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PARA QUE SERVE A MELALEUCA

Melaleuca alternifolia

Na medicina dos aborígenes da Austrália, usavam-se as folhas da malaleuca, esmagadas e inaladas ou em infusão, para tratar todo o tipo de infecções. Hoje. usa-se o óleo essencial, cuja ação anti-séptica combate eficazmente infeções fúngicas que afectam o cabelo, a pele e as unhas.

Descrição : Planta da família das Myrtaceae. Também conhecida como árvore de chá e mirto de mel. Trata-se de uma árvore não muito grande. O tronco tem casca esbranquiçada, semelhante ao papel. Brotos jovens tomentosos, ramos adultos glabros. Folhas corláceas simples, de 1 a 2,5 centímetros de comprimento, agudolanceoladas, falciformes, com glândulas de óleo; A intlorescência é uma espiga de 3 a 5 centímetros de comprimento. Flores sésseis com epicálice campanulado onde se fixam as sépalas. Pétalas livres com muitos estames, ovário inferior com 3 partes. O fruto é uma cápsula lenhosa com 3 a 4 milímetros de diâmetro.

História : Utilizadas na medicina popular, apesar de ter o nome "árvore de chá", não ter qualquer relação com o que comumente conhecemos como chá. Embora os aborígenes australianos o utilizassem desde tempos remotos, oficialmente só foi registado na década de 1920, quanto as análises efetuadas revelam enorme eficácia deste óleo. Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados australianos usavam-no como desinfetante.

Parte utilizada: óleo essencial das folhas, folhas.

Origem e habitat: Austrália onde é considerada uma planta invasora.

Princípios Ativos: Terpinene; terpinen-4-ol (+ de 40%); 1,8-cineol; -terpineol; -pinene; limonene; viridiflorine; cis-calamanene; -thujene; myrcene; p-cymene; -gurjurene.

Propriedades medicinais: Anti-séptico, antibiótico, bactericida, fungicida, antivirótico.

Indicações: infecção bacterianas, virais ou fúngicas da pele, como pé de atleta, verrugas, úlceras, impetigo, pruridos, pé-de-atleta, herpes, acnes, psoríase eritemas solares, piolhos e candidíase vagina. A Melaleuca leucadrendron é recomendável em casos de sinusite, bronquite, infeções estomacais, lombrigas, reumatismo, nevralgias, contracções musculares, gota e diversas infeções cutâneas. O óleo da Melaleuca cajuputi usado como analgésico e anti-séptico, como da M. leucadrendron.

Uso cosmético : Utilizar diluído em água para uma eficaz limpeza cutânea e para tratar as borbulhas. O óleo da M. alternifolia é útil na elaboração de cremes para mãos e o corpo.

Uso caseiro : O óleo do M. leucadrendron é um potente inseticida, sendo utilizado igualmente no fabrico de detergentes. Também se usa na pastelaria como potenciador de sabor.

Contra-indicações/cuidados: Procure ajuda médica em caso de ingestão em grande quantidade. Não deve ser usada em pessoas com alergia a terebentina. Uso oral do óleo, pois pode causar reações alérgicas; O óleo também não deve ser aplicado diretamente em feridas abertas na área dos olhos e sobre a pele rachada.

Precauções: O óleo essencial poderá ser usado para enxágue bucal, sem ser engolido ou em lavagens vaginais (Lininger e cals., 1998); O uso das folhas como infuso parece ser seguro. Pode alterar a contagem de neutrófilos em testes laboratoriais.

Interação medicamentosa: Pode afetar o efeito das drogas que liberam histamina. Evitar o uso simultâneo.

Efeitos colaterais: O uso interno do óleo pode causar ataxia, confusão, sonolência, fraqueza; O uso interno do óleo também pode causar queimação e coceiras; O uso interno do óleo também pode causar leucocitose de neutrófilos. O uso externo do óleo pode causar dermatite de contato.

Superdosagem: Mais comum em crianças, deverá ser tratada com ajuda médica - considera-se que 10 ml, para crianças é uma dose alta. Urna dose excessiva - 70ml leva à coma; A DL50 para ratos é de 1 ,9g Kg/peso corporal.

Toxicologia: Sem toxidade nas doses recomendadas. A DLM é acima de 300ml para humanos acima de 6O Kg. Os extratos etanolícos em doses (muito) maiores que a terapêutica apresentam sinaisdetoxidade não especificados, não haverdo nenhum relato de morte por intoxicação.

Posologia: Adultos e modo de usar:: O óleo de melaleuca é encontrado como óleo essencial ou na composição de cremes, loções, shampoos, em concentrações de 10%; Nos géis, sua concentração deverá ser de 5%; O óleo essencial deverá ser usado com cautel, preferencialmente diluído a 2% ou 5% em água ou outro óleo vegetal. Para enxágue bucal e colutório, 3 gotas em água 3 vezes ao dia; A mesma quantidade para inalações e duchas vaginais. pode-se fazer uma solução a 2% ou 5% com água e álcool; folhas aplicadas nas áreas infectadas do corpo; inalar o chá para tratamento respiratório.

Infecções na pele : O óleo da árvore do chá usa-se para pequenas infecções fúngicas ou bacterianas na pele. Em furúnculos, borbulhas de acne e pequenas áreas infectadas por fungos, aplique o óleo puro, com moderação, duas vezes por dia. Para áreas maiores, dilua o óleo de árvore do chá cm óleo de maravilha (Calendula qfficinalis) ou de germe de trigo (Triticum vulgare) — 1 parte de óleo de árvore do chá para 20 partes de excipiente - e massaje.

Infecções nos ouvidos : Para infecções do canal do ouvido externo ou dores de ouvidos ligeiras, deite 1-2 gotas de óleo puro em algodão e durma com ele no ouvido. Este óleo conjuga-se bem com o de alfazema — use 1 gota de cada

Infecções vaginais : Para infecções vaginais, como a candidíase, pode aplicar na área afectada o óleo diluído, mas pode arder. É melhor usar pessários de árvore do chá. Introduza um todas as noites durante 3-4 dias, pare uns dias e recomece se necessário.

Malaleuca

Farmacologia: Os dados sobre a ação antimicrobiana in vitro são extensos, comprovando sua ação contra um largo espectro de bactérias, fungos e leveduras causadoras de infecções da pele; O óleo de melaleuca causa autólise da bactéria durante as fases estacionária e exponencial do seu crescimento; Sua efetividade na pele também é devida à sua natureza lipofica que promove sua penetração na superfície da pele; Mas há poucos estudos clínicos sobre sua efetividade e tolerância. A concentração bacteriostática típica é de 0,25% e a maioria dos produtos de cuidados com a pele exibem concentrações em tomo de 10%; Como fungicida ele raramente é usado puro, mas associado a outros fungicidas naturais; Três estudos comparativos mostraram sua eficácia em pé-de-atleta e onicomicose do hállux; Há várias referencias a seu uso como supositório e duchas vaginais como parte do Tratamento feminino para candidíase e tricomoníase, entretanto, há pouca documentação Sobre este uso. Outro uso seria o 'bochecho" para a candidíase oral em pacientes com deficiência imunológíca; O óleo de melaleuca é efetivo no tratamento de acne vulgar, um pouco menos que o benzoil-peróxido, porém com menos efeitos colaterais. Em estudo isolado ele mostrou-se eficaz contra pediculose (Veal, 1996); Um estudo sugeriu que o óleo de melaleuca tem mecanismo semelhante aos desinfetantes membrano-ativos como clorexidina e os compostos - amônio-quater-nários, degradando proteínas e rompendo a estrutura da membrana. Observação ao microscópio revelou perda de constituintes e quebra da parede celular em células de E. coli após o tratamento com óleo de melaleuca a também a morte celular anterior à autólise. Ele é capaz de matar células de E. coli tanto na fase exponencial (30min após o tratamento a 025%) quanto na fase estacionária (45min após o tratamento a 0,5%) de seu crescimento (Gustafson ecols, 1998) O óleo de melaleuca é um antibiótico membrano-ativo pois inibe a respiração celular e causa perda de potássio em E. coli. Sua eficiência na fase exponencial é total. Na fase estacionária as células são mias resistentes a ele, possivelmente pelas alterações que ocorrem na membrana celular nessa fase de crescimento (Cox e cals., 1998); Concentrações de óleo superiores a 300mcg/ml tem efeitos citotóxicos em fibroblastos e células epiteliais - como esta concentração corresponde à que é citotóxica para o Staphylococus aureus, os autores sugerem que a ação de citóxidade é por um evento membrano-associado (Soderberg e cols., 1996); Oito princípios ativos do óleo foram testados em 12 agentes patológicos: Bacillus subtilis, Bacterioides fragili, Candida albicans, Clostridium perfringens, Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Lactobacillus acidophilus, Moraxella catarrhalis, Mycrobacterium smegmatis, Pseudomonas aeruginosa, Serratia marcecens e Staphylococcus aureus; O 4-01terpineno inibiu todas. Em segundo lugar, o linalool e o aterpineol mataram 11 dos organismos. O p-cimeno foi o menos efetivo. Isso mostra que todos os terpenos do óleo de melaleuca são antimicrobianos efetivos, variando mais sua concentração no óleo que sua efetividade; Ele também é efetivo contra várias bactérias da pele: A. baumannii, Corynebacterium spp, K, pneumoniae, M.luteus, M.varians, Microccocus spp, P. aeruginosa,S. marcescens, S. aureus, S. capitls, S. epidermis. S. haemolyticus, S. hominis, S. saphophyticus, S warneri e S. xylosus. Os organismos gram-negativos geralmente são mais susceptíveis. Os autores sugerem que o óleo pode ser útil na higiene e desinfecção das mãos matando a flora transitória e protegendo a flora bacteriana residente.(Hammer e cols., 1996); Várias espéciers de estreptococus, inclusive o S. pyogenes causador do impetigo são susceptíveis inclusive algumas bactérias da boca tanto anaeróbicas quanto capnofílicas (Shapiro, 1994). Os efeitos antifúngicos e antilevedura foram também demonstrados. O Melasseria furfur causador de - pitiríase versicolor, foliculite, intertrigo, dermatite seborréica e caspa, é susceptível ao óleo (Hammer e cals., 1997) assim como o Trichophytum rubrum, o T. mentagrophytes e o Microsporum canis; 31 espécies do génefro Cândida e 1 Trichosporo e 31 espécies diferentes de Malasseria furful. (Nenoff e cols., 1996 e McFadden, 1996); Em testes com vários óleos essenciais para pediculosé, a eficiência de uma diluição de 1 % de óleo de melaleuca em 40% de etanol foi de 93% para piolhos e 83% para lêndeas (Veal, 1996).

Estudos Clínicos: Acne: 124 pacientes com acne vulgarforam tratados com uma solução de óleo de melaleuca a 5% ou loção de peróxidobenzoil por 3 meses. Ambos os grupos mostraram melhora nas lesões inflamadas, nas lesões não inflamadas e na oleosidade da pele (Bassetl e cols., 1990); Onicomicose: 117 pacientes com onicomicose subungueal distai, provada por cultura, aplicaram tanto 100% de óleo essencial de melaleuca quanto uma solução de c1otrimazolea1%. Após 6 meses, o grupo de clotrimazole tinha negativado 11 % das culturas e o grupo do óelo de melaleuca, 18%. A aparência das unhas melhorou 61 % no primeiro grupo e 60% no grupo do óleo de melaleuca. Após mais 3 meses de acompanhamento os resultados positivos permaneciam para 55% do grupo do clotrimazxole e 56% de grupo do óleo de melaleuca (Buck e cols., 1994); Inflamação da pele (induzida por histamina): em um estudo aberto o óleo de melaleuca reduziu significativamente a inflamação da pele em 21 pacientes 20 minutos após a injeção de histamina, dente 27 que receberam 5mcg/50mcl de difosfato de histamina intradérmicos-21 receberam óleo de melaleuca e 6óleode parafina. O volume da área empolada foi significativamente menor nos pacientes tratados com o óleo de melaleuca (Hoh e cols., 2002).






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