestão, mal do estômago, órgãos sexuais, placa bacteriana, queda de cabelo, vias urinárias.

Uso pediátrico: Contraindicada

Uso na gestação e na amamentação: Contraindicada por seu conteúdo de saponinas.

Contraindicações/cuidados: Gestantes, nutrizes e crianças. Por conter saponina, a planta é considerada tóxica e deve-se ter cuidado em seu consumo.

Modo de usar:

- fitocosmética (fabricação de): shampoos, loções (doenças de pele), produtos de higiene bucal;

- decocto de folhas e entre cascas: lavar o couro cabeludo, gargarejo (gengivite etc.), males do estômago;

- decocção da raiz: má digestão, febres e problemas nos órgãos sexuais e das vias urinárias.

- frutos consumidos “in natura” ou na fabricação de geleias e doces.

Farmacologia: A saponina encontrada nas cascas é responsável pela espuma e pela sua alta capacidade de limpeza.

Por isso é usada na fabricação de sabonetes e shampoos.

O juazeiro é uma boa fonte de ácido betulínico assim como 3 esteres derivados somente encontrados nele até agora.

O ácido betulínico é reconhecido há muito tempo como possuidor de atividade antibiótica moderada e atividade anticancerosa.

Mas a descoberta de seus 3 esteres derivados no juazeiro revelaram agentes bactericidas potentes; Hoje em dia há pesquisas sendo realizadas com o ácido betulínico para tratamento e prevenção do melanoma humano; Em um estudo clínico in vivo com cobaias marcadas com melanomas humanos, o ácido betulínico inibiu completamente o crescimento do tumor e sem toxidade; Em outro estudo in vitro o ácido betulínico inibiu a cultura de um carcinoma humano de boca e linhagens de células de melanoma humano; Embora o mecanismo não seja ainda conhecido, foi comprovada sua eficácia para febres em geral; Cientistas brasileiros validaram seu uso como bactericida.

E demonstraram sua atividade anti-inflamatória. E mais, o extrato da folha cura e previne as infecções bacterianas secundárias causadas pelo bicho-geográfico.