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JURUBEBA VERDADEIRASolanum paniculatum
Descrição : Da família das Solanaceae.
Também conhecida como juribeba,
juribebe, juripeba, jubeba, jupeba, jurubeba-branca,
jurubeba-verdadeira, jurubebinha, jurupeba, jurumbeba, juvena, juuna,
jurubeba (inglês, espanhol, francês), giurubeba (italiano). Arbusto de até 3 metros de a;ltura, apresentando espinhos curvos no tronco e nos ramos. As folhas são alternas, pecioladas e inteiras, lisas na parte superior e com minúsculos acúleos brancos na parte inferior. As inflorescências nascem nas laterais dos ramos ou em suas extremidades, formando belos buquê de coloração branca até a azulada ou roxa, com estames porosos, de cor amarela. Os frutos são bagas arredondfadas, contendo muitas semntes. A planta toda apresenta um sabor muito amargo. Reprodu-z-se por semntes ou pelos brotos que nascem nas raízes laterais, que se propagam horizontalemnte sob o solo, e que vão a vários metros da planta-mãe. Prefere solos arenoso, e por ser uma plnata muito resistente, não necessita de muitos cuidados para o seu cultivo. Medra principalmente em pastagens, lavouras perenes, beiras de estrada, pomares e terrenos baldios. As folhas podem ser colhidas durante todo o ano, mas de preferências, na florada que ocorre no verão. As raízes são colotadas n aépoca em que a planta floresce.
Parte utilizada: raízes, folhas, flores, frutos. Origem : América tropical, mendrando desde os limites das Guianas até São Paulo e Minas Gerais. Modo de Conservar : As folhas e as raízes de vem ser secas ao ar livre. Guardar em sacos de pano ou de papel, em local seco e arejado, isento de insetos, e ao abrigo da luz solar. Plantio : Multiplicação: sementes e estacas da raiz; Cultivo: Não é exigente em solos. Planta-se na primavera em terrenos preparados e adubados com húmus. O espaçamento preferido é o de 2 metros entre plantas; Colheita: os frutos são colhidos no outono e as raízes e folhas o ano todo. Princípios Ativos: alcalóides (solamina, solanidina, solasodina), esteróides nitrogenados, saponinas, esteroidais nitrogenados (paniculina, jurubina), agliconas (isojurubibina, isopaniculidina, isojurupidina e jurubidina), ácidos graxos, ácidos orgânicos, glicosídeos (paniculoninas A e B), mucilagens, resinas (juribina e jurubepina), princípios amargos. Propriedades medicinais: antiinflamatória, carminativa, colagoga, descongestionante, digestiva, diurética, emenagoga, estomáquica, febrífuga, hepatoprotetora, hepatotônico, tônica. - raízes e frutos são antidiabéticos, aperientes, desobstruentes, colagogos, antianêmicos, diuréticos, febrífugos, anti-hidrópicos, antidispépticos, amargos e tônicos; aperiente, cicatrizante, colagogo, depurativo do sangue, desobstruente do fígado e do baço, digestivo, diurético, estimulante, laxante, tônico. Indicações: abcessos internos, acidez da secreção gástrica, anemia ferropriva, anorexia, atonia gástrica, azia, bronquite, catarro na bexiga, cicatrização de mucosa, cistite, contusão, debilidade, diabete, dispepsia, engurgitamento do fígado e do baço, estômago, erisipela, febre intermitente, feridas, gastrite e úlcera péptica, gripe, hepatite, hepatoesplenomegalia, hepatopatia crônica, icterícia, impaludismo, inapetência, malária, náusea, reduzir acidez da secreção gástrica, síndrome pós-hepatite, tosse, tumores abdominais e uterinos, úlcera. Contra-indicações/cuidados: não utilizar por período prolongado devido aos alcalóides e esteróides, que podem provocar intoxicação. Sinais de toxidade: diarréias, duodenite erosiva, elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos, vômitos. Modo de usar: - infusão de 2 colheres de sopa de folhas, frutos ou flores em um litro de água. Tomar 3 xícaras de chá morno, sem açúcar, por dia: afecções hepáticas, febres, debilidade em geral; - suco das raízes ou frutos: cistite, anemia, tumores, abcessos internos; - cataplasma s das folhas, uso externo: feridas e úlceras; - suco dos frutos com mel de abelha: diurético, bronquite, tosse; - suco ou infusão das folhas: . uso local: contusões, úlceras, tumores, erisipela; . uso interno: fígado, hepatite, icterícia, debilidade, febres - decocção da raiz: diabete, prisão de ventre, dispepsias atônicas, inflamação do baço; - maceração de 4 g de folhas ou frutos verdes em um copo de água fria; - maceração de 20 g de folhas ou frutos verdes em vinho branco; infusão: 2 colheres de sopa de folhas ou flores ou frutos picados para 1 litro de água fervente. Afecções do fígado, icterícia, hepatite e insuficiência hepática; atonias gástricas; vesícula preguiçosa; inflamação do baço : coloque 1 colher de chá de raiz, finalmente picada, em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Toime 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia. Afecções do fígado, hepatite e insuficiência hepática; atonias gástricas; vesícula preguiçosa; inflamação do baço : coloque 1 colher de chá de raiz, finamente picada, em 1 xícra de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia. Cicatrizante de feridas; úlceras; pruridos; contsões : coloque 1 colher de sopa de folhas cortadas em pedaços bem pequenos em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Aplique nas partes lesadas com um agaze. Pode ser utilizado também, morno, para gargarejos. Anemis; febres intermitentes; convalescená de doenças infecciosas : coloqe 4 colheres de sopa de raiz, finamente picadas, em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições. |
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Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.