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LOSNA (ABSINTO)

Artemisia abisinthium

Descrição : Da família das Compostas, planta que alcança de 40 a 80 cm de altura, de flores amarelas agrupadas em pequenos capítulos. e encontra em estado natural, mas que também é cultivada, devido ao seu emprego na fabricação de licores. É uma planta herbácea, vivaz, de um metro de altura, folhas alternas muito rendilhadas, flores amarelas e pequenas, formando capítulos. Todas as partes desta planta têm um cheiro penetrante, mas agradável, e um sabor aromático muito amargo. Também conhecida por erva-dos-velhos, losna, losna-maior ou losna-de-dioscórides e sintro. No Brasil denominam-na de alvina, erva-santa, erva-de-bichos. Adapta-se a todos os terrenos. Em medicina são usadas as suas folhas e as pontas floridas. Na Bíblia ela é apresentada como símbolo da prova. Seu nome latino significa "sem prazer", segundo a tradução grega.

Partes Utilizadas - Folhas e pequenos capítulos florais.

Origem : Ásia, Europa e Norte da África. Bem aclimantada no Brasil, é cultivada em hortas e jardins e em locais agrestes, próximo ao litoral.

Modo de Conservar : As folhas e as sumidades florais são secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Após a secagem adquirem coloração prateada e devem ser conservadas em recipientes de vidro ou de procelana.

Plantio : Multiplicação: por estaquias; Cultivo: originárias da Ásia, adapta-se bem em qualquer clima do Brasil. Exige solos bem arejados, arenoargilosos e bem adubados com matéria orgânica. Planta-se em canteiros com espaçamento de 30 cm entre plantas; Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

Propriedades : Vermífuga, digestiva e emenagoga, tônico gástrico e vermífugo. Também pode ser usada contra piolhos e outros insetos.

Indicações : dispepsia, insuficiência hepática, regras irregulares e dolorosas.

Principios Ativos : Princípios amargos (absintina), 1 óleo essencial, sais minerais e taninos. Óleo essencial (0,2 - 1,3 % v/p) : tuiona, isotuiona, camazuleno, cadineno, tuiol, felandreno e borneol. Flavonóides: artemetina (antibiótico). Terpenos. Princípios amargos: anabsintina, absintina, quebra-chitol, artabsina, Fiíosterol, Resinas vegetais, Vitaminas B6 e C, Geras. Ácidos orgânicos: acético, isovaiérico, málico, palmítico, succínico, tânico, nicotínico.

Contra-indicações/cuidados: O suco ou extrato não devem ser usados, pois são tóxicos. A infusão elimina parte da toxidez. Não deve ser usado por quem estiver fazendo tratamento radioterápico, gestantes, lactantes, indivíduos de temperamento bilioso ou sanguíneo, nas irritações gástricas e intestinais e nas propensões à congestão cerebral. O óleo essencial, sobretudo a tujona, é tóxico. As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. Usar somente na dose recomendada e durante o tempo de tratamento especificado. Em altas doses deve ser evitado devido aos efeitos tóxicos que pode desenvolver. O consumo prolongado de bebidas à base de absinto, provoca habituação que se manifesta por cãibras, perdas de conhecimento e mesmo perturbações nervosas irreparáveis e destruição dos glóbulos vermelhos. Doses excessivas podem causar alucinações, aborto, convulsões, pertubações da consciência (absintismo: degeneração irreversível do sistema nervoso central). Torna amargo o leite das mulheres que amamentam.

Losna

Modo de usar: - infusão de uma ou duas colheres de café de caules cortados por chávena de água, três vezes por dia; - infuso de 20 g de folhas ou flores em 1 litro de água fervente por 10 minutos. Tomar 1 colher de sopa de hora em hora ou tomar 2 xícaras ao dia, antes ou após as refeições principais; - infusão de 5 a 15 g de folhas ou flores por litro de água. Tomar uma xícara antes das refeições principais: estimulante do apetite; - decocção para gargarejos e compressas sobre as contusões; - tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. Deixar em maceração por 7 dias, coar e guardar em vidro escuro ou protegido por papel alumínio. Tomar 1 colher das de café diluída emágua, por dia ou 20 a 40 gotas ou 1 a 4 ml, 2 a 3 vezes ao dia antes ou após as refeições (efeito digestivo e para transtornos biliares). Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas; - vinho: macerar 20 g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente, por 10 dias. Filtrar. Tomar 1 cálice após as refeições; - pó: um grama em uma xícara de água, três vezes por dia, antes das refeições; - extrato seco: 200 m g /dose, 2 a 3 vezes ao dia, antes das refeições; - xarope de um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. Abafar, coar, adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. Adultos: uma colher das de sopa 3 vezes ao dia; crianças: 1 colher das de chá 3 vezes ao dia; - cataplasma : aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre; - massagem com folhas: friccioná-las sobre as partes afetadas (anti-reumático); - vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio.

Para vermífugo, recomenda-se a seguinte fórmula: pó de folhas de absíntrio, 2 a 3g; pó de alcaçuz, 2 gramas; pó de anis verde (erva-doce), 0,50g. Na dose que se ministra pela manhã, deve incorporar-se polpa de ameixa em passa durante cinco dias seguidos.

Pode-se também prescrever a cerveja de absíntio, que se prepara com uma parte de folhas e 30 partes de cerveja, deixando-se macerar. Tais preparados produzem efeitos contra as ascárides (lombrigas) e oxiúros.

Como tónico do aparelho digestivo, o absíntio é recomendado desde longa data. Deve-se a uma substância contida na planta, a absintina, que é um princípio amargo, o seu efeito benéfico na atonia digestiva e na constipação.

A infusão de absíntio é quase intolerável ao paladar, de tão amarga. Assim, dá-se preferência à tintura (20 a 30 gotas antes das refeições) ou ainda o extraio (0,25 a 0,50) ou mesmo o vinho assim preparado: folhas secas de absíntio, 30g; álcool a 60°, 60g; vinho branco, lOOg. Deixar o absíntio macerar no álcool durante 24 horas, adicionar vinho e depois de dez dias, passar e filtrar. Não se deve usar mais de 100 g por dia, pois o vinho assim preparado encerra uma essência.

Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de erva em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Como aperiente e estimulante da digestão: vinho medicinal, 1 cálice antes das principais refeições. Crianças maiores de 6 anos: 1/3 da dose recomendada para adultos.

Interação medicamentosa: Os taninos encontrados no absinto podem comprometer a absorção do ferro administrado concomitantemente, resutondo em complexos não absorvíveis que podem causar sequelas sérias nos componentes do sangue. Os pacientes que necessitem de suplementação de ferro devem ser advertidos para usá-la com intervalo superior a 2 horas entre a ingestão do Absinto. As tuionas do absinto interferem na ação anticonvul-sivante dos fenobarbitais (Tyagi & Delanty, 2003; Miller, 1998.) Deve ser evitado nestes casos.

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Receita Caseira de Extrato Alcóolico de Absinto.

Farmacologia: Os efeitos terapêuticos são devidos aos óleos essenciais, Um aumento significativo de a-amilase, lípase, biiirrubina e colesterol foi observado entre 70 e 100 minutos após a a administração de 20mg de extrato em 10ml de água em paci­entes com desordens hepáticas, via prova duodenal. Mostrou-se eficaz na redução de febre induzida em cobaias. O extrato aquoso da planta inteira retarda o crescimento do Plasmodium falciparum, in vitro.Seu óleo essencial possui ação antimicrobiana, porém é tóxico. A planta também estimula os receptores do sabor amargo nas papilas gustativas o que dispara uma reação gatilho das secreções gástricas com alta concentração de ácidos. A combinação de dihidro-artemisinina (20Qmcmol) e halotransferrina (12mcmol) mataram seletivamente células cancerosas em células controladas. A adição de dihidro-artemisinina a uma cultura de células tumorais (linfócitos) resultou numa diminuição de 50% do crescimento em 8hs. A dihidro-artemisinina sozinha tem efeito similar em células normais (linfócitos) mas a morte celular não foi realçada pela adição da halotransferrina. Essa técnica pode ser efetiva no tratamento de cânceres que apresentem um grande número de receptores de transferrina porque ela permite um aumento de ferro dentro das células tumorais. Isso permite uma abordagem direta na qual os radicais livres são formados preferencialmente em células tumorais, quando a morte celular é desejada. Essa forma­ção de radicais livres é dependente da ponte de endoperoxido da artemisinina (Lai & Singh, 1995). Os componentes do Absinto se tornam concentrados em eritrócitosparasito-infectados onde parecem causar estragos por radicais livres nas membranas dos parasitas. Os parasitas são então fagocitados e removidos por leucócitos. A atividade da droga é potencializada poroxidantes e oxigénio. Derivados isolados da artemisinina (arteeter, artesunato e artemeter) são de 20 a 100 X mais eficazes in vitro que a artemisinina (Hien&White, 1993.). Um estudo ao acaso, duplo-cego, mostrou ser o artemeter mais rápido que o quinino no tratamento de malária resistente a medicamentos em 560 adultos. O quinino promove recuperação mais rápida em malária cerebral. A diferença na taxa de mortalidade entre os 2 grupos não foi significativa, sendo a do absinto levemente menor. A remoção de parasitas foi de 72hs para o artemeter e 90hs para o quinino. A resolução da febre foi de 127hs para o artemeter e 90hs para o quinino. E a recuperação do coma de 66hs para o artemeter e 48hs para o quinino. Um dos efeitos colaterais do quinino é a hipoglicemia. A piúria culturo-negativa foi o efeito colateral no grupo do artemeter (Hien etal, 1996). Um estudo ao acaso em 160 crianças com malária cerebral mostrou a igual eficácia do artemeter comparado com o quinino. A média de remoção de parasitas foi de 39,5h para o artemeter e 48hs para o quinino; a resolução da febre foi de 32hs em ambos os grupos e a recuperação do coma dei 2hs no artemetere 13hs no quinino. A mortalidade foi de 20% no artemeter e de 11,3% no quinino, sendo que no griupo do artemeter foi causada por doenças respiratórias. O estudo foi reali­zado na África onde a resistência ao quinino não é um problema significativo e o quinino foi recomendado como primeira escolha (Murphy et ai,1996).




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